quinta-feira, 22 de novembro de 2012

pensamento lateral

Uma das coisas que mais gosto de fazer é começar a falar sem saber o que vou dizer. A única regra que me imponho, a única coisa a que me predisponho, é garantir que tudo o que eu disser vai rimar, mesmo que esteja completamente a parvar. Não pode existir qualquer pausa,  para ser grande a risota que isto na Plaft.. causa. Ficaria certamente melhor dizer "provoca", mas a palavra "causa" também não me choca. É um passatempo muito interessante, praticado pelo urso e pelo elefante, pois é sabido que os animais da floresta não passam a vida toda em festa. Têm momentos aborrecidos ao serão, quando não dá nada de jeito na televisão, então fazem jogos de adivinhas ou jogam à sardinha com as suas patinhas. Ninguém gosta de jogar com o urso, pois da brincadeira já adivinham o curso. O coelho fofinho vai ficar esmagado, o guaxinim completamente triturado, uma vez que o urso joga muito entusiasmado e é grande a força que imprime ao patado. Um dos truques para isto resultar, é saber a priori palavras a evitar, pois algumas parecem impossíveis de rimar, a não ser que se possa inventar. Uma dessas palavras é lâmpada, pois... que.. hmm... raios...

11 comentários:

RCA disse...

Muito bom, adorei, de tanto rir, quase que me... vou ver se o chá já está quente.

Isa disse...

gosto muito quando dizes patinhas e botinhas. e usas a expressão tão portuguesa: todo contente, que mal se usa aqui. às vezes dá-me saudades do português...

São João disse...

Mas tu agora moras onde? Mudaste-te para a Quinta do Conde? Essa cena de rimar, parece que estás mas é a rappar.

Snail disse...

Uma dessas palavras é lâmpada, que nalgumas bocas soa como uâmpada. Abençoado problema de dicção da treta que vem salvar a honra do poeta.
Desculpa, foi o melhor que consegui... :)

Maria D Roque disse...

Brutal, genial, bestial e outras coisas que tal !!!! ;)

Anónimo disse...

Se a vida lhe correr mal, vá para o metro fazer versos para quem passa que ainda ganha uns tostões.

Anónimo disse...

:) Também costumo fazer isso. A palavra que não consigo rimar é Moita (que é onde trabalha a pessoa para quem rimo), o melhor que consegi foi Moita - afoita ou biscoita.

Plaft, Sílvia disse...

Alcagoita.

Tolan disse...

açoita.

Alexandra, a Grande disse...

YAy! Também brinco a isso, com menos elegância, claro, nada de patados e ursos. A minha palavra proibida, e vou sempre lá parar, é Rui, o nome do meu irmão... como não posso pô-lo sempre a dizer "fui", que é dramático mas cansa, despromovi-o muito cedo a Ruizinho, que vai com tudo.

Maria D Roque disse...

Depravada ? Oui, c'est moi... coita ( do verbo coitar, e sim, existe...) :)