de volta ao escritório -_- *suspiro*
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
"aldeia olímpica"
Sempre que falam na "aldeia olímpica" vem-me à cabeça a imagem de uma aldeia rural cheia de atletas que dormem em casebres rústicos. Acordam cedinho. As ágeis ginastas fazem renda de bilros, os lançadores de martelo e peso ferram cavalos e partem pedras para os muros das propriedades, os atiradores de arco vão caçar perdizes, os maratonistas puxam os arados nos campos, os nadadores disputam peixe no rio com os ursos e os velocistas jamaicanos são cães pastores.
O sino de bronze toca a repique e todos vão para a igrejinha no centro da aldeia olímpica. Chegou o representante do comité olímpico que convoca os atletas para a grande carroça que os vai levar ao local de competição. Os convocados pousam as alfaias e os géneros agrícolas, vestem o fato de treino e sobem para a carroça e depois aparecem nos respectivos locais de competição.
Paulo Coelho e James Joyce
Paulo Coelho diz que o Ulysses do James Joyce fez mal à literatura:
Writers go wrong, according to Coelho, when they focus on form, not content. "Today writers want to impress other writers," he told the paper. "One of the books that caused great harm was James Joyce's Ulysses, which is pure style. There is nothing there. Stripped down, Ulysses is a twit."
Estas declarações causaram grande agitação porque vieram de Paulo Coelho, o que as torna ofensivas em vez de meramente polémicas. É um bocadinho o mesmo que o Tony Carreira considerar que o David Bowie "foi mau para a música porque as letras dele não fazem sentido" ou o Michael Bay considerar que o cinema de Ingmar Bergman "não tem explosões que chegue".
Paulo Coelho, por seu lado, fez muito mal à humanidade ao contribuir para fenómeno do misticismo fast-food new age que, nestes tempos de decadência da ortodoxia religiosa, encontrou terreno fértil.
No entanto, eu entendo o que ele diz de Joyce. Eu próprio já escrevi palermices do género e o Bukowski também. Já tentei ler o Ulysses duas vezes e o Portrait Do Artista Enquanto Chavalo uma vez. E desisti sempre por desinteresse. Não gosto de meta-literatura, mesmo da boa. Ainda ontem desisti de ler E Se Numa Noite de Inverno Um Viajante de Italo Calvino e já ia a meio. Cansei-me. É um daqueles romances experimentais em que cada capítulo é um exercício de estilo de um género de romance. Tal como o Ulysses, também vem com uma espécie de esquema na primeira página a explicar a obra.
Mudei para o Victoria de Knut Hamsun, com as suas histórias simples de filhos de moleiros que vivem na floresta imersos num delírio de fantasia e se apaixonam por uma menina da cidade que vem acompanhada de rapazes da cidade muito arrogantes e maus e há cavernas e espíritos e ursos.
Não sei se sonhei com isto, mas acho que li em qualquer lado que o Joyce deixou de escrever para se dedicar à carpintaria e teria desvalorizado o que escreveu, descobrindo beleza maior nas histórias infantis e nas canções e poemas populares. Não confio na minha memória. Posso ter sido muito bem eu a escrever isto e agora julgo que o li em qualquer lado. Tenho tendência a imaginar factos que vão de encontro à maneira de como eu gostava que as coisas fossem. Por exemplo, acreditei durante muito tempo que o hino de portugal dizia "nação valente e mortal", uma versão certamente mais do agrado do Michael Bay também.
Estas declarações causaram grande agitação porque vieram de Paulo Coelho, o que as torna ofensivas em vez de meramente polémicas. É um bocadinho o mesmo que o Tony Carreira considerar que o David Bowie "foi mau para a música porque as letras dele não fazem sentido" ou o Michael Bay considerar que o cinema de Ingmar Bergman "não tem explosões que chegue".
Paulo Coelho, por seu lado, fez muito mal à humanidade ao contribuir para fenómeno do misticismo fast-food new age que, nestes tempos de decadência da ortodoxia religiosa, encontrou terreno fértil.
