sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

educar uma filha

Ter uma filha é muito complicado para qualquer homem. As filhas normalmente não sabem jogar à bola por exemplo e se souberem também não é bom sinal. Preferem uma wii em vez de uma ps3. Preferem bonecas em vez de armas de fogo. Todos os brinquedos que tenho, e que fariam delirar qualquer rapaz, parece-me que lhes seriam indiferentes, da guitarra eléctrica às bicicletas, das réplicas de espadas samurais à gigantesca colecção de cartas de Magic. As raparigas são mais sensíveis do que os rapazes, o que dificulta a aplicação do método pedagógico inspirado nos romanos e que consiste em constantes provações físicas e psicológicas, banhos gelados e lições de luta. Se eu tivesse um filho, de certeza que me divertia a partir do momento em que ele conseguisse ripostar minimamente nas lições de boxe e deixasse de choramingar, o que deveria acontecer aos 5 ou 6 anos.

No início é assim

depois é assim

e assim

Evidentemente que não tenho grande experiência na educação de crianças em geral, meninas em particular, apesar de ter tido namoradas um pouco infantilóides e uma cadela, uma cocker spaniel, que apresentava desafios psicológicos semelhantes a uma criança com disturbios emocionais graves. Mas os livros ensinam tudo o que precisamos de saber e agora, os blogues também, nomeadamente, este aqui.
A filha pode deixar de achar o pai o homem mais fantástico do mundo quando atinge uma certa idade e passar a controlá-lo e a oprimi-lo também. Nos casos mais extremos, felizmente raros, em que ainda não houve divórcio quando ela chega a esta idade, pode dar-se o caso de termos duas mulheres em casa. Em casos ainda mais extremos, e que conheço, chegam a ser três ou quatro mulheres em casa e ainda, de vez em quando, com visitas da sogra. E todas a chatear. A minha casa felizmente tem um quintal onde conto construir uma espécie de bunker com os meus brinquedos e fecho-me lá dentro. Depois, as filhas têm tendência a gostar de rapazes a partir de uma certa idade (19, 20 anos) e não é nesse momento que temos de nos preocupar com isso. É logo aos 6 meses de idade. Temos de usar as técnicas ancestrais que deram origem aos primeiros mitos urbanos, sob a forma de contos como o Capuchinho Vermelho. Estou a preparar uma extensa lista de todos os contos, lendas e e-mails forwardados por pessoas da faixa dos 40-60 anos que acabaram de descobrir a internet e a história da droga na bebida e do rim desaparecido, cuja moral essencial é: homens = perigo. E não só estou a recolher a lista como também vou escrever uns quantos de minha autoria, inspirados na obra de Stephen King. Já tenho títulos: “A discoteca da morte”, “O namorado esquartejador”, “O cinema fatal”, “A discoteca da morte II”, “Andar de mão dada, morte anunciada”, “Beijos e as doenças dos homens”, “A discoteca da morte III”…. E faço isso para o bem delas, não quero que acabem mal.

12 comentários:

I. disse...

http://www.youtube.com/watch?v=RTrCBcrFMCI&feature=fvsr

Enjoy

Veronique disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pilar disse...

magic é para cromos.

a partir de certa altura os brinquedos são os mesmos para todos: um laptop com ligação à net.

gosto mesmo é da andorinha holandesa disse...

oh veronique, o teu pai deve ter a cara toda f* de tanto serrar a sobrancelha... e usa uma manual ou uma eléctrica, como no chainsaw texas massacre? maybe he just goes bananas those times you talk about boys :P

binary solo disse...

eu tenho uma filha. que ainda tem dificuldade em andar sozinha. e evito pensar nisto que escreveste aqui. porque é de pesadelo mesmo. apesar disso gostei da ideia dos livros. bons titulos são garantia de qualidade :)

Pusinko disse...

Pois, se um dia tiveres uma filha vais ter essas preocupações, claro, mas, se calhar, de uma perspectiva mais aveludada. é muito livro planeado já :) Não vai ser assim tão mau. O post está muito bom!

hierra disse...

Esperemos que se vieres a ter uma moçoila não seja uma desmiolada como a Britney...

Maria disse...

Também, que mau exemplo!

Isis disse...

Adorei! Principalmente a parte final dos "titalus" :)

Anónimo disse...

A cocker spaniel, que apresentava desafios psicológicos semelhantes a uma criança com distúrbios emocionais graves, talvez não goste muito dos comentários que têm vindo a ser feitos ultimamente, neste blog e em outros blogs, "primos" deste, que nada têm de interesse mas que lá vão fazendo comentários sarcásticos sobre os outros, e muitos comentários pois, o bonito é isso mesmo,é ser muito sarcástico... E o perturbado psicologicamente é que está errado, pois, o que está certa é os comentários irónicos que fazem acerca deste, e se este se sentir incomodado, está errado porque o certo é mesmo falar dos outros e mal claro, como convêm(haja pachorra).

Tolan disse...

eu amava a minha cocker como se fosse minha irmã e ela tinha mais sentido de humor que uma pessoa que eu cá sei.

Ficção Que Vivemos disse...

Ahahaha, vais no bom caminho!