segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Conto infantil: o Don Ursan

Era uma vez um urso chamado Don Ursan. O Don Ursan era muito conquistador e muito falador, estava sempre a dar uma flor e a piscar os olhos e a dobrar as orelhas às fêmeas da floresta.

"Olá, tudo bem? Toma uma flor *wink* Toma uma flor *wink* Olá tudo bem? Flor. " dizia o Don Ursan. Um dia o Don Ursan lanchou pão com tulicreme e bebeu um leite com chocolate ucal e foi à danceteria. Chegou lá e havia duas gémeas a dançar! Depressa se pôs a conquistar!

"Olá, toma uma flor. Olá toma uma flor *wink*", disse o Don Ursan.
"Olá, obrigada." disse a Carina, que era a gémea da esquerda.
"Olá, obrigada." disse a Vânia, que era a gémea da direita. Eram ambas da margem sul do rio do bosque e vinham muito aperaltadas.
A festa estava muito animada e o Don Ursan já quase não tinha flores para oferta. Eis quando chega o Axel Pixel, o melhor bailarino da floresta.

"what's up" disse o Axel Pixel em estrangeiro.
O Don Ursan ficou muito arreliado, porque o Axel Pixel era mesmo muito dotado e depressa as Gémeas foram dançar com ele.

"Wuhuuu!" disse a Carina.
"Yeaah!" disse o Axel Pixel.
"Wuuuhhuuu!" disse a Vânia.
A situação era desesperante. O Don Ursan afastou-se cabisbaixo, mas depressa encontrou outra rapariga interessante, a dançar o twist.

"Olá, toma uma flor" disse o Don Ursan, dobrando as orelhas de forma muito atraente.
"Obrigada" disse a rapariga do vestido "mas estou acompanhada".

Muito desanimado, o Don Ursan foi para o piso de baixo. Pediu um leite ucal on the rocks ao balcão e ficou ali sentado. Era uma noite de disco na danceteria e havia muitos homens que gostam de outros homens.

"Então e a nós, não nos dás flores?" perguntaram os homens que gostam de outros homens.
"Estão é mas é malucos!" disse o Don Ursan, enquanto tentava conquistar outra senhora que, ele não sabia, mas só gostava de outras senhoras.

Nisto, disparado da outra ponta da pista de dança veio um menino que gosta de meninos, muito determinado, em direcção ao nosso urso desanimado.

"És homemfóbico? Vou-te en***r que é para aprenderes!" disse o menino determinado.
Nesse momento apareceu o Anjo Gabriel que o menino repreendeu:

"Não senhor, não podes andar por aí a en***r pessoas!" disse o Anjo Gabriel.
E lançou uma bomba nuclear na discoteca.

"Buuum" disse a bomba nuclear.
FIM


10 comentários:

Anónimo disse...

E o aviso para as pessoas que sofrem de epilepsia onde está?

TheWriter disse...

Tadito. Where's the happy ending? :(

Tolan disse...

:( desculpa, eu sei que não parece mas quando começo um conto infantil não sei muito bem como acabar e por isso uso sempre a bomba nuclear.

debbie clementine disse...

Por acaso parece que não sabias como acabar, nem me ri nem nada.

(estou a modos que receosa, não te elogiei e não sei se deva ter medo. afinal, és o tolan. gaita, és só o tolan, uma pessoa com duas pernas e dois olhos como as outras - acho eu.)

Catarina disse...

Ficção de uma ponta à outra ou baseado em factos verídicos?

Tolan disse...

Factos verídicos, todos.

a.i. disse...

a bomba nuclear para um escritor está assim como invocar a boa-fé para um legal expert? é assim quando não se sabe bem o que responder, uma coisa que serve para tudo

Tolan disse...

Sim, serviu para guerra do pacífico, serve muito bem para acabar com qualquer história. É verdade que podiam antes ter utilizado um legal expert, os japoneses caíam nessa.

Bitter disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria Papoila disse...

gosto muito da tanga vermelha do menino destemido.

um toque de génio, diria mesmo.