domingo, 2 de junho de 2013

detesto

Detesto quando os americanos fazem um remake de um filme contemporâneo europeu ou asiático. Está sempre a acontecer com filmes de terror. Eu sei que vocês se estão nas tintas para isso, paciência, mas fiquem sabendo que sempre que os japoneses ou os nórdicos lá das Suécias e Noruegas, acertam num filme de terror (the ring, deixa-me entrar), os filhos da puta dos amerloques estão a fazer a versão hollywood no minuto a seguir. Porquê?! Não podem só legendar o original? E o pior é que o remake é sempre pior. Mas SEMPRE. É como se extraíssem do original o argumento e só o argumento. Depois vê-se ali mão de argumentistas profissionais. Abrem espaço a uma sequela, quase sempre, metem personagens para criar contrastes, metem as personagens a "mudar", aquelas merdas do "conflito" e o caralho. E explicam o que no original terá parecido demasiado críptico para um comedor de donuts. É uma coisa que me faz sofrer e desconfiar da humaniade, estes "covers" contemporâneos. Nada contra um realizador tentar a sorte com um clássico ou um filme de culto qualquer esquecido no tempo. Mas tenho muito contra quando se "apaga" um filme melhor, original, do mapa contemporâneo.


Isto não tem nada a ver mas fiquem aqui com uma foto da Sybille e mais uma música.



7 comentários:

Maria D Roque disse...

Muito antes da versão de Hollywood de The Girl with the drsgon tatoo vi os 3 filmed em sueco ds trilogia do Stieg Larsson. Gostei msis dos originsis6 apesar de ter que ler legendas, , eram mais genuínos e a actriz excelente. ... vê lá que no fil
me nem fslsm do IKEA !! :))

anouc disse...

Olha um que não ficou pior que o original: Funny Games.


(sim, sim, eu sei que o realizador é o mesmo)

Anónimo disse...

Não percebo a tua paranóia.
É natural que tal aconteça. Quem é que tem um cú de ideia do Battle Royale? Oa americanos reciclaram o tema, colocaram jovens e venderam o produto. So what?
Vê o original olha que coisa!
A isso chama-se ESCALA! E globalização.
R.

Mak, o Mau disse...

Olha que no caso do filme do Millenium, o Fincher não adaptou mal aquilo, face ao original sueco.

O problema, em Hollywood, são as soluções de compromisso. Ah eu gosto da história e quero adaptar - Pois, mas só adaptas com os actores X e Y ou então com os efeitos A e B (em especial nos filmes de terror).

Produções independentes têm obviamente mais controlo sobre as histórias do que em hollywood. A não ser que sejas um realizador com nome feito e aí, se não te deixares comer, a coisa fica orientada.

Mas, num mundo em que as artes (e os mundos) se interligam cada vez mais, é difícil não caminharmos para um universo cada vez maior de adaptações e isso já nem é algo que vem de agora. Por exemplo:

O Kurosawa foi buscar a base do Yojimbo a livros do Dashiell Hammett.
O Fistfull of Dollars (primeiro do Leone com o Eastwood) é adaptado do Yojimbo.
Há também um remake oficial mauzito do Yojimbo com o Bruce Willis, para aí dos anos 90.


Tenho uma relação com adaptações em parte semelhante à que tenho com covers. Se acrescenta valor (seja por desempenho dos actores, meios ou realização) então siga. Se é só para fazer dinheiro sem critério, então por norma é para esquecer.

Tolan disse...

Bem, eu referia-me especificamente a filmes contemporâneos em que o remake é uma cópia "mainstreamizada" de filmes europeus, asiáticos... não quis criticar os remakes em geral, menos ainda na questão de um filme servir de inspiração para outro (exemplo, os 7 Magníficos ser inspirado nos 7 Samurais, mas em versão western etc.).

Mak, o Mau disse...

Eu percebi, daí começar pelo primeiro da trilogia Millenium, no qual acho que o remake foi feito com alguma ponderação.

O resto foi só para reforçar que esta espécie de intercâmbio já existe há muito, o problema é que o que chega às telas em versão remake é quase sempre sub-produto americano neste tipo de formatos.

Rita F. disse...

E sabes que o Spike Lee vai fazer/está a fazer/se calhar até já fez uma versão do Oldboy? Adoro o Spike Lee, mas nem consigo imaginar o que vai sair/está em fase de sair/já saiu daqui.
Concordo contigo em geral. O remake americano do excelente REC é pura e simplesmente nojento. É o exemplo que tenho mais à mão. Mas acho que os americanos fazem bem terror quando lhes dá para isso - olha o Exorcista, tão bom. Bom, bom. Não se saem bem é nas versões, mas isso tanto em terror como em qualquer outro género, salvo algumas honrosas excepções que alguém já aqui referiu.
Eu tenho as minhas dúvidas em relação a "versões", de qualquer forma. Versões de filmes, músicas, pessoas, são um bocado esquisitas.
E enfim, aqui termino, bem haja por este bocadinho.