segunda-feira, 8 de agosto de 2011

os outtakes de uns seriam a obra prima de outros

11 comentários:

Diogo disse...

Nunca percebi o fenómeno. Banda overrated, Lou Reed overrated, Warhol extra-overrated Pop Art. Por essa altura, Canterbury, França, USA-sem-episódios-heráldicos e ex-União faziam mais e melhor, para bem da saúde experimental.

Tolan disse...

HIPSTER ALERT!!!1!

Diogo disse...

?

Tolan disse...

é só uma piada. não acho que os Velvet (e muito menos o Warhol) sejam overrated. Os velvet influenciaram muitíssimo uma grande parte das boas bandas que se lhes seguiram, definiram um género totalmente novo numa época de Beach Boys e Beatles (que espero que não consideres overrated também). O warhol era um génio, recomendo que vejas um livro ou algo assim sobre toda a sua obra e a ironia subjacente a ela e não apenas os clichés famosos.

Diogo disse...

Um género novo?...
Os jovens Krauts - e é só um exemplo 'visível' - NEU, Can, Popol Vuh, etc, na europa continental, seguindo essa lógica, tinham inventado dezenas de 'géneros' novos... Os VU são do arquivo arqueológico, hoje. Existem dezenas de bandas com melhores obras (por vezes até um só albúm), mas só porque não estiveram em Nova Iorque tiveram de se contentar com a fama marginal. Os Sonic Youth sim, são muito importantes, uma grande marca transversal. O Scaruffi torce o nariz aos Beatles, e eu também. Ninguém lhes nega a intemporalidade, a invenção, o génio e uma certa influência que se tornou, mais do que racional, aromática (um ambiente) para bandas pop produzidas em série até hoje, mas no mundo moderno já não fazem sentido.

O Warhol é como o Pollock: um pateta 'moderno' a produzir arte decorativa para quem não gosta de ler.

Tolan disse...

Os Velvet são um pouco anteriores ao movimento kraut e eram contra-cultura na época. Conheço bem Neu, tenho todos os albuns de Can, são coisas diferentes... Podem ser tecnicamente excelentes, experimentais etc. e eu gosto mas não têm 1/10 da alma de um Lou Reed ou de um John Cale. Faziam música um bocado inerte desse ponto de vista que por acaso a mim diz-me muito. O que houve de verdadeiramente importante (e influente) na música da alemanha dessa época foram os Kraftwerk, em minha opinião, mas provavelmente também achas esses um embuste. De resto discordo da tua apreciação de Warhol, Pollock não tenho bases para apreciar. Em Warhol eu vejo uma sátira brutal exactamente ao que tu achas que ele representa. É irónico até que a sua arte tenha uma capacidade "decorativa" e tenha sido tão popularizada. Era mesmo isso que ele queria, portanto, não há problema nenhum nisso.

Tolan disse...

E não sei quem é o Scaruffi. Por outro lado sei quem foram os Beatles. Quanto a discussões sobre os Beatles com hipsters, já tive a minha dose ao longo da vida, uma pessoa depois perde o interesse nisso.

Diogo disse...

Ah, a alma a alma... a alma é um lugar-comum. O Scaruffi é um homem que viu muitas poucas vezes o sol na idade adulta, determinado pelo que Freud disse ser o «sacrifício» da líbido, pelo que sabe das coisas (de todas as coisas) «para caralho». Fode aquilo tudo. Os Kraftwerk são uma marca registada.

O Warhol tinha vergonha da própria pele, monstrinho... :)

Tiago disse...

:D

"Os VU são do arquivo arqueológico, hoje."

"os Beatles [...] no mundo moderno já não fazem sentido."

"Os Kraftwerk são uma marca registada."

Oh Tolan, mesmo nos teus dias mais inspirados, não consegues inventar personagens tão interessantes como o Diogo. E o hipster de vanguarda é um amador.

Diogo disse...

«E o hipster de vanguarda é um amador.»

Trollzito pequeno ou um neto de Stirner? Óbvio tupperware... mas profissional, oh oh.

ladybug disse...

I like it.