segunda-feira, 16 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
instantâneos entre grandes escritores #1 Tchekhóv e Tolstói
- Ouve o que eu te digo Tchekhiuchka: o chá verde é excitante. Pensas que não é, bebes duas taças à noite e depois não dormes nada.
- Se calhar tem razão.
- Claro que tenho, meu urso! Bebe chá de camomila por exemplo, tenho sempre o samovar cheio dele.
- Sim.
- E não te armes em esperto comigo que eu sei mais do que tu que és médico.
- Foi só uma sugestão.
-Ah bom. Então guarda-a para ti para a próxima. Quando tiveres uma barba como a minha em vez dessa barbichazeca vem cá dizer-me como devo viver a minha vida.
- Estamos só preocupados consigo avô Tosto, a Sofya pediu-me para vir cá visitá-lo.
- Essa parva!Agora tu ouves o que elas dizem? Vais longe vais..
- É só que não tem dormido nada. Tem de descansar.
- Descansar!? Viste o jornal de hoje? Já viste em que estado está a Humanidade?
sábado, 14 de abril de 2012
gajas electrónicas
Vou fazer um post, mas antes vamos ver este video pedagógico sobre o uso incorrecto de maquilhagem.
E o post é assim: hoje parece que vai chover, está assim com ares de borriço.
Tenho saudades do Atum Macaco :(
E ninguém conseguia obrigar as pessoas a ver os videos que ele postava como ele.
E o post é assim: hoje parece que vai chover, está assim com ares de borriço.
Tenho saudades do Atum Macaco :(
E ninguém conseguia obrigar as pessoas a ver os videos que ele postava como ele.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
sou um génio querida, mas ninguém o sabe a não ser eu
Já percebi a cena, há dois tipos de escritores. Bem, há muitos tipos de escritores que estão distribuídos numa espécie de eixo. Ou em vários eixos. É complicado. Bolas. Estava entusiasmado como que ia dizer e agora estraguei tudo, de há uns tempos para cá comecei a preocupar-me sempre que fazia uma generalização e a conter-me para não dizer disparates. Mas ok. Respira.
Entretanto pensei melhor e já não concordo com o que ia dizer, pensei melhor. Ia dizer que havia o tal eixo e os dois tipos de escritores nos extremos desse eixo. Um dos extremos é o que eu chamaria do perfeccionista enconado e no outro extremo, o génio que cospe textos. Penso que por esta descrição já adivinharam de qual dos extremos eu estou mais próximo, escuso de o dizer, a minha humildade impede-me. Mas o ponto não era esse. Não sei qual era o ponto. Isto ultimamente anda mal, esqueço-me do propósito dos textos a meio dos mesmos.
Ah! Ia dizer que, para o génio que cospe textos, as coisas às vezes saem más, péssimas. Se calhar por cada coisa boa, há 3 ou 4 más, ou mais. O génio que cospe textos é assim mesmo porque não leva as coisas assim tão a sério quanto os leitores parecem levar. A única coisa que lhe resta é fazer outra e outra e outra e esperar acertar mais uma vez porque ele é muito auto-crítico o que parece paradoxal mas é verdade, verdadinha, ele anda pela casa (estou só a dizer, a imaginar) de braços erguidos para o ar e a dizer "MEu DEus sou uma merda, uma fraude, um flop!" e fica prostrado no sofá uns minutos até o microondas acabar de aquecer a sopa de cebola que a Plaft fez. No processo, se tiver os genes certos, ele melhora e o mau dele melhora, é uma espécie de chão abaixo do qual ele não cai e que depois tem felizes oscilações para cima que o vão perseguir para o resto da vida e funcionar como maldições. Sim, maldições. Os leitores, insensíveis e bem intencionados, dizem-lhe "aquele que tu fizeste há 2 anos, aquele texto, foi o melhor de sempre" e os olhos do génio que cospe textos ficam marejados de lágrimas porque entretanto ele escreveu mais 200 textos. O leitor é um ingrato e um insensível porque, depois de experimentar o melhor do génio que cospe textos, não quer outra coisa, habitua-se, espera aquilo sempre como um drogado a quem deram uma vez heroína pura de elevada qualidade por engano em vez de estar misturada com gesso como é costume e vira-lhe as costas e vai a correr para outro dealer e o génio que cospe textos sabe que só lhe resta fazer outro e depois outro e outro a ver se alicia os filhos da puta de drogados que todos os leitores são.
Já para não falar naqueles "leitores" que estão sempre à espera que o génio tropece para o insultar e apanhar em falso, tipo aqueles pseudo-adeptos de futebol que odeiam o Cristiano Ronaldo porque embirram com ele por ele ser un chico guapo, rico e talientioso e que depois quando ele marca um livre e um golo de fora da área como neste último contra o Atlético, dizem "bah, nunca mais faz outra igual". Foda-se.
E era isto :) Estou mais calmo.
Entretanto pensei melhor e já não concordo com o que ia dizer, pensei melhor. Ia dizer que havia o tal eixo e os dois tipos de escritores nos extremos desse eixo. Um dos extremos é o que eu chamaria do perfeccionista enconado e no outro extremo, o génio que cospe textos. Penso que por esta descrição já adivinharam de qual dos extremos eu estou mais próximo, escuso de o dizer, a minha humildade impede-me. Mas o ponto não era esse. Não sei qual era o ponto. Isto ultimamente anda mal, esqueço-me do propósito dos textos a meio dos mesmos.
Ah! Ia dizer que, para o génio que cospe textos, as coisas às vezes saem más, péssimas. Se calhar por cada coisa boa, há 3 ou 4 más, ou mais. O génio que cospe textos é assim mesmo porque não leva as coisas assim tão a sério quanto os leitores parecem levar. A única coisa que lhe resta é fazer outra e outra e outra e esperar acertar mais uma vez porque ele é muito auto-crítico o que parece paradoxal mas é verdade, verdadinha, ele anda pela casa (estou só a dizer, a imaginar) de braços erguidos para o ar e a dizer "MEu DEus sou uma merda, uma fraude, um flop!" e fica prostrado no sofá uns minutos até o microondas acabar de aquecer a sopa de cebola que a Plaft fez. No processo, se tiver os genes certos, ele melhora e o mau dele melhora, é uma espécie de chão abaixo do qual ele não cai e que depois tem felizes oscilações para cima que o vão perseguir para o resto da vida e funcionar como maldições. Sim, maldições. Os leitores, insensíveis e bem intencionados, dizem-lhe "aquele que tu fizeste há 2 anos, aquele texto, foi o melhor de sempre" e os olhos do génio que cospe textos ficam marejados de lágrimas porque entretanto ele escreveu mais 200 textos. O leitor é um ingrato e um insensível porque, depois de experimentar o melhor do génio que cospe textos, não quer outra coisa, habitua-se, espera aquilo sempre como um drogado a quem deram uma vez heroína pura de elevada qualidade por engano em vez de estar misturada com gesso como é costume e vira-lhe as costas e vai a correr para outro dealer e o génio que cospe textos sabe que só lhe resta fazer outro e depois outro e outro a ver se alicia os filhos da puta de drogados que todos os leitores são.
Já para não falar naqueles "leitores" que estão sempre à espera que o génio tropece para o insultar e apanhar em falso, tipo aqueles pseudo-adeptos de futebol que odeiam o Cristiano Ronaldo porque embirram com ele por ele ser un chico guapo, rico e talientioso e que depois quando ele marca um livre e um golo de fora da área como neste último contra o Atlético, dizem "bah, nunca mais faz outra igual". Foda-se.
