O arrumador que ia fazer a cura de desintoxicação de consumo de cerveja voltou ao beco do costume, onde arrumo o carro. Curioso por novidades, cumprimentei-o com um "então pá?" Não me reconheceu, o sacana, mas sorriu educadamente e aceitou a moeda. Não insisti, pressenti que da parte dele havia algum embaraço e timidez e eu estava bastante atrasado (e ressacado). É estranho, o tipo pelos vistos estava permanentemente bêbado (não parecia) mas lembrava-se de mim dia após dia. Ficou sóbrio e puff, adeus Tolan.
Pelos vistos correu-lhe bem a cura de desintoxicação. Sinto-me mais sozinho. E sinto-me melancólico por meses e meses de agradável convívio matinal terem sido remetidos para uma amnésia total, quando antes eu existia num universo etílico. Agora dou dinheiro a um tipo sóbrio que encara aquilo como um emprego e em vez de investir o dinheiro em cerveja vai começar a cobiçar lcds na worten.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
a minha namoradinha do liceu
PJ Harvey faz-me companhia há quase 2 décadas, com momentos bons e momentos maus e é a minha namoradinha de liceu. Às vezes não nos entendemos bem, e estivemos separados algum tempo. Passámos por muitas coisas más e muitas coisas boas. Mas depois voltamos a estar juntos como dantes.
(os videos de Seamus Murphy, um para cada música do Let England Shake, são todos fabulosos)
(os videos de Seamus Murphy, um para cada música do Let England Shake, são todos fabulosos)
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
150 a 200 mil prisioneiros políticos são um detalhe, o importante é ser sócio do clube.
"PCP expressa condolências ao povo norte-coreano "
(e o PCP que pelo menos tenha consolo nesta hora tão difícil no facto de Kim Jong-il ter nomeado o filho Kim Jong-un para lhe suceder)
(e o PCP que pelo menos tenha consolo nesta hora tão difícil no facto de Kim Jong-il ter nomeado o filho Kim Jong-un para lhe suceder)
não tenho tempo para isto
Estou a começar este post sem saber minimamente o que quero dizer ou escrever nele. Isto é só para vocês verem o meu talento inato (prometo que nem sequer vou rescrever isto) (falta um "e" em rescrever, é reescrever, mas nem vou mudar só para vocês verem que isto é genuíno e em bruto que é como as mulheres gostam dos homens e os homens gostam dos carros). Vou tentar inspirar-me em coisas à minha volta, podia começar por falar no ambiguidade do efeito de aquecimento do meu calorífico que sopra ar quente mas que também faz corrente de ar e arrefece-me, havendo pois uma distância e um ângulo de sopragem de ar quente que é subtil e difícil de calcular, especialmente se eu próprio me desloco de um lado para o outro. O ar condicionado deve estar atulhado de penas de pombo (eventualmente um ou dois pombos mortos) e faz um barulho que se ouve no quarteirão inteiro, pelo que opto pelo seu desligamento e privilegio a opção do pequeno calorífico portátil. Curioso, o corrector ortográfico não me sublinhou desligamento, mas sublinhou sopragem. Sublinhou de novo. Sopragem. Vou aborrecê-lo: sopragem sopragem sopragem ahahah Vocês não conseguem ver mas se fizerem copy paste do texto deste post para a janela do vosso próprio blogger como se fossem vocês a postar vão ver que sopragem, post e blogger aparecem sublinhados a vermelho como estando errados, o que não é necessariamente verdade. Enerva-me fortemente trabalhar com o powerpoint com isto ligado, há colegas meus que o fazem e não entendo como sobrevivem à quantidade de sublinhados vermelhos nos textos devido aos termos como comoditização, upselling, costumização ou downgrade. No forno tenho um arroz de pato congelado a fazer-se. Faltam-me mais 153 slides até ir dormir. Não tenho tempo sequer para deixar de fumar, mas em compensação fico com o carro alemão mais tempo (já me disseram que sim) e os professores de esquerda são obrigados a emigrar, o que, naturalmente, me deixa contente, uma vez que os de direita dão aulas em colégios privados e ficam cá a explorar os pobres. Gostava de ter um cão se o conseguisse treinar para formatar slides no powerpoint, até podia eu fazer alteração no slide e depois ele só tinha de carregar no f4 para aplicar a mesma alteração em todos os sítios onde fosse necessário proceder à alteração. Já tentei mas o problema é que a falta de polegares oponíveis e a dimensão exagerada das patas implica um resultado sempre um pouco aleatório quando pressionam as teclas. Talvez possa contratar um licenciado em Filosofia Clássica Aplicada à Sociologia Moderna (inventei agora) para fazer isto, a troco de uns cheetos e umas cervejas. E pronto, agora vou abrir uma garrafa e jantar e feliz natal para todos, e boas festas, são os votos do Tolan, do Autor e do alce de peluche Swen (é sueco) que está vai não vai para voltar para o seu país com 38% de endividamento e estado social digno de uma boa velha URSS.