No entanto, eu entendo o que ele diz de Joyce. Eu próprio já escrevi palermices do género e o Bukowski também. Já tentei ler o Ulysses duas vezes e o Portrait Do Artista Enquanto Chavalo uma vez. E desisti sempre por desinteresse. Não gosto de meta-literatura, mesmo da boa. Ainda ontem desisti de ler E Se Numa Noite de Inverno Um Viajante de Italo Calvino e já ia a meio. Cansei-me. É um daqueles romances experimentais em que cada capítulo é um exercício de estilo de um género de romance. Tal como o Ulysses, também vem com uma espécie de esquema na primeira página a explicar a obra.
Mudei para o Victoria de Knut Hamsun, com as suas histórias simples de filhos de moleiros que vivem na floresta imersos num delírio de fantasia e se apaixonam por uma menina da cidade que vem acompanhada de rapazes da cidade muito arrogantes e maus e há cavernas e espíritos e ursos.
Não sei se sonhei com isto, mas acho que li em qualquer lado que o Joyce deixou de escrever para se dedicar à carpintaria e teria desvalorizado o que escreveu, descobrindo beleza maior nas histórias infantis e nas canções e poemas populares. Não confio na minha memória. Posso ter sido muito bem eu a escrever isto e agora julgo que o li em qualquer lado. Tenho tendência a imaginar factos que vão de encontro à maneira de como eu gostava que as coisas fossem. Por exemplo, acreditei durante muito tempo que o hino de portugal dizia "nação valente e mortal", uma versão certamente mais do agrado do Michael Bay também.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
história sem moral
Hoje, ao registar o euromilhões como outro português qualquer que espera que o seu destino se resolva por magia e com a consciência de matemático ferida no seu orgulho (estou a pagar uma exorbitância pelo valor esperado), lembrei-me de como tudo começou há uns anos.
Para me motivar a deixar de fumar, decidi que o dinheiro que pusesse de parte, jogava-o no euromilhões. O raciocínio era: "vou trocar a probabilidade de ter cancro pela probabilidade ganhar o euro milhões". Para compensar a falta de tabaco comecei a beber mais.
Depois seguiram-se as contas e a compreensão de que o euro milhões era uma aposta estúpida e que mais valia jogar um jogo de casino onde os ganhos, mesmo que inferiores, têm um valor esperado superior e dão odds mais favoráveis.
Meti-me no black jack e torrei dinheiro até mais não num curto espaço de tempo, especialmente porque ficava confiante devido à bebida em excesso nas sessões de jogo. Depois foi o poker onde a coisa encaixou melhor, uma experiência zen que durou dois anos, mas que me deu cabo da vida, não fazia mais nada, deixei de escrever e tudo e só via cartas à frente.
Depois desisti do poker e voltei a fumar. Agora estou a jogar no euromilhões outra vez. E a fumar. E a beber demais. O que se segue?
Para me motivar a deixar de fumar, decidi que o dinheiro que pusesse de parte, jogava-o no euromilhões. O raciocínio era: "vou trocar a probabilidade de ter cancro pela probabilidade ganhar o euro milhões". Para compensar a falta de tabaco comecei a beber mais.
Depois seguiram-se as contas e a compreensão de que o euro milhões era uma aposta estúpida e que mais valia jogar um jogo de casino onde os ganhos, mesmo que inferiores, têm um valor esperado superior e dão odds mais favoráveis.
Meti-me no black jack e torrei dinheiro até mais não num curto espaço de tempo, especialmente porque ficava confiante devido à bebida em excesso nas sessões de jogo. Depois foi o poker onde a coisa encaixou melhor, uma experiência zen que durou dois anos, mas que me deu cabo da vida, não fazia mais nada, deixei de escrever e tudo e só via cartas à frente.
Depois desisti do poker e voltei a fumar. Agora estou a jogar no euromilhões outra vez. E a fumar. E a beber demais. O que se segue?
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
conselho sentimental para manter as namoradas felizes e apaixonadas #2 - a coleira com gps
Uma das manifestações de amor que as mulheres mais prezam é querermos saber sempre onde estão, a toda a hora. Existem muitos mitos sobre isto, nomeadamente, o de que relações desse tipo "as sufocam" e que "não gostam de homens ciumentos". Onde é que já ouviu isto? Dizem todas o mesmo. Contudo, as mulheres gostam de atenção e quanto mais, melhor. Acresce que muitas tendem a fugir quando são soltas na rua e só voltam quando têm fome ou frio.