E era isto :) Estou mais calmo.
terça-feira, 10 de abril de 2012
tempo de fazer uma limpeza
Isto do BILF foi uma campanha de marketing que me foi imposta pelo Autor. Sei que durante uns dias me tornei completamente irresistível para o sexo oposto e para aqueles jovens rebeldes que, de acordo com o Saraiva, querem aderir à moda de ir ao cu uns aos outros como aderiram ao PREC depois do 25 de Abril. Modas, enfim. Depois de ver jovens licenciados com power balances no pulso, acho que tudo é possível. Com a mera construção de elementos básicos, projectei a imagem de que era um homem sensível, conhecedor dos meandros dos sentimentos. Estou com um mau humor de merda. Ontem cheguei a casa e a Plaft tinha um cachecol do Sporting desenrolado no meu sofá, perdão, no nosso sofá, antes do jogo. Estava refastelado depois do dia de cão, todo contente, a ligar a sportv e nem me tinha apercebido daquilo atrás de mim, quando tive o vislumbre do verde a tocar-me no pescoço dei um salto que parecia que tinha um aranhiço em cima. Sou aracnofóbico, lamento generalizar assim sobre as aranhas mas não gosto delas, acho que são assim porque é moda e acham fixe e rebelde serem assim com oito patas e nojentas. Tive de ir buscar o cachecol do Graças A Deus Sou Do Benfica e dividir o sofá em dois, com o meu cachecol um pouco por cima do cachecol dela, para dar sorte. O caralho. Não deu. A Plaft, como todas as pessoas do Sporting, não percebe puto de futebol mas é sócia desde que nasceu porque lhe pagam as quotas. Ela só começou a ligar aos resultados do campeonato desde que me conheceu e entendeu que aquele mito dos benfiquistas baterem na mulher quando o Benfica perde não era bem um mito. Não que eu lhe bata (fisicamente) mas alguma coisa devo fazer porque nas últimas jornadas e na champions ela começou a torcer, genuinamente, pelo Benfica e fica ansiosa quando o Glorioso perde, tratando-me como um tipo que sofre de stress pós-traumático, à cautela e com o cabo da vassoura a dar-me toques a uma distância segura para me perguntar se quero mais cerveja.
É verdade, trato toda gente mal, nem é nada pessoal. Às vezes começo com dissertações filosóficas que fazem o Schopenauer parecer um pateta optimista e depois lá me lembro "epá, o Benfica perdeu! É capaz de ser disso, se calhar a morte do acidental do parceiro não é a solução para o problema das relações amorosas definharem inevitavelmente em ódio e ressentimento!". Ela parecia bem intencionada, tentou transformar a casa numa festa futeboleira, tipo final de taça de Portugal no Jamor, com direito a uma bolonhesa em frente à tv e duas garrafas de vinho, cachecóis e acepipes. Pensei que ia ser uma noite perfeita, no fundo era uma armadilha cuidadosamente planeada. Reparem, nunca viu um jogo do Sporting esta época, só viu aquele e ficou toda contente. Durante um ano vai pensar que o Sporting joga sempre assim e que o Benfica é aquela merda. Depois ri-se muito sempre que aparece a cara do Bruno César em grande plano, sem qualquer respeito pelo Bruno César e por pessoas com prognatismo e estrabismo. E é racista, chamou "traidor" ao Djaló (que é preto). Riu-se dos suspensórios e dos blazers de cotoveleiras do Sá Pinto e achou-o parecido com o Jorge Jesus, tal é a profundidade da análise futeboleira do adepto típico do Sporting. E quando é o Javi Garcia ou o Volkswinkel a aparecer em grande plano e camera lenta pergunta "quem é este?" com um tom de voz inocente nada inocente.
No fundo é isto, o Sporting ganhou e celebrou a sua vitória da época, o Benfica perde o campeonato, mas eu fiquei com a sócia dos leões. Golo. Levem lá o 4º lugar, bom proveito. Eu não trocava a Plaft nem pelo 2º lugar no campeonato. Voltando ao tema inicial do post, que já não me lembro qual era e tenho preguiça de fazer scroll up, queria só reforçar esse tema e insistir nele sem contemporizações.
É verdade, trato toda gente mal, nem é nada pessoal. Às vezes começo com dissertações filosóficas que fazem o Schopenauer parecer um pateta optimista e depois lá me lembro "epá, o Benfica perdeu! É capaz de ser disso, se calhar a morte do acidental do parceiro não é a solução para o problema das relações amorosas definharem inevitavelmente em ódio e ressentimento!". Ela parecia bem intencionada, tentou transformar a casa numa festa futeboleira, tipo final de taça de Portugal no Jamor, com direito a uma bolonhesa em frente à tv e duas garrafas de vinho, cachecóis e acepipes. Pensei que ia ser uma noite perfeita, no fundo era uma armadilha cuidadosamente planeada. Reparem, nunca viu um jogo do Sporting esta época, só viu aquele e ficou toda contente. Durante um ano vai pensar que o Sporting joga sempre assim e que o Benfica é aquela merda. Depois ri-se muito sempre que aparece a cara do Bruno César em grande plano, sem qualquer respeito pelo Bruno César e por pessoas com prognatismo e estrabismo. E é racista, chamou "traidor" ao Djaló (que é preto). Riu-se dos suspensórios e dos blazers de cotoveleiras do Sá Pinto e achou-o parecido com o Jorge Jesus, tal é a profundidade da análise futeboleira do adepto típico do Sporting. E quando é o Javi Garcia ou o Volkswinkel a aparecer em grande plano e camera lenta pergunta "quem é este?" com um tom de voz inocente nada inocente.
No fundo é isto, o Sporting ganhou e celebrou a sua vitória da época, o Benfica perde o campeonato, mas eu fiquei com a sócia dos leões. Golo. Levem lá o 4º lugar, bom proveito. Eu não trocava a Plaft nem pelo 2º lugar no campeonato. Voltando ao tema inicial do post, que já não me lembro qual era e tenho preguiça de fazer scroll up, queria só reforçar esse tema e insistir nele sem contemporizações.
e a coluna chama-se "política a sério".
O José António Saraiva teve a ideia para este artigo de opinião enquanto batia uma na casa de banho do 3º piso dos armazéns do Chiado, depois partilhar o elevador com um efebo efeminado.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
a SEO (search engine optimization) do meu blogue está no bom caminho
(lista de top hits pelo google de hoje)
adeptos sporting a chorar
23
tolan
20
foto mulheres gostosas peladas
3
gnr teste modelo
3
carros tuning com gajas boas
2
gajas boas a lavar o carro
2
imagens mulheres de strippers
2
imagens para gozar com o sporting
2
nuas praia
2
Estou muito orgulhoso :)
adeptos sporting a chorar
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Estou muito orgulhoso :)
Cinco mulheres mais importantes do que se pensava na vida de Jesus
Cinco mulheres mais importantes do que se pensava na vida de Jesus, notícia no Público.
Mulher 1:
- Espera filho, deixai-me compor o manto. Isso, pronto. Espera, tendes uma ramela... Já está, pronto. Tens as pontas todas espigadas, vou comprar amaciador de côco. Lembrai-vos, "sou o filho de Deus". Repeti comigo: "Sou o filho de Deus". Isso. Mas com mais convicção. E não vos esqueceis da parte de eu ser virgem, o Zé ainda ontem começou a desconfiar outra vez e com aquela conversa de que ele estava fora e não sei quê, ele fica azedo quando o Galileia perde, sabeis como é o teu pai. Ide lá agora, ide... Ai, espera, o lanche, quase que me esquecia...