domingo, 18 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
workshop Tolan
Várias vozes fizeram-me chegar ao e-mail, ao sms e até à caixa de comentários, o alerta de que deveria dirigir-me ao blogue do Arrumadinho e tomar em atenção o workshop Como Conquistar o Homem dos Meus Sonhos que, pela módica quantia de 40€, pagos a pronto ao Arrumadinho, promete elucidar as mulheres sobre a melhor forma de conquistar o homem dos respectivos sonhos. Não sei porque me avisaram disto, mas suponho que pretendam que eu disponibilize o meu próprio workshop sobre o tema e, eventualmente, o faça a um preço mais acessível ainda, derivado à política de austeridade que se faz sentir sobre todos nós.
Estive a pensar muito tempo sobre a minha experiência acumulada neste campo e, sendo o BILF 2011, creio ter credenciais suficientes para apresentar o meu próprio workshop.
LEVANTAMENTO DO PROBLEMA
1. O que é que eu tenho feito de errado?
O que as mulheres fazem de errado para eles não quererem uma relação com elas? E mesmo quando eles até estão dispostos a fazer o esforço para gostar delas, porque é que mesmo assim elas conseguem ser tão asquerosas que eles desistem? Onde é que nós, mulheres, estamos a falhar?
Espaço de discussão sobre os ensinamentos da Bíblia e do Alcorão.
2. Afinal, o problema sou eu ou têm sido todos eles?
É o facto de chorar quando ele diz que a comida está uma merda e que a mãe faz aquilo muito melhor? O que é que eles pretendem, Sagres ou Superbock? Como é que percebo se chamar-me "sua cabra, ajoelha-te e chupa" quando não gosta da minha comida é um convite para carinho ou se é um sintoma que não sou respeitada?
Módulo 2
RESOLUÇÃO DO PROBLEMA
3. Como me posso tornar numa mulher mais interessante?
Devia ser um pouco mais putazona? Mais virgem? Passar menos o bife? Fico melhor de quatro ou na posição de missionário? Devia investir mais em Sagres ou Superbock? Devo deixar de escrever no facebook dele porque isso afugenta as outras? Como posso ser outra pessoa, para eu mesma ser essa pessoa?
4. O que é que um homem quer numa mulher para ela ser “a tal”?
Temos mesmo de engolir aquilo? Ter sexo anal quando estamos com o período, dor de cabeça? Saber assinar cheques em branco para ele ir ao casino? Afinal o que é que um homem valoriza mais numa mulher e que pode fazer com que ele não nos abandone na estação de serviço da Mealhada?
Módulo 3
ACOMPANHAMENTO INDIVIDUAL
Durante o resto da vida, todas as participantes do workshop não podem contactar de qualquer forma o formador, nem sequer aproximar-se dele num raio de 200 metros, a não ser que ele considere que devem ter acompanhamento individual depois da devida avaliação.