Aquilo que era apenas uma fantasia típica da Guerra das Estrelas é hoje uma realidade comum e acessível. Graças à tecnologia dos satélites e aos avanços na miniaturização de componentes electrónicos, podemos hoje oferecer uma coleira gps à nossa mais que tudo e, no conforto do escritório ou de casa, no iPhone ou no PC, monitorizar a toda a hora a sua localização.
Há muitos modelos de coleiras com gps: Spot Lite GPS Locator, Garmin Dog Tracking Collar ou British Dog Net são alguns dos sites onde as podem adquirir. São vendidas como sendo para "cães" ou "gatos" devido a questões éticas e alguns preconceitos. Contudo, dado que são animais com uma circunferência do pescoço semelhante à de uma mulher, não vem daí qualquer problema.
São bastante discretas e há modelos esteticamente interessantes, tendo em conta o inevitável compromisso entre dimensão, alcance e autonomia dos modelos. Tentei encontrar uma fotografia de uma mulher com uma destas coleiras mas, por um motivo que me escapa, não encontrei nenhuma nos sites que pesquisei.
Deixo aqui algumas imagens para referência, é praticamente a mesma coisa, é só imaginar a vossa mais que tudo com uma destas.
Aqui num discreto preto, numa prática bolsinha. Toda contente :)
Aqui num sortido de cores a lembrar as criações da Swatch, bem modernas. Uhh, ela parece um bocadinho amuada nesta foto, será que é porque já não pode escapar-se para ir às compras? ;)
PS: Já sei o que estão a pensar, mas não, os discretos implantes de chips subcutâneos ainda não permitem a localização por gps. Em breve será certamente possível, mas acredito que as coleiras não vão sair de moda. Também vaticinaram o mesmo para os óculos com o advento das lentes de contacto e nunca estiveram tão in...
Aquilo que era apenas uma fantasia típica da Guerra das Estrelas é hoje uma realidade comum e acessível. Graças à tecnologia dos satélites e aos avanços na miniaturização de componentes electrónicos, podemos hoje oferecer uma coleira gps à nossa mais que tudo e, no conforto do escritório ou de casa, no iPhone ou no PC, monitorizar a toda a hora a sua localização.
Há muitos modelos de coleiras com gps: Spot Lite GPS Locator, Garmin Dog Tracking Collar ou British Dog Net são alguns dos sites onde as podem adquirir. São vendidas como sendo para "cães" ou "gatos" devido a questões éticas e alguns preconceitos. Contudo, dado que são animais com uma circunferência do pescoço semelhante à de uma mulher, não vem daí qualquer problema.
São bastante discretas e há modelos esteticamente interessantes, tendo em conta o inevitável compromisso entre dimensão, alcance e autonomia dos modelos. Tentei encontrar uma fotografia de uma mulher com uma destas coleiras mas, por um motivo que me escapa, não encontrei nenhuma nos sites que pesquisei.
Deixo aqui algumas imagens para referência, é praticamente a mesma coisa, é só imaginar a vossa mais que tudo com uma destas.
Aqui num discreto preto, numa prática bolsinha. Toda contente :)
Aqui num sortido de cores a lembrar as criações da Swatch, bem modernas. Uhh, ela parece um bocadinho amuada nesta foto, será que é porque já não pode escapar-se para ir às compras? ;)
PS: Já sei o que estão a pensar, mas não, os discretos implantes de chips subcutâneos ainda não permitem a localização por gps. Em breve será certamente possível, mas acredito que as coleiras não vão sair de moda. Também vaticinaram o mesmo para os óculos com o advento das lentes de contacto e nunca estiveram tão in...
terça-feira, 7 de agosto de 2012
é pena é a foto não apanhar o cheiro a vinagre
A minha mesa (vintage, anos 50, adquirida na Casa Almada) tansformada em laboratório de tratamento de fósseis. Aquela era a minha escova de dentes. A minha vodka, não sei o que está ali a fazer. "Tudo em nome da ciência", assegurou-me a Plaft. Então está bem.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
fósseis
Descobri ontem que a Plaft tem uma pancada por fósseis. Foi por acaso, íamos a passear no campo ao pé da minha casa de infância na aldeia quando eu agarrei num e lhe disse "olha, uma concha com 400 milhões de anos". Ela quase que chorou de emoção porque quando era criança queria ser "fossóloga" (discutimos o termo correcto o resto da tarde) e em Lisboa não havia fósseis. Ainda fiz uma piada sobre militantes do PCP mas ela ignorou, entrou em modo Calvin Há Tesouros Por Toda Parte. O passeio, que prometia ser romântico, contemplativo e naturalista (vi um belíssimo falcão logo no início), transformou-se numa caça ao fóssil, olhos postos no chão o tempo todo.
Tive de a levar a todos os jazigos de fósseis que eu conhecia ali na zona. Não foi complicado porque estão nos caminhos sujeitos a erosão, especialmente no topo de montes ou então na berma de campos cultivados, atirados para lá pelos agricultores quando limpam os terrenos revolvidos pelas máquinas.
Quando era puto encontrava fósseis muito grandes, sempre conchas e como não entendia a questão do mar ter coberto toda a terra, achava que eram restos de ameijoas à bulhão pato de tribos pré-históricas. Encontrámos vários e a Plaft está neste momento a passar pela fase fossóloga que deve durar cerca de uma semana.
Num manifesto excesso de confiança na amplitude de aptidões e conhecimentos dos meus leitores, queria apelar a paleontólogos, geólogos e fossólogos que nos ajudem a perceber o que encontrámos e como podemos isolá-los das pedras onde estão. Podemos usar vinagre, por exemplo, para dissolver o calcário das pedras que os envolvem?
Isto aqui é um molde de fóssil ou o próprio fóssil? E porque é que há duas camadas tão distintas de material nesta pedra
Aqui é uma conchinha pequena. Como limpar e realçar isto?
Esta está inteira, só que está enfiada numa rocha. Como tirá-la de lá?
Tive de a levar a todos os jazigos de fósseis que eu conhecia ali na zona. Não foi complicado porque estão nos caminhos sujeitos a erosão, especialmente no topo de montes ou então na berma de campos cultivados, atirados para lá pelos agricultores quando limpam os terrenos revolvidos pelas máquinas.
Quando era puto encontrava fósseis muito grandes, sempre conchas e como não entendia a questão do mar ter coberto toda a terra, achava que eram restos de ameijoas à bulhão pato de tribos pré-históricas. Encontrámos vários e a Plaft está neste momento a passar pela fase fossóloga que deve durar cerca de uma semana.
Num manifesto excesso de confiança na amplitude de aptidões e conhecimentos dos meus leitores, queria apelar a paleontólogos, geólogos e fossólogos que nos ajudem a perceber o que encontrámos e como podemos isolá-los das pedras onde estão. Podemos usar vinagre, por exemplo, para dissolver o calcário das pedras que os envolvem?
Isto aqui é um molde de fóssil ou o próprio fóssil? E porque é que há duas camadas tão distintas de material nesta pedra
Aqui é uma conchinha pequena. Como limpar e realçar isto?
Esta está inteira, só que está enfiada numa rocha. Como tirá-la de lá?
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
brutal
Parece que há um senhor chamado Ty Segall que tem uma série de discos que eu não conhecia. Ouvi uma faixa dele (Mary Ann) enquanto bebia o café no copo de plástico e vou e digo assim cá para mim: "brutal". Desapertei um pouco o nó da gravata e voltei a ouvir. "Brutal".
Enviei a faixa ao meu amigo Nuno que é o que gosta deste tipo de rock porque é programador de cenas financeiras em SQL e ele vai e faz reply "brutal", assim, com ponto de final e tudo. A partir daqui arrisco-me sempre a levar com o "já conhecia, a banda xis é melhor" mas com o Nuno isso não acontece. O Nuno não tem por hábito andar a farejar coisas porque já sabe que eu faço isso por ele e quando lhe mostro uma banda nova ele ouve lá nos seus headphones manhosos no open space onde programa e depois diz se gosta ou se não gosta. Há coisas que eu já sei que ele não vai gostar e às vezes são muito boas mas mesmo assim mando-lhe, ele diz "não me disse muito" e depois chateio-me com ele, porque é para isso que ele serve. Já sou amigo dele vai fazer 25 anos e ainda me está atravessado ele ter dito que os Thundercats dele eram mais fixes que os meus GI Joes. Mas ok. Uns preferem uns brinquedos que o pai trouxe do canadá e que consistiam num carro enorme com misseis e umas patas nas rodas e nuns bonecos com cabeça de gato em vez do realismo e dos detalhes dos GI Joe, mas tudo bem. Temos de aprender a viver com as diferenças um do outro, nomeadamente, sendo insensíveis ao ponto de vista do outro.
Um fim de semana muito brutal é o que vos desejo.
conselho sentimental #1
O departamento de marketing do Autor continua a reclamar contra o facto do meu blogue (ele diz "nosso") estar posicionado para o target feminino, classes A/B, 20-35 anos, urbano/aspiracional, que é como quem diz, "blogue de gajas". Eu já lhe expliquei que lutar contra isso é como pendurar um letreiro a dizer Liquidação Total - 80% Descontos no blogue.
Contudo, concordo com ele numa coisa: devemos ter mais conteúdos direccionados para um target masculino mais amplo. Posta de parte a hipótese de colocar uma foto de uma senhora com fartos seios de 2 em 2 posts devido a critérios editoriais, pensei que podia ser boa ideia partilhar com os homens a minha grande experiência e sabedoria sobre mulheres. Ao longo de muitos posts (um ou dois) vou dar dicas sobre a psicologia das mulheres, os seus habitats, os seus instintos e comportamentos, os hábitos de reprodução e nidificação, como domesticar as que são um bocado para o selvagem, aprender a diferenciar espécies etc. Sei que pareço altruísta, mas é-me indiferente, porque eu encontrei a Plaft e quero que os meus amigos homens sejam felizes também.
Ok, primeira dica:
Descubram um complexo que ela tenha e façam piadas sobre ele. Isto à primeira vista parece um bocadinho contraproducente. Mas a ideia é simples e prática. Se ela tem um complexo com um defeito qualquer (baixa demais, maminhas pequenas, orelhas saídas, pele com manchas, pés para dentro, gordura excessiva, cabelo espigado, olhos estrábicos, estrias no rabo, pescoço curto, dentes tortos, lábios finos etc, vocês sabem como elas são, todas têm um problema) então gozem com o defeito, sempre. Por exemplo, se ela tiver as maminhas pequenas e muitos complexos com isso, vocês estão na cama às escuras e começam a apalpá-la e dizem "epá! quem é este gajo na minha cama!!!!" e acendem a luz e tal, no gozo. Ou então, se for um pouco gordinha e estiverem na praia a nadar no mar todos românticos, digam "nunca tinha nadado com uma baleia". Se for baixa demais, metam-se ao pé dela a olhar em frente e quando a ouvirem falar, não respondam, olhem em volta a ver de onde vem a voz, intrigados.
Coisas assim, subtis. Poder brincar com as coisas é muito bom porque elas deixam de ter o complexo. Digamos que o complexo existe porque há ali uma dúvida "serei feia?". E é a dúvida que gera a angústia toda e a incerteza. Com estas brincadeiras ela vai convencer-se de que é verdade, fica com a autoestima nos níveis adequadamente baixos e muito agradecida por vocês gostarem dela apesar de tudo.
Contudo, concordo com ele numa coisa: devemos ter mais conteúdos direccionados para um target masculino mais amplo. Posta de parte a hipótese de colocar uma foto de uma senhora com fartos seios de 2 em 2 posts devido a critérios editoriais, pensei que podia ser boa ideia partilhar com os homens a minha grande experiência e sabedoria sobre mulheres. Ao longo de muitos posts (um ou dois) vou dar dicas sobre a psicologia das mulheres, os seus habitats, os seus instintos e comportamentos, os hábitos de reprodução e nidificação, como domesticar as que são um bocado para o selvagem, aprender a diferenciar espécies etc. Sei que pareço altruísta, mas é-me indiferente, porque eu encontrei a Plaft e quero que os meus amigos homens sejam felizes também.
Ok, primeira dica:
Descubram um complexo que ela tenha e façam piadas sobre ele. Isto à primeira vista parece um bocadinho contraproducente. Mas a ideia é simples e prática. Se ela tem um complexo com um defeito qualquer (baixa demais, maminhas pequenas, orelhas saídas, pele com manchas, pés para dentro, gordura excessiva, cabelo espigado, olhos estrábicos, estrias no rabo, pescoço curto, dentes tortos, lábios finos etc, vocês sabem como elas são, todas têm um problema) então gozem com o defeito, sempre. Por exemplo, se ela tiver as maminhas pequenas e muitos complexos com isso, vocês estão na cama às escuras e começam a apalpá-la e dizem "epá! quem é este gajo na minha cama!!!!" e acendem a luz e tal, no gozo. Ou então, se for um pouco gordinha e estiverem na praia a nadar no mar todos românticos, digam "nunca tinha nadado com uma baleia". Se for baixa demais, metam-se ao pé dela a olhar em frente e quando a ouvirem falar, não respondam, olhem em volta a ver de onde vem a voz, intrigados.
Coisas assim, subtis. Poder brincar com as coisas é muito bom porque elas deixam de ter o complexo. Digamos que o complexo existe porque há ali uma dúvida "serei feia?". E é a dúvida que gera a angústia toda e a incerteza. Com estas brincadeiras ela vai convencer-se de que é verdade, fica com a autoestima nos níveis adequadamente baixos e muito agradecida por vocês gostarem dela apesar de tudo.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
para tirar as dúvidas, façam a experiência
O meu post abaixo parece ter gerado algumas reacções de cepticismo. Faço o apelo a todos os homens que lêem este blogue (4, contando comigo): peçam as vossas namoradas em casamento, só por experiência. Mas façam isso como deve ser, modo arcaico, assim romântico e inesperado, fogo de artifício a surgir de repente no horizonte no exacto momento em que lhe oferecem o anel, ou uma flash mob a dançar Frank Sinatra, seja o que for, sejam originais e criativos e românticos. Peçam-nas em casamento com o anel e tudo. Podem pedir o anel emprestado a algum familiar, uma avó ou isso (no dia seguinte devolvem). É só mesmo para verem a reacção. Era giro se filmassem metessem no youtube. E depois venham cá contar e ver se não tinha razão, se ela não se desmanchou a chorar e não ficou toda em choque e corada e não se sente a mulher mais feliz do mundo por uns minutos enquanto vos abraça e diz "sim". Depois tenham é algum tacto para explicar que era um teste, uma brincadeira ou isso. Ela em princípio não vai levar a mal, se tiver sentido de humor. Se não tiver, também não é mulher para vocês.
"raparigas modernas", yeah right
Não se deixem enganar, são todas saídas de um romance da Jane Austen. Se dizem que acham um anel de noivado piroso, isso é meramente um desafio para encontrarem um que não o seja. Se desvalorizam ou rejeitam o conceito de casamento, é só para aumentar o índice de dificuldade e fazer um teste. Se defendem o direito ao trabalho e a querer ter uma carreira, o que estão a deixar implícito é que adoravam ter um homem forte e poderoso para poderem estar sossegadas a cuidar dos filhos e a dedicar-se à pintura, piano ou decoração.
A maior parte das vezes não se apercebem disto e estão convictas de que são modernas. Estão naquilo que eu chamo de "estado de hibernação feminista". O mundo está cada vez mais repleto de ursas num rigoroso inverno de sibéria de romantismo. E saem da hibernação de duas formas, ou a bem ou a mal. A bem, é quando são surpreendidas pela própria reacção de agrado (ou mesmo euforia) por serem alvo de uma atitude romântica ou quando se apaixonam para lá da própria sanidade mental. É como se regredissem ao estado em que faziam vestidos para as bonecas e sonhavam com o príncipe encantado.
A mal, é quando, aos 30 e poucos, a cuidar dos dois filhos do ex-companheiro que assumiu outra orientação sexual a meio de uma sessão de swing com um casal poligâmico, passam por uma loja de vestidos de noiva. Olham para um vestido e para o próprio reflexo translúcido no vidro da montra, sobreposto ao manequim sem rosto e choram. Amargamente.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
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