Mulher 2:
- Baby, adoro-te... olha, sabes, os saldos do Templo estão a acabar e não encontrei as sandálias romanas que encomendei aos vendilhões, aquelas muito bonitas de couro e com incrustações de ouro, eles tinham-me prometido que as traziam de Roma, especialmente para mim... Se és homem, devias fazer qualquer coisa quanto a isso. Não sei, estou só a dizer, honey...
Mulher 3:
- Ouve o que eu te digo Jesus Miguel, não gosto de te ver com aquele teu amigo, o Judas, não é boa peça, anda metido com más companhias. A dona Aurinda ainda ontem me contou que a Francisca, sabes, a empregada do filho do Herodes, viu o Judas todo tu cá tu lá com os tropas romanos, aquilo mete droga cá para mim...
Mulher 4:
- Nada, nada. Estou bem. Não é nada. Já te disse, não é nada. Não, não estou chateada. Não estou. Não me apetece falar. Deixa lá. Não ias compreender e vai dar discussão. Já te vais embora? Pronto vai. Não é nada...
.. SÓ SINTO QUE NÃO SOU ESPECIAL PARA TI, CURAS OS ALEIJADOS TODOS E EU AQUI COM A CELULITE, PODIAS MUITO BEM DAR UM JEITINHO EM VEZ DE ME DEIXARES ANDAR COM O RABO TODO EMBRULHADO EM ALGAS ADELGAÇANTES!
Mulher 5:
- Andastes nas patuscadas com a malta dos apóstolos outra vez, não foi meu cabrão? Transformar água em vinho é contigo, mas levar o cão à rua está quieto. E esperas que eu acredite que não era a vaca da Maria Madalena ao teu lado? Cheiras a perfume que tresandas. Pensas que eu sou parva, fica sabendo que foi a tua última patuscada!
Mulher 1:
- Espera filho, deixai-me compor o manto. Isso, pronto. Espera, tendes uma ramela... Já está, pronto. Tens as pontas todas espigadas, vou comprar amaciador de côco. Lembrai-vos, "sou o filho de Deus". Repeti comigo: "Sou o filho de Deus". Isso. Mas com mais convicção. E não vos esqueceis da parte de eu ser virgem, o Zé ainda ontem começou a desconfiar outra vez e com aquela conversa de que ele estava fora e não sei quê, ele fica azedo quando o Galileia perde, sabeis como é o teu pai. Ide lá agora, ide... Ai, espera, o lanche, quase que me esquecia...
Mulher 2:
- Baby, adoro-te... olha, sabes, os saldos do Templo estão a acabar e não encontrei as sandálias romanas que encomendei aos vendilhões, aquelas muito bonitas de couro e com incrustações de ouro, eles tinham-me prometido que as traziam de Roma, especialmente para mim... Se és homem, devias fazer qualquer coisa quanto a isso. Não sei, estou só a dizer, honey...
Mulher 3:
- Ouve o que eu te digo Jesus Miguel, não gosto de te ver com aquele teu amigo, o Judas, não é boa peça, anda metido com más companhias. A dona Aurinda ainda ontem me contou que a Francisca, sabes, a empregada do filho do Herodes, viu o Judas todo tu cá tu lá com os tropas romanos, aquilo mete droga cá para mim...
Mulher 4:
- Nada, nada. Estou bem. Não é nada. Já te disse, não é nada. Não, não estou chateada. Não estou. Não me apetece falar. Deixa lá. Não ias compreender e vai dar discussão. Já te vais embora? Pronto vai. Não é nada...
.. SÓ SINTO QUE NÃO SOU ESPECIAL PARA TI, CURAS OS ALEIJADOS TODOS E EU AQUI COM A CELULITE, PODIAS MUITO BEM DAR UM JEITINHO EM VEZ DE ME DEIXARES ANDAR COM O RABO TODO EMBRULHADO EM ALGAS ADELGAÇANTES!
Mulher 5:
- Andastes nas patuscadas com a malta dos apóstolos outra vez, não foi meu cabrão? Transformar água em vinho é contigo, mas levar o cão à rua está quieto. E esperas que eu acredite que não era a vaca da Maria Madalena ao teu lado? Cheiras a perfume que tresandas. Pensas que eu sou parva, fica sabendo que foi a tua última patuscada!
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Plaft, nós os escritores somos assim...
...fixamos o olhar no horizonte, imperturbáveis, a pensar em histórias que é preciso escrever para aliviar a humanidade da angústia do que fica por dizer...

(ou então estamos só a pensar em quão injusta foi a eliminação do Benfica pelo Chelsea e na dualidade de critérios dos árbitros)
(além disso, tecnicamente, nem somos escritores)
(ou então estamos só a pensar em quão injusta foi a eliminação do Benfica pelo Chelsea e na dualidade de critérios dos árbitros)
(além disso, tecnicamente, nem somos escritores)
quarta-feira, 4 de abril de 2012
assunto arrumado
Do jogo como Chelsea fica-me apenas a frustração de sermos eliminados por um adversário absolutamente ao nosso alcance. É certo que o Chelsea teve várias ocasiões em que podia ter acabado com o jogo, mas a jogar com 10, com uma equipa fisicamente no limite pelo jogo com o Braga, com a defesa mais remendada que me lembro de me ver (sem um central de raiz), com substituições de contenção fisica para o derby de segunda feira (boa exibição de Djaló) e uma arbitragem inclinada para o lado dos milhões (nas duas mãos), o Benfica foi uma equipa superior e mais ofensiva. Este Chelsea medíocre será cilindrado nas meias finais.
cromos da literatura
Máximo Gorki
Com isto dos russos do século XIX é cada cavadela, uma minhoca. Para se ter noção da minha dedicação intelectual ao conhecimento da literatura, encaro a leitura de obras fundamentais como encarava as minhas cadernetas de cromos da bola em criança. Há excelentes jogadores em todas as selecções, mas só muito raramente acontece uma Alemanha de 74, uma Argentina de 86 ou uma França de 98.
E às fantasio com um jogo clássico, Russos do Século XIX vs Americanos do Século XX...
Rússia:
1-Puchkin
2- Tolstói
3- Dostoiévski
4- Leermontóv
5- Tourgueniev
6- Bakunin
7- Goncharov
8- Zukhovski
9- Gorki
10- Tcheckov
11- Gogol
USA:
1- TS Eliot
2- Hemingway
3- Steinbeck
4- Nabokov (naturalizado)
5- Dos Passos
6- Faulkner
7- Capote
8- Miller
9- Bukowski
10- Fante
11- Salinger
Parece-me que os russos venceriam o duelo, embora seja injusto comparar selecções de tempos tão diferentes.
Com isto dos russos do século XIX é cada cavadela, uma minhoca. Para se ter noção da minha dedicação intelectual ao conhecimento da literatura, encaro a leitura de obras fundamentais como encarava as minhas cadernetas de cromos da bola em criança. Há excelentes jogadores em todas as selecções, mas só muito raramente acontece uma Alemanha de 74, uma Argentina de 86 ou uma França de 98.
E às fantasio com um jogo clássico, Russos do Século XIX vs Americanos do Século XX...