Datas e duração
Os workshops terão a duração de uma noite e serão efectuados das 23h00 às 9:30h do dia seguinte.
Número de inscrições:
O workshop realiza-se com um número mínimo de 1 inscrita e máximo de3 4.
Localização
O espaço físico onde decorrerá o workshop ainda não está definido, mas será na residência das formandas ou num hotel.
Custo
O preço final ainda está a ser acertado, por causa do IVA. Mas rondará os €39,99 e recebe grátis um abre-caricas.
Pré-inscrições
Quem quiser reservar já uma inscrição, poderá fazê-lo enviando um mail para tolan.baranduna@gmail.com (no subject coloquem Workshop Homem dos Sonhos para não confundir com as inscrições do Workshop Burka é Fashion). Basta manifestar interesse, teste HIV recente e sugerir a data que mais lhe convém. Depois deve aguardar resposta e não voltar a incomodar o formador no caso de ausência de resposta.
Estive a pensar muito tempo sobre a minha experiência acumulada neste campo e, sendo o BILF 2011, creio ter credenciais suficientes para apresentar o meu próprio workshop.
Como conquistar o homem
dos meus sonhos, for dummies
Tolan Edition #1
Tolan Edition #1
(ou pelo menos como me posso tornar
numa mulher menos repulsiva)
Módulo 1LEVANTAMENTO DO PROBLEMA
1. O que é que eu tenho feito de errado?
O que as mulheres fazem de errado para eles não quererem uma relação com elas? E mesmo quando eles até estão dispostos a fazer o esforço para gostar delas, porque é que mesmo assim elas conseguem ser tão asquerosas que eles desistem? Onde é que nós, mulheres, estamos a falhar?
Espaço de discussão sobre os ensinamentos da Bíblia e do Alcorão.
2. Afinal, o problema sou eu ou têm sido todos eles?
É o facto de chorar quando ele diz que a comida está uma merda e que a mãe faz aquilo muito melhor? O que é que eles pretendem, Sagres ou Superbock? Como é que percebo se chamar-me "sua cabra, ajoelha-te e chupa" quando não gosta da minha comida é um convite para carinho ou se é um sintoma que não sou respeitada?
Módulo 2
RESOLUÇÃO DO PROBLEMA
3. Como me posso tornar numa mulher mais interessante?
Devia ser um pouco mais putazona? Mais virgem? Passar menos o bife? Fico melhor de quatro ou na posição de missionário? Devia investir mais em Sagres ou Superbock? Devo deixar de escrever no facebook dele porque isso afugenta as outras? Como posso ser outra pessoa, para eu mesma ser essa pessoa?
4. O que é que um homem quer numa mulher para ela ser “a tal”?
Temos mesmo de engolir aquilo? Ter sexo anal quando estamos com o período, dor de cabeça? Saber assinar cheques em branco para ele ir ao casino? Afinal o que é que um homem valoriza mais numa mulher e que pode fazer com que ele não nos abandone na estação de serviço da Mealhada?
Módulo 3
ACOMPANHAMENTO INDIVIDUAL
Durante o resto da vida, todas as participantes do workshop não podem contactar de qualquer forma o formador, nem sequer aproximar-se dele num raio de 200 metros, a não ser que ele considere que devem ter acompanhamento individual depois da devida avaliação.
Datas e duração
Os workshops terão a duração de uma noite e serão efectuados das 23h00 às 9:30h do dia seguinte.
Número de inscrições:
O workshop realiza-se com um número mínimo de 1 inscrita e máximo de
Localização
O espaço físico onde decorrerá o workshop ainda não está definido, mas será na residência das formandas ou num hotel.
Custo
O preço final ainda está a ser acertado, por causa do IVA. Mas rondará os €39,99 e recebe grátis um abre-caricas.
Pré-inscrições
Quem quiser reservar já uma inscrição, poderá fazê-lo enviando um mail para tolan.baranduna@gmail.com (no subject coloquem Workshop Homem dos Sonhos para não confundir com as inscrições do Workshop Burka é Fashion). Basta manifestar interesse, teste HIV recente e sugerir a data que mais lhe convém. Depois deve aguardar resposta e não voltar a incomodar o formador no caso de ausência de resposta.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
despedir pessoas
Alguns amigos meus estão a ter de despedir pessoas nas empresas onde trabalham. Como são gente nova, estão a fazer os primeiros despedimentos da sua vida e ficam claramente perturbados por isso, demonstrando grande inexperiência no processo e uma costela piegas e sentimental que não se compreende. Tento sempre dar-lhes alguns conselhos para que as coisas corram bem. Infelizmente, são conselhos teóricos, nunca pude despedir ninguém mas assim que tiver poderes para isso, vou contratar alguém só para experimentar a sensação de a despedir alguns meses depois :))
Quando há tempo, é fácil. Vai-se preparando o terreno durante meses, tornando óbvio que aquela pessoa vai ser despedida, ou não lhe dando trabalho absolutamente nenhum, ou dando-lhe trabalho que detesta. O essencial é que, quando receba a notícia, não fique surpreendida e possa mesmo ficar aliviada, vendo o despedimento como uma oportunidade para outra vida, ainda por cima com subsídio de desemprego durante uns tempos e indemnização, algo que não conseguia se se despedisse por si própria.
O problema é que esta crise obriga a despedimentos surpresa e nesses não há tempo para preparar terreno! E os tenrinhos dos meus amigos, mesmo quando sabem quem vai ser despedido e quando, não preparam as coisas como deve ser, ficam ainda mais queridos e compreensivos para o pobre coitado que não suspeita que o seu nome não consta do orçamento do trimestre seguinte e toma aquilo por sinais positivos. Quase que os imagino a chegar a casa e a confessar à namorada ou mulher "querida, acho que o meu chefe e eu nos estamos a dar melhor, ele hoje elogiou o meu trabalho e disse que, não importa o que acontecer, eu devo acreditar que tenho capacidades! Cheira-me a promoção!"
Sem preparar terreno, tudo se define numa conversa normalmente muito curta.
Uma sugestão que faço é usarem um boneco de peluche a quem dão o nome de Mister Troika. Depois fazem um pequeno teatro
- Então Mister Troika? O que significa isso da austeridade?
- Vais ter de despedir o Carlos! Muahaahaha!
- Mas Mister Troika, eu não quero, eu não quero, tu queres Carlos?
- N... Não.
- Vês Mister Troika? O Carlos não quer ser despedido!
- MAS TENS DE O DESPEDIR! A TROIKA MANDA! Muahahahaha!
É uma forma de fazer as coisas. Outra engraçada é deixar que seja o despedido a descobrir por si, isto atenua o choque. Por exemplo, dar-lhe as letras de scrabble E, E, I, D, D, O, P e S, dizer que é um jogo e esperar que ele descubra a palavra DESPEDIDO (em vez de PEEIDDOS). E pronto. É só usar a imaginação, o que custa é começar a conversa. Ficam aqui alguns bons desbloqueadores de conversa:
«O quê Carlos!? O teu computador desapareceu da tua secretária!? Meu Deus, isso é grave, não temos orçamento para outro! Agora sem computador como é que tu trabalhas?»
«Carlos, sabes... as pessoas hoje em dia são muito materialistas, dão demasiado valor ao dinheiro. Não achas? É uma sociedade de consumo, vazia, desprovida de sentido. Há quanto tempo não vais a uma igreja?...»
«Olá Carlos. E quem é esta bebé gorduchinha na foto? Ah, é o Martim. Parecia uma menina, nesta idade não dá bem para ver... Muito bonito. Olha, e o Martim, come muito? Dá muita despesa? E a tua mulher ganha bem?»
«Sabes Carlos, eu adoro este ramo, adoro ser o director financeiro aqui na empresa de moldes de plástico para a indústria automóvel. Não adoras? Não adoras o cheiro a plástico derretido pela manhã? Eu adoro isto, desde pequeno que quis ser isto, moldes e contabilidade. Sabes que uma pessoa só tem sucesso quando gosta mesmo daquilo que faz! Não dá para uma pessoa se "moldar" a este emprego! ahaha! Percebeste? "Moldar"? Epá, eu sinto isso, sinto amor, lágrimas, paixão, quando vejo um bom excel de unidades vendidas ao fim do dia. Diz-me, olha-me nos olhos Carlos, diz-me... tu sentes o mesmo?»
Quando há tempo, é fácil. Vai-se preparando o terreno durante meses, tornando óbvio que aquela pessoa vai ser despedida, ou não lhe dando trabalho absolutamente nenhum, ou dando-lhe trabalho que detesta. O essencial é que, quando receba a notícia, não fique surpreendida e possa mesmo ficar aliviada, vendo o despedimento como uma oportunidade para outra vida, ainda por cima com subsídio de desemprego durante uns tempos e indemnização, algo que não conseguia se se despedisse por si própria.
O problema é que esta crise obriga a despedimentos surpresa e nesses não há tempo para preparar terreno! E os tenrinhos dos meus amigos, mesmo quando sabem quem vai ser despedido e quando, não preparam as coisas como deve ser, ficam ainda mais queridos e compreensivos para o pobre coitado que não suspeita que o seu nome não consta do orçamento do trimestre seguinte e toma aquilo por sinais positivos. Quase que os imagino a chegar a casa e a confessar à namorada ou mulher "querida, acho que o meu chefe e eu nos estamos a dar melhor, ele hoje elogiou o meu trabalho e disse que, não importa o que acontecer, eu devo acreditar que tenho capacidades! Cheira-me a promoção!"
Sem preparar terreno, tudo se define numa conversa normalmente muito curta.
Uma sugestão que faço é usarem um boneco de peluche a quem dão o nome de Mister Troika. Depois fazem um pequeno teatro
- Então Mister Troika? O que significa isso da austeridade?
- Vais ter de despedir o Carlos! Muahaahaha!
- Mas Mister Troika, eu não quero, eu não quero, tu queres Carlos?
- N... Não.
- Vês Mister Troika? O Carlos não quer ser despedido!
- MAS TENS DE O DESPEDIR! A TROIKA MANDA! Muahahahaha!
É uma forma de fazer as coisas. Outra engraçada é deixar que seja o despedido a descobrir por si, isto atenua o choque. Por exemplo, dar-lhe as letras de scrabble E, E, I, D, D, O, P e S, dizer que é um jogo e esperar que ele descubra a palavra DESPEDIDO (em vez de PEEIDDOS). E pronto. É só usar a imaginação, o que custa é começar a conversa. Ficam aqui alguns bons desbloqueadores de conversa:
«O quê Carlos!? O teu computador desapareceu da tua secretária!? Meu Deus, isso é grave, não temos orçamento para outro! Agora sem computador como é que tu trabalhas?»
«Carlos, sabes... as pessoas hoje em dia são muito materialistas, dão demasiado valor ao dinheiro. Não achas? É uma sociedade de consumo, vazia, desprovida de sentido. Há quanto tempo não vais a uma igreja?...»
«Olá Carlos. E quem é esta bebé gorduchinha na foto? Ah, é o Martim. Parecia uma menina, nesta idade não dá bem para ver... Muito bonito. Olha, e o Martim, come muito? Dá muita despesa? E a tua mulher ganha bem?»
«Sabes Carlos, eu adoro este ramo, adoro ser o director financeiro aqui na empresa de moldes de plástico para a indústria automóvel. Não adoras? Não adoras o cheiro a plástico derretido pela manