quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

os meus problemas com os impostos, explicados

Já temos título (não é Balbúrdia no Oeste embora... bom, vamos pensar), revisão, críticas do tipo "liked it" ou "it was ok" como convém num primeiro romance e um tipo não ficar convencido que é alguma coisa de liked it alot ou amazing e contactos, tudo segue o plano, em 2013 temos livro nem que o Autor pague a edição secretamente a si próprio. Raios, ele quer poder escrever "escritor" nas biografias resumo para as revistas e jornais em vez de consultor ou outra coisa do género chato. Faz toda a diferença. Talvez com "escritor" na caixinha o convidem finalmente para escrever uma crónica paga algures. Se lhe pagassem e dessem um limite de caracteres, eu escrevia as melhores crónicas desde o primeiro volume de crónicas do Lobo Antunes e sobre o que o jornal quisesse, menos política. Adorava escrever para uma revista feminina, isso é que era. Palavra de honra, era bestial, punha as leitoras doidas a comprar revistas como se não houvesse amanhã, com uma voz que eu cá sei. Só que não precisam de ninguém, as revistas femininas, já vendem imenso. As masculinas, essas, estão condenadas ao fracasso enquanto não vierem com uma página dupla com a Soraia Chaves nua, mas mesmo nua, não é naqueles planos de perfil com elas em cima da cama, a ver-se uma nádega e depois a imaginação que faça o resto. Um homem paga é para não ter de usar a mesma dose de imaginação que utiliza no dia a dia. O Autor não se importava de ter uns caracteres bem aconchegados numa revista assim Mas tudo bem, continuem com as vossas Ritas Pereiras em catálogos de lingerie da La Redoute que vão longe. Posto isto, avançamos no segundo romance com muito ânimo e uma saudável sensação de que merda é esta.  Depois o que se faz é recorrer a pensamento lateral para resolver os problemas, nomeadamente, um título que se pode acrescentar no fim do mesmo e dar a ilusão de que tudo foi planeado de início, como este post. Dou um exemplo assim de repente que é para vocês verem, imaginem isto em tempo real: na minha mesa neste momento tenho um telefone, um telemóvel e uma caneta pousada em cima de uma carta das finanças. O telemóvel acabou de se virar o para o telefone e disse-lhe ele já não precisa de ti, o que é que estás aqui a fazer na mesa? Desaparece, és completamente arcaico! e o telefone vai-te foder pá tu e as tuas modernices, é por causa de modas como os telemóveis que este país está como está e a caneta vá vá, não sejam assim, cada um tem a sua utilidade, também preconizaram o meu fim há séculos e ainda aqui estou e o telefone ai é? Qual é que foi a última vez que ele te utilizou? Já viste a letra dele? Já o viste a tentar usar-te? Parece que tem paralisia cerebral quando pega em ti. Ele perde as canetas todas e vai-te perder a ti também, está-se nas tintas para ti caneta, foste um brinde num congresso de marketing, vinhas num saco com panfletos que foram directos para a reciclagem, só serves para ele te enfiar no cú do telemóvel para lhe fazer o reset quando ele está a atrofiar todo. A caneta ficou muito irritada e desatou a riscar a carta das finanças toda, de cima abaixo e a gritar não sirvo para nada é? Olha para mim a riscar isto tudo! Olha! e o telemóvel vê o que fizeste, puseste a caneta toda irritada, telefone, tu só serves para chamadas locais e o telefone arrebitou o auscultador e devolveu e tu és 96 ó palhaço, 96, experimenta fazer uma chamada para um 91 ou um 93 e fazemos as contas. E nisto, mais uma carta das finanças ilegível, completamente ilegível, completamente riscada, não sei como isto aconteceu, mais vale atirá-la para o caixote do lixo.

2 comentários:

nAnonima disse...

:)))))))))))))))))))))))) essa cabeça fervilha!

Maria D Roque disse...

Eheheh. Isso explica tudo !!