Rússia:
1-Puchkin
2- Tolstói
3- Dostoiévski
4- Leermontóv
5- Tourgueniev
6- Bakunin
7- Goncharov
8- Zukhovski
9- Gorki
10- Tcheckov
11- Gogol
USA:
1- TS Eliot
2- Hemingway
3- Steinbeck
4- Nabokov (naturalizado)
5- Dos Passos
6- Faulkner
7- Capote
8- Miller
9- Bukowski
10- Fante
11- Salinger
Parece-me que os russos venceriam o duelo, embora seja injusto comparar selecções de tempos tão diferentes.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Τα παράθυρα
Τα παράθυρα
Σ' αυτές τις σκοτεινές κάμαρες, που περνώ
μέρες βαρυές, επάνω κάτω τριγυρνώ
για νάβρω τα παράθυρα. -- Οταν ανοίξει
ένα παράθυρο θάναι παρηγοριά. --
Μα τα παράθυρα δεν βρίσκονται, ή δεν μπορώ
να τάβρω. Και καλλίτερα ίσως να μην τα βρώ.
Ισως το φως θάναι μια νέα τυραννία.
Ποιός ξέρει τι καινούρια πράγματα θα δείξει.
Cavafy (1903)
tradução:
As janelas
Nessas câmaras escuras, passando
dias pesados, ando para cima para baixo
navro para janelas. - Quando você abre
um consolo Morte janela. -
Mas as janelas não são, ou eu
Para tavro. E é melhor você não encontrá-los.
Talvez a morte de uma luz nova tirania.
Quem sabe que coisas novas vão dizer.
(infelizmente a tradução do google translator não capta completamente a essência do fabuloso original em grego)
Σ' αυτές τις σκοτεινές κάμαρες, που περνώ
μέρες βαρυές, επάνω κάτω τριγυρνώ
για νάβρω τα παράθυρα. -- Οταν ανοίξει
ένα παράθυρο θάναι παρηγοριά. --
Μα τα παράθυρα δεν βρίσκονται, ή δεν μπορώ
να τάβρω. Και καλλίτερα ίσως να μην τα βρώ.
Ισως το φως θάναι μια νέα τυραννία.
Ποιός ξέρει τι καινούρια πράγματα θα δείξει.
Cavafy (1903)
tradução:
As janelas
Nessas câmaras escuras, passando
dias pesados, ando para cima para baixo
navro para janelas. - Quando você abre
um consolo Morte janela. -
Mas as janelas não são, ou eu
Para tavro. E é melhor você não encontrá-los.
Talvez a morte de uma luz nova tirania.
Quem sabe que coisas novas vão dizer.
(infelizmente a tradução do google translator não capta completamente a essência do fabuloso original em grego)
sábado, 31 de março de 2012
sofrer pelo Benfica
Os vizinhos do outro lado da rua têm uma televisão numa dimensão diferente do espaço tempo e gritam golo pelo menos 10 segundos antes de eu ver o golo na minha sportv. O festejo deste golo contra o Braga em períodos de compensação foi semelhante aqueles orgasmos dessincronizados em que um tipo está tempos e tempos a segurar ali no limite e depois vem-se mas sem orgasmo a acompanhar e quando tem o orgasmo uns segundos depois não se vem e fica ali num limbo. Mas é bom na mesma. Para culminar corri pelo corredor e atirei-me de braços abertos para o soalho de madeira com a intenção de deslizar como eles fazem na relva molhada ao pé da bandeirola de canto. Não deslizei. A minha camisola aderiu surpreendentemente ao soalho e o máximo que consegui foi alargá-la para um XXL e um faceplant. Mas já estou bem, obrigado.
sexta-feira, 30 de março de 2012
verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade
Sim, sim, ainda estou a ler esta merda. Como seria de esperar, o John Gardner dedica um capítulo ao papel da Verdade na ficção. É um tema extremamente interessante, mas não tenho vontade de me alongar sobre ele de forma muito estruturada. Dá trabalho alongar-me sobre coisas dessa forma, prefiro alongar-me como um gato que tive se alongava em cima do sofá e chegava a triplicar de comprimento só para garantir que não havia espaço para eu me sentar em frente à tv quando vinha da cozinha com as mãos ocupadas pelo tabuleiro da janta.
Este tema persegue-me. Este fim de semana o Miguel Esteves Cardoso disse no Expresso que usar facto reais e autobiográficos para escrever ficção é batota. Diz que muitos escritores bons o fazem, mas não o deviam fazer, é batota, tem de ser tudo inventado. Isto é típico do perfil "anglófilo", até a própria provocação irónica em que o MEC é mestre.
Eu noto com algum espanto que, quando quero dizer a verdade, às vezes tomam-me as coisas alegremente como sendo ficção, como me sucedeu um dia na escola em que confessei uma asneira valente de livre iniciativa e o professor simplesmente não acreditou. E quando estou a mentir, como na ironia, por vezes tomam as coisas por verdade porque minto de forma muito mais descontraída e natural. Ainda por cima isto varia de individuo para individuo, se é de manhã ou de tarde, se estava com os copos quando o escrevi ou se estava sóbrio. Também não me quero alongar sobre isto.
De facto não me quero alongar sobre nada. Quero ser como um gato que tive que, quando fazia frio, chegava a ficar três vezes mais pequeno ao enrolar-se numa bola compacta. E triplicava de peso e era impossível de retirar do local incómodo que tinha escolhido para colapsar.
Este tema persegue-me. Este fim de semana o Miguel Esteves Cardoso disse no Expresso que usar facto reais e autobiográficos para escrever ficção é batota. Diz que muitos escritores bons o fazem, mas não o deviam fazer, é batota, tem de ser tudo inventado. Isto é típico do perfil "anglófilo", até a própria provocação irónica em que o MEC é mestre.
Eu noto com algum espanto que, quando quero dizer a verdade, às vezes tomam-me as coisas alegremente como sendo ficção, como me sucedeu um dia na escola em que confessei uma asneira valente de livre iniciativa e o professor simplesmente não acreditou. E quando estou a mentir, como na ironia, por vezes tomam as coisas por verdade porque minto de forma muito mais descontraída e natural. Ainda por cima isto varia de individuo para individuo, se é de manhã ou de tarde, se estava com os copos quando o escrevi ou se estava sóbrio. Também não me quero alongar sobre isto.
De facto não me quero alongar sobre nada. Quero ser como um gato que tive que, quando fazia frio, chegava a ficar três vezes mais pequeno ao enrolar-se numa bola compacta. E triplicava de peso e era impossível de retirar do local incómodo que tinha escolhido para colapsar.
quinta-feira, 29 de março de 2012
carreguei esta cruz um ano...
Muito bem, parece que face às revelações da Quadripolaridades, o vencedor do BILF 2011 foi o Pipoco Mais Salgado e não eu. Parece que fui favorecido por alguém que não leva nada disto muito a sério e que este ano está outra vez a não levar nada disto muito a sério. *suspiro* Para mim isto resolvia-se com uma patuscada entre os nomeados e uma jogatana de poker ou um drinking contest.
Em 2011 bem que achei um bocadinho estranho ter ganho tantos votos nos últimos dois dias quando me encontrava em 2º. E como sou humilde, atribuí isso ao meu charme irresistível funcionar com uma espécie de delay!
Passou-se exactamente o mesmo com a Plaft, este delay. Da primeira vez que me viu, não só não ficou apaixonada, como disse que eu não tinha hipóteses nenhumas e ao fim de umas horas deixou-me num estado dostoiévskiano, como ego reduzido a nada, a recitar-lhe alexandre o'neil:
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti
Não quero recordar esses tempos amargos e febris. Até porque, depois de lhe recitar estes versos, tropecei literalmente e estatelei-me ao sair do bar (a única ocasião em que a consegui fazer rir).
Durante 1 ano pendeu sobre mim a aura do BILF, como uma maldição. É algo que não desejo ao meu pior inimigo. Tudo aquilo que resulta para o comum dos mortais é visto como uma manobra pérfida de BILF. Dou-vos alguns exemplos de interacções em chats:
Tolan: Olá! :)) belo post!
kafkagirl18: vai bilfar para outra freguesia
Tolan: sei o que sentes, já senti isso :\
floribela82: ai sim? então vê lá se sentes esta: get lost bilf
Tolan: gostei do teu blogue.
s_beauvoirftw: oh please... pensei que um bilf tinha uma abordagem mais original
Tolan: vou linkar o teu blogue!
pinklife: dispenso, não quero que o meu blogue apanhe uma dst
Tolan: eu cá gosto muito de cães também. És francesa? parle français?
jadore_chiens: afinal a filha do vizinho dizia verdade! bilf!? é assim que tu espere arranjar une mulher decente? no internet?
Tolan: mãe!??
jadore_chiens:quero netos, merde!
Tolan: também gosto muito de Tolstói :)
Em 2011 bem que achei um bocadinho estranho ter ganho tantos votos nos últimos dois dias quando me encontrava em 2º. E como sou humilde, atribuí isso ao meu charme irresistível funcionar com uma espécie de delay!
Passou-se exactamente o mesmo com a Plaft, este delay. Da primeira vez que me viu, não só não ficou apaixonada, como disse que eu não tinha hipóteses nenhumas e ao fim de umas horas deixou-me num estado dostoiévskiano, como ego reduzido a nada, a recitar-lhe alexandre o'neil:
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti
Não quero recordar esses tempos amargos e febris. Até porque, depois de lhe recitar estes versos, tropecei literalmente e estatelei-me ao sair do bar (a única ocasião em que a consegui fazer rir).
Durante 1 ano pendeu sobre mim a aura do BILF, como uma maldição. É algo que não desejo ao meu pior inimigo. Tudo aquilo que resulta para o comum dos mortais é visto como uma manobra pérfida de BILF. Dou-vos alguns exemplos de interacções em chats:
Tolan: Olá! :)) belo post!
kafkagirl18: vai bilfar para outra freguesia
Tolan: sei o que sentes, já senti isso :\
floribela82: ai sim? então vê lá se sentes esta: get lost bilf
Tolan: gostei do teu blogue.
s_beauvoirftw: oh please... pensei que um bilf tinha uma abordagem mais original
Tolan: vou linkar o teu blogue!
pinklife: dispenso, não quero que o meu blogue apanhe uma dst
Tolan: eu cá gosto muito de cães também. És francesa? parle français?
jadore_chiens: afinal a filha do vizinho dizia verdade! bilf!? é assim que tu espere arranjar une mulher decente? no internet?
Tolan: mãe!??
jadore_chiens:quero netos, merde!
Tolan: também gosto muito de Tolstói :)
gigi86 IS OFFLINE
quarta-feira, 28 de março de 2012
umas coisas
Gosto muito que boa parte dos meus leitores pensem que sou eu que escrevo as cenas da Plaft e que ela é fictícia e fruto da minha esquizofrenia. Primeiro, fico lisonjeado pela confiança que depositais nos meus talentos de criação de uma voz feminina. Segundo, porque eu próprio também me interrogo se não é ficção e gosto que me relembrem dessa hipótese constantemente porque assim tenho de lhe fazer um reality check e isso dá-me uma desculpa clínica para lhe beliscar o rabo.
Terceiro, porque a solidão é aquilo que impele parte da nossa procura pelos outros e por comunicar com os outros e nos blogues isso tem um papel filha da mãe, isto é como o recreio do jardim escola em que perguntávamos "posso ser teu amigo?" e jogávamos ao bate pé e jogávamos à macaca com mestria a ver se a Inês reparava e dizíamos, quando nos zangávamos, "já não gosto de ti!" para, apenas uns minutos depois, partilharmos uma sandes com tulicreme. Gostamos de reconhecer a solidão em quem lemos porque acreditamos que quem não sente o mesmo não nos pode entender e fazer companhia: "se aquela pessoa não precisa de nada de mim, então não estou aqui a fazer nada, sou invisível".
como naquelas festas em que nos apresentam alguém que nem nos vê e não ouve aquela piada espirituosa que timidamente murmurámos para nós próprios, entre dois goles de gin tónico. Ou aquele amigo que mete nojo porque tem uma namorada e nós estamos na merda e o filho da puta não se cala com ela (desculpem L., R., J., J(2) e N.)
E no amor é extremo, nada dói mais do que ser desnecessário, especialmente quando é cristalizado no ciúme de sermos substituídos, é um convite a deixar de existir uma vez que não fazemos falta. Aceitamos ou rejeitamos esse convite em função do factor "personagem de dostoiévski" que há em nós, mas não se chega ao osso das coisas sem, pelo menos uma vez na vida, isso nos passar pela cabeça como um problema concreto a resolver. A minha solução é: não levem nada demasiado a sério porque um dia a vida trata de vos relativizar tudo, nem que seja nos breves segundos que antecedem a colisão frontal com um camião tir desgovernado a vir direito a vós na a1.
:)
la bombe atomique
Je ne voudrais pas arriver a ce point lá, mais, helas, ma votation ridicule aux BILF 2012 l'oblige. Il faut maintenant que j'utilise mon arme de seduction massive: le post en français. Oui oui mes cheries:
Le post...
...en français. Oh la la... calme.
Quand j'ai connu Plaft, elle c'est fait dificile comme le caraças. Je luis disait les choses les plus belles do monde, mais rien ne semblait l'engaté. On buvait des Marie Sanglantes, une aprés l'autre, j'etait deja un peut ivre, comme le bateau de Rimbaud et j'ai fait le truc do malabarisme avecq trois pamplemousse e j'ai imité le Canard Donalde, rien ne donnait.
Un jour, on est trés bien comme ça à parler de choses en general, et moi, comme qui ne veut pa la chose, je lui dit comme ça:
- Croissant! Fromage!
Oh, ele a fermé ses beaux yeux, et se mis tout a tremeliquer e moi je lui demande:'ó ó, na vês ó? tás a anhar ó quê?*' et elle "cala-te, fala-me mais em francês!" et moi:
- Rien de rien, non, je ne regrete rien. Champagne... Paris... Seine! Belle Dominique... Patin a roulletes... Camembert... Creme brullée... Jean Michel Jare... Alliance Française, Frére Jacques, dormez vous?
E Plaft est tombée dans mes bras, comme une chienne plein de chaleur, la langue de hors, toute atrapé pour moi.
Et voilá, si on parle français, c'est du bouillon de poulet.
*a pronúncia de torres vedras aparece-me quando estou nervoso
Le post...
...en français. Oh la la... calme.
Quand j'ai connu Plaft, elle c'est fait dificile comme le caraças. Je luis disait les choses les plus belles do monde, mais rien ne semblait l'engaté. On buvait des Marie Sanglantes, une aprés l'autre, j'etait deja un peut ivre, comme le bateau de Rimbaud et j'ai fait le truc do malabarisme avecq trois pamplemousse e j'ai imité le Canard Donalde, rien ne donnait.
Un jour, on est trés bien comme ça à parler de choses en general, et moi, comme qui ne veut pa la chose, je lui dit comme ça:
- Croissant! Fromage!
Oh, ele a fermé ses beaux yeux, et se mis tout a tremeliquer e moi je lui demande:'ó ó, na vês ó? tás a anhar ó quê?*' et elle "cala-te, fala-me mais em francês!" et moi:
- Rien de rien, non, je ne regrete rien. Champagne... Paris... Seine! Belle Dominique... Patin a roulletes... Camembert... Creme brullée... Jean Michel Jare... Alliance Française, Frére Jacques, dormez vous?
E Plaft est tombée dans mes bras, comme une chienne plein de chaleur, la langue de hors, toute atrapé pour moi.
Et voilá, si on parle français, c'est du bouillon de poulet.
*a pronúncia de torres vedras aparece-me quando estou nervoso
qualquer coisa que não batia certo (conto pornográfico)
Ela chateou-se com o marido, uma discussão a propósito de talões de desconto do mini-preço, ela esquecia-se sempre de levar os talões e quando chegavam ao mini-preço ele passava-se.
─ Não trouxeste os talões de desconto para os bifes de peru?
─ Não!
─ Nunca trazes os talões de desconto!
E a senhora da caixa a olhar para eles. A discussão tinha sido à tarde mas foi uma daquelas que a fez ferver por dentro porque ela fazia anos no dia seguinte e estava sensível e com expectativas elevadas. Depois de jantar bifinhos de peru e de deitar os miúdos ela disse:
─ Vou fumar um cigarro à rua.
E ele não disse nada, estava a ver televisão. Era normal ela sair para fumar, ele detestava o cheiro do tabaco e que aquilo envenenava crianças e as tornava estúpidas, mas não reparou que ela pôs saltos altos e que se perfumou.
Ela saiu de casa e estava uma noite bem agradável, nem muito quente, nem muito fresca, os estudantes do Técnico bebiam cerveja na rua e riam. Acendeu um cigarro assim que virou a esquina e entrou na rua das putas. Passou por uma e disse-lhe boa noite, passou por outra e disse-lhe boa noite também.
Depois quando estava sozinha um carro encostou ao passeio, o vidro desceu e um tipo disse:
─ Boa noite.
Respondeu ‘Boa noite’ e entrou no carro, sem sequer ficar surpreendida.
Ele não era muito bonito, parecia um pai de família normal, desses que vão às putas. Ela disse-lhe:
─ Temos de ir para tua casa ou um hotel, escolhe.
Foram para uma pensão no Martim Moniz. O paquistanês levou-os ao quarto e pediu para não fazerem muito barulho, que aquilo era um sítio digno.
─ Não façam muito barulho que isto é um sítio digno.
Ela olhava em volta, muito curiosa, nem sequer estava nervosa. Descalçou os saltos e pousou os pés na alcatifa sintética cheia de nódoas. Sentou-se na cama muito alta, com um colchão muito alto, de molas, que fazia barulho só de uma pessoa se sentar nele. Ele foi à casa de banho e quando saiu fez um ar de surpresa por ela ainda estar vestida.
─ És muito bonita. ─ disse ele.
─ Obrigado! ─ disse ela.
Despiu-se e meteram-se os dois debaixo dos lençóis e fizeram aquilo de várias e diversas maneiras.
Tanto era ele muito generoso para ela…
─ Toma, toma!
─ Dá-me, dá-me!
… como eram os dois muito afirmativos…
─ Sim! Sim!
─ Sim!
… como ele demonstrava preocupação pelos seus sentimentos…
─ Gostas?
─ Sim, dá-me!
... como se espantavam os dois pelo bom que era…
─ Que bom!
─ Que bom, que bom!
Depois de terem feito aquilo, ela pediu 200 euros que ele deu em notas de 50 novinhas. Pagou o quarto ao paquistanês e já na rua ele ia despedir-se com um beijinho mas ela pediu boleia até casa. Não falaram o caminho todo. Ele sintonizou o rádio na Nostalgia e foram a ouvir o It’s My Party da Lesley Gore. Ela gostava muito dessa música e aborreceu-se de chegar a casa antes de acabar de ouvir.
Despediram-se com um beijinho.
Antes de entrar no prédio, fumou um cigarro e trauteou a música mais um bocadinho, na cabeça e teve vontade de chorar mas conteve-se e passado um pouco estava calma de novo. Depois esmagou a beata, subiu as escadas, entrou e ele, já com o pijama vestido, perguntou-lhe:
─ Onde é que andaste?
─ Fui dar uma volta. ─ e deu-lhe um beijinho na testa, alisou-lhe o cabelo despenteado de dormir no sofá.
Lavaram os dentes e foram-se deitar.
Ela dormiu bem, com os 200 euros iria oferecer-se uma malinha da Furla em saldos muito bonita que vira numa montra e ainda sobravam uns trocos para compensar os talões de desconto do mini-preço desperdiçados, mas ele não, ele ficou às voltas, havia qualquer coisa que não batia certo.
─ Não trouxeste os talões de desconto para os bifes de peru?
─ Não!
─ Nunca trazes os talões de desconto!
E a senhora da caixa a olhar para eles. A discussão tinha sido à tarde mas foi uma daquelas que a fez ferver por dentro porque ela fazia anos no dia seguinte e estava sensível e com expectativas elevadas. Depois de jantar bifinhos de peru e de deitar os miúdos ela disse:
─ Vou fumar um cigarro à rua.
E ele não disse nada, estava a ver televisão. Era normal ela sair para fumar, ele detestava o cheiro do tabaco e que aquilo envenenava crianças e as tornava estúpidas, mas não reparou que ela pôs saltos altos e que se perfumou.
Ela saiu de casa e estava uma noite bem agradável, nem muito quente, nem muito fresca, os estudantes do Técnico bebiam cerveja na rua e riam. Acendeu um cigarro assim que virou a esquina e entrou na rua das putas. Passou por uma e disse-lhe boa noite, passou por outra e disse-lhe boa noite também.
Depois quando estava sozinha um carro encostou ao passeio, o vidro desceu e um tipo disse:
─ Boa noite.
Respondeu ‘Boa noite’ e entrou no carro, sem sequer ficar surpreendida.
Ele não era muito bonito, parecia um pai de família normal, desses que vão às putas. Ela disse-lhe:
─ Temos de ir para tua casa ou um hotel, escolhe.
Foram para uma pensão no Martim Moniz. O paquistanês levou-os ao quarto e pediu para não fazerem muito barulho, que aquilo era um sítio digno.
─ Não façam muito barulho que isto é um sítio digno.
Ela olhava em volta, muito curiosa, nem sequer estava nervosa. Descalçou os saltos e pousou os pés na alcatifa sintética cheia de nódoas. Sentou-se na cama muito alta, com um colchão muito alto, de molas, que fazia barulho só de uma pessoa se sentar nele. Ele foi à casa de banho e quando saiu fez um ar de surpresa por ela ainda estar vestida.
─ És muito bonita. ─ disse ele.
─ Obrigado! ─ disse ela.
Despiu-se e meteram-se os dois debaixo dos lençóis e fizeram aquilo de várias e diversas maneiras.
Tanto era ele muito generoso para ela…
─ Toma, toma!
─ Dá-me, dá-me!
… como eram os dois muito afirmativos…
─ Sim! Sim!
─ Sim!
… como ele demonstrava preocupação pelos seus sentimentos…
─ Gostas?
─ Sim, dá-me!
... como se espantavam os dois pelo bom que era…
─ Que bom!
─ Que bom, que bom!
Depois de terem feito aquilo, ela pediu 200 euros que ele deu em notas de 50 novinhas. Pagou o quarto ao paquistanês e já na rua ele ia despedir-se com um beijinho mas ela pediu boleia até casa. Não falaram o caminho todo. Ele sintonizou o rádio na Nostalgia e foram a ouvir o It’s My Party da Lesley Gore. Ela gostava muito dessa música e aborreceu-se de chegar a casa antes de acabar de ouvir.
Despediram-se com um beijinho.
Antes de entrar no prédio, fumou um cigarro e trauteou a música mais um bocadinho, na cabeça e teve vontade de chorar mas conteve-se e passado um pouco estava calma de novo. Depois esmagou a beata, subiu as escadas, entrou e ele, já com o pijama vestido, perguntou-lhe:
─ Onde é que andaste?
─ Fui dar uma volta. ─ e deu-lhe um beijinho na testa, alisou-lhe o cabelo despenteado de dormir no sofá.
Lavaram os dentes e foram-se deitar.
Ela dormiu bem, com os 200 euros iria oferecer-se uma malinha da Furla em saldos muito bonita que vira numa montra e ainda sobravam uns trocos para compensar os talões de desconto do mini-preço desperdiçados, mas ele não, ele ficou às voltas, havia qualquer coisa que não batia certo.
terça-feira, 27 de março de 2012
complexo do pénis
Bem, chega de falar no BILF e não sei quê, às tantas até parece que estou a levar o concurso a sério e que é importante para o meu ego. Por isso, hoje quero falar num problema que afecta alguns homens e que me afecta a mim também: o complexo do pénis. Tenho um complexo a propósito do meu pénis.
É muito grande. Grande demais. Quando era adolescente tinha algum orgulho nisso apesar de ter sempre sido um rapaz humilde (não foi agora de repente que comecei a ser assim humilde…). O problema é que a palavra se espalhou e sem saber como, tinha sempre todas as raparigas atrás de mim. E eu, ingénuo, pensava que se devia à minha personalidade, à minha sensibilidade e sentido de humor. Tudo o que queriam era experimentá-lo e confirmar os boatos e as frases escritas nas portas de casas de banho de mulheres.
Quando o viam diziam “posso tocar-lhe?” e estendiam as mãos trémulas ou tornavam-se religiosas: “meu Deus…”, “Jesus…”, “Minha Nossa Senhora”… Deixavam de olhar para mim, eu deixava de existir, era aquilo e só aquilo, ficavam como que hipnotizadas. Claro que sentiam algum desconforto e medo, a princípio, mas eu conseguia ser meigo, com a experiência percebi que tinha de ir com calma ou alguém podia magoar-se.
Mudei de cidade algumas vezes mas rapidamente a palavra se espalhava de novo. Se eu queria conversar, ouvi-las, levá-las a passear, ao cinema, elas só queriam mesmo aquilo e mais nada, às tantas começavam a comportar-se como toxicodependentes em ressaca (uma das minhas alcunhas secretas era “Cavalo”) e a meio de uma conversa sobre Kierkegaard ou Radiohead gritavam de repente “dá-mo! dá-mo já!” e eu tinha de o dar uma e outra e outra vez e outra e outra vez. Para combater a exaustão das constantes solicitações recorria a pau de cabinda, fornecido por amigos africanos que padeciam do mesmo problema e que me aceitavam na sua comunidade como um igual, com quem podiam até desabafar.
De cada vez que recebo spam com “enlarge your penis” no subject, sinto uma alfinetada na minha auto-estima, parece maldade do destino, uma anedota cruel... E é por isso que entre mim e a Plaft, Sílvia existe amor verdadeiro. Ela não sabia de nada, pobrezinha, apaixonou-se pelas cartas, pelo sentido de humor, pela a alma sensível que vocês tão bem conhecem. A única coisa que comentou na nossa primeira noite, para aliviar o meu medo que me passasse apenas a ver como um objecto sexual ao seu dispôr, foi um singelo "jackpot!". Somente isso.
E pronto. Desabafei, num assomo de humildade e resignação, caso houvesse dúvidas a respeito do meu carácter e da minha vontade ou falta dela para ganhar concursos idiotas como o BILF cuja votação decorre até sexta feira que vem.
É muito grande. Grande demais. Quando era adolescente tinha algum orgulho nisso apesar de ter sempre sido um rapaz humilde (não foi agora de repente que comecei a ser assim humilde…). O problema é que a palavra se espalhou e sem saber como, tinha sempre todas as raparigas atrás de mim. E eu, ingénuo, pensava que se devia à minha personalidade, à minha sensibilidade e sentido de humor. Tudo o que queriam era experimentá-lo e confirmar os boatos e as frases escritas nas portas de casas de banho de mulheres.
Quando o viam diziam “posso tocar-lhe?” e estendiam as mãos trémulas ou tornavam-se religiosas: “meu Deus…”, “Jesus…”, “Minha Nossa Senhora”… Deixavam de olhar para mim, eu deixava de existir, era aquilo e só aquilo, ficavam como que hipnotizadas. Claro que sentiam algum desconforto e medo, a princípio, mas eu conseguia ser meigo, com a experiência percebi que tinha de ir com calma ou alguém podia magoar-se.
Mudei de cidade algumas vezes mas rapidamente a palavra se espalhava de novo. Se eu queria conversar, ouvi-las, levá-las a passear, ao cinema, elas só queriam mesmo aquilo e mais nada, às tantas começavam a comportar-se como toxicodependentes em ressaca (uma das minhas alcunhas secretas era “Cavalo”) e a meio de uma conversa sobre Kierkegaard ou Radiohead gritavam de repente “dá-mo! dá-mo já!” e eu tinha de o dar uma e outra e outra vez e outra e outra vez. Para combater a exaustão das constantes solicitações recorria a pau de cabinda, fornecido por amigos africanos que padeciam do mesmo problema e que me aceitavam na sua comunidade como um igual, com quem podiam até desabafar.
De cada vez que recebo spam com “enlarge your penis” no subject, sinto uma alfinetada na minha auto-estima, parece maldade do destino, uma anedota cruel... E é por isso que entre mim e a Plaft, Sílvia existe amor verdadeiro. Ela não sabia de nada, pobrezinha, apaixonou-se pelas cartas, pelo sentido de humor, pela a alma sensível que vocês tão bem conhecem. A única coisa que comentou na nossa primeira noite, para aliviar o meu medo que me passasse apenas a ver como um objecto sexual ao seu dispôr, foi um singelo "jackpot!". Somente isso.
E pronto. Desabafei, num assomo de humildade e resignação, caso houvesse dúvidas a respeito do meu carácter e da minha vontade ou falta dela para ganhar concursos idiotas como o BILF cuja votação decorre até sexta feira que vem.
domingo, 25 de março de 2012
Caríssimas colegas cibernautas,
daqui fala-vos a Plaft, Sílvia.
Por favor, pousem as vossas forquilhas. O assunto de que venho falar-vos é sério e do vosso interesse.
É bem sabido por todas que começou oficialmente a época da caça ao BILF 2012. Ora, é também sabido que o Tolan não liga nenhuma a estas futilidades e posso assegurar-vos que nunca o ouvi sequer falar sobre isso e muito menos durante o sono, no meio de outras palavras estrangeiras como "Bukowski" e "Saviola".
Voltando ao BILF. Convoquei-vos por achar que se está prestes a cometer um erro irreparável, e com algum receio de que possa ter contribuído para isso. Peço por favor a vossa atenção.
É verdade, desde que arranjou Aquela Gaja, o Tolan pode já não parecer tão apetecível para as massas femininas como dantes. Estar sempre a falar d'A Outra é coisa para irritar qualquer tolanette que se preze, e com toda a legitimidade. Mas, enquanto namorada extremosa que sou, deixem-me contar-vos uma pequena história.
Eu também já fui uma tolanette.
Eu já fui como vós. É verdade. Também eu já passei madrugadas em claro a ler o Tolan, a desejar aquecê-lo nas noites frias de Inverno e quiçá de caminho preencher-lhe o vazio existencial (como sou uma mulher a escrever para mulheres, "preencher-lhe o vazio" é uma expressão que posso utilizar sem medos). Desligar-lhe a playstation, dar-lhe uma alimentação decente que não tivesse como base a pizza congelada do pingo doce, salvá-lo do seu eminente alcoolismo, enfim! e como doce recompensa da minha dedicação construir com o Tolan uma vida a dois sempre plena de romance, existencialismo e cartas de amor. Muitas cartas de amor.
É verdade, caríssimas. Mas o sonho comanda a vida. E assim, por meio de variadíssimas peripécias (sobre as quais falarei oportunamente na minha masterclasse "Como caçar um BILF"), aqui estou eu, com os pés em cima da playstation, e ali está o Tolan, a dar os toques finais num caril de frango extremamente bem cheiroso.
Eu percebo as vossas reservas. Mas reparem bem: Blogger I'd Like to Fuck? Caras amigas, o que é isso senão um apelo à nossa capacidade de sonhar? Sonhem prá frente! Ninguém vive para sempre, e eu tenho uma profissão de risco.
Mantenham o sonho vivo. Tolan a BILF 2012.
Por favor, pousem as vossas forquilhas. O assunto de que venho falar-vos é sério e do vosso interesse.
É bem sabido por todas que começou oficialmente a época da caça ao BILF 2012. Ora, é também sabido que o Tolan não liga nenhuma a estas futilidades e posso assegurar-vos que nunca o ouvi sequer falar sobre isso e muito menos durante o sono, no meio de outras palavras estrangeiras como "Bukowski" e "Saviola".
Voltando ao BILF. Convoquei-vos por achar que se está prestes a cometer um erro irreparável, e com algum receio de que possa ter contribuído para isso. Peço por favor a vossa atenção.
É verdade, desde que arranjou Aquela Gaja, o Tolan pode já não parecer tão apetecível para as massas femininas como dantes. Estar sempre a falar d'A Outra é coisa para irritar qualquer tolanette que se preze, e com toda a legitimidade. Mas, enquanto namorada extremosa que sou, deixem-me contar-vos uma pequena história.
Eu também já fui uma tolanette.
Eu já fui como vós. É verdade. Também eu já passei madrugadas em claro a ler o Tolan, a desejar aquecê-lo nas noites frias de Inverno e quiçá de caminho preencher-lhe o vazio existencial (como sou uma mulher a escrever para mulheres, "preencher-lhe o vazio" é uma expressão que posso utilizar sem medos). Desligar-lhe a playstation, dar-lhe uma alimentação decente que não tivesse como base a pizza congelada do pingo doce, salvá-lo do seu eminente alcoolismo, enfim! e como doce recompensa da minha dedicação construir com o Tolan uma vida a dois sempre plena de romance, existencialismo e cartas de amor. Muitas cartas de amor.
É verdade, caríssimas. Mas o sonho comanda a vida. E assim, por meio de variadíssimas peripécias (sobre as quais falarei oportunamente na minha masterclasse "Como caçar um BILF"), aqui estou eu, com os pés em cima da playstation, e ali está o Tolan, a dar os toques finais num caril de frango extremamente bem cheiroso.
Eu percebo as vossas reservas. Mas reparem bem: Blogger I'd Like to Fuck? Caras amigas, o que é isso senão um apelo à nossa capacidade de sonhar? Sonhem prá frente! Ninguém vive para sempre, e eu tenho uma profissão de risco.
Mantenham o sonho vivo. Tolan a BILF 2012.
e não se pode extingir a ERC?
Apesar da ERC ter sido criada em 2005 pelo PS, em substituição da Alta Autoridade Para a Comunicação Social, ser bem moderna e ter agora a presidente o independente Carlos Magno (nomeado pelo PSD para ajeitar a privatização da RTP), este comunicado a propósito de um programa de natal da autoria do Sinel de Cordes, parece saído de um dossier guardado na Torre do Tombo:
«O regulador dos media assinala que o programa tinha "conteúdos de violência física e psicológica", "referências discursivas à sexualidade", "referências a pessoas concretas (com particular enfoque em figuras públicas)", "referências com incidência na dignidade humana e direitos, liberdades e garantias" e uma "linguagem grosseira", cenários que a ERC condena ainda para mais num programa transmitido na época do Natal, "momento associado a um conjunto de valores sociais e religiosos daquela quadra festiva" (... Cumpre apreciar, no entanto, "aspectos particulares do programa que poderão colidir com os limites legalmente definidos, verificando-se a eventual presença de conteúdos que, de alguma forma, desrespeitem a dignidade das pessoas, influam negativamente na formação da personalidade de públicos mais jovens e/ ou contribuam para a estigmatização de pessoas ou grupos"»
Não está aqui em causa qualidade do humor do Sinel de Cordes, um argumento que, de forma inusitada, tem sido referido por pessoas modernas e politicamente correctas para justificar o processo: «o gajo não tem piada, por isso, é bem feito». O ponto é que aquele comunicado poderia assentar num Ricky Gervais ou num Sacha Baron Cohen ou até num Herman José que em 1988 foi silenciado por rábulas ofensivas a personagens bíblicas e históricas. É uma questão de princípio, só.
O patético da situação é que a ERC é completamente ineficaz, descredibilizada e anacrónica. Gastam dinheiro dos nossos impostos num organismo que se entretém a mover processos imbecis, a emitir opiniões e pareceres a que ninguém liga. A minha sugestão seria de rentabilizar a ERC e fazerem outsourcing para a Coreia do Norte ou Irão, onde os seus préstimos podem ser certamente mais valorizados.
«O regulador dos media assinala que o programa tinha "conteúdos de violência física e psicológica", "referências discursivas à sexualidade", "referências a pessoas concretas (com particular enfoque em figuras públicas)", "referências com incidência na dignidade humana e direitos, liberdades e garantias" e uma "linguagem grosseira", cenários que a ERC condena ainda para mais num programa transmitido na época do Natal, "momento associado a um conjunto de valores sociais e religiosos daquela quadra festiva" (... Cumpre apreciar, no entanto, "aspectos particulares do programa que poderão colidir com os limites legalmente definidos, verificando-se a eventual presença de conteúdos que, de alguma forma, desrespeitem a dignidade das pessoas, influam negativamente na formação da personalidade de públicos mais jovens e/ ou contribuam para a estigmatização de pessoas ou grupos"»
Não está aqui em causa qualidade do humor do Sinel de Cordes, um argumento que, de forma inusitada, tem sido referido por pessoas modernas e politicamente correctas para justificar o processo: «o gajo não tem piada, por isso, é bem feito». O ponto é que aquele comunicado poderia assentar num Ricky Gervais ou num Sacha Baron Cohen ou até num Herman José que em 1988 foi silenciado por rábulas ofensivas a personagens bíblicas e históricas. É uma questão de princípio, só.
O patético da situação é que a ERC é completamente ineficaz, descredibilizada e anacrónica. Gastam dinheiro dos nossos impostos num organismo que se entretém a mover processos imbecis, a emitir opiniões e pareceres a que ninguém liga. A minha sugestão seria de rentabilizar a ERC e fazerem outsourcing para a Coreia do Norte ou Irão, onde os seus préstimos podem ser certamente mais valorizados.
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