quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

mais vale agora



Desde a última vez que abordei a temática do Tolan e da Plaft num SPA, temos feitos notáveis progressos. Desta vez, para celebrar seis meses de educação de direita, o escolhido foi o Onyria Marinha Edition Hotel & Thalasso que, como o nome indica, seria apropriado para irradiar as últimas toxinas de esquerda que me ficaram daquela manifestação da CGTP a que fui por 'solidariedade'. Confirmou-se, é excelente. Tem onyria, tem marinha, tem edition, calha ser um hotel o que dá imenso jeito porque se pode dormir lá e ainda por cima inclui thalasso. Desta vez não me apanharam dentro da cabine da sauna sem o meu tuperware com tirinhas de bife do lombo, para colocar nas pedras em brasa e ir petiscando um pouco enquanto transpirava os últimos resquícios de culpa e preocupação pelo facto do país ir colapsar completamente e tudo acabar. Chovia em cima do povo, lá fora. Em cima de mim, só mesmo a água do duche sensações, no programa 5 - relaxe, um programa que às vezes atirava uns jactos de água fria só para assustar e depois subia a temperatura até o agradável quente... era como se o chuveiro estivesse a brincar comigo "quentinho, quentinho... agora FRIO! és POBRE! NÃO TENS DINHEIRO PARA O GÁS!... estou a brincar, toma lá agua quentinha... AGORA FRIA OUTRA VEZ! POBRE!" Uma pessoa sai de lá bastante relaxada porque a última carrada de água que leva em cima é quentinha. Nas saídas do vapor do banho turco, a Plaft pode cozer as espetadas de peixe e legumes que trouxe em saquinhos nos bolsos do roupão.

À noite, com as faces afogueadas, a circulação activada, satisfeito do ossobuco e do carpaccio de atum.... senti-me rico e de direita, com a minha mulher na cama, uma cama coberta de pétalas, toalhas em cisne, morangos, vinho, gomas em forma de coração... A nossa cama era tão grande, mas tão grande, que quando eu me cheguei para o pé da Plaft, fiquei com jet lag. Depois fiz sexo como os homens de direita o fazem, a fazer músculo para um espelho, com palmadas no rabo dela e a dizer-lhe 'queres uma mala? é? queres uma mala? chanel ou cartier? queres uma mala?' No fim, benzi-me e fui para a varanda contemplar a noite, certo de que um dia, quando tudo colapsar, eu poderei dizer para comigo 'eu conheci a civilização, antes da barbárie'.

11 comentários:

nAnonima disse...

ahahahahahahahahahaahahahahahahah! tão bom!!!!

Maria D Roque disse...

Oh Tolan ! Que delícia TÃO deliciosa !!! :):):)

Pipoca Mais Picante disse...

Há ah ah Ah ah ah que maravilha!

Anónimo disse...

Maravilha de post e era isso que eu estava a precisar agora. Adorei a do jet lag e do fazer amor como homens da direita. Como o meu não faz assim chego à conclusão que ele é da esquerda ou mesmo extrema esquerda :)

trollofthenorth disse...

Tu perguntas-lhe: "-Queres 'ma mala?"
Directo ao assunto. :)

#Modo piadola gasta OFF#

Maat disse...

gostei da referência, aliás quase sempre - e muito bem - presente nos teus textos, ao colapso do país.

Rosa Cueca disse...

Isto está brilhante.
A minha parte favorita é mesmo a do duche.

Anónimo disse...

BEM VINDO!
R.

Palmier Encoberto disse...

Eu estava capaz de vos patrocinar inúmeras estadias em hotéis-SPA, só para ter uma história destas por semana :D

Tolan disse...

Nós aceitamos!

Plaft, Sílvia disse...

Ouviste, Palmier? Aceitamos ^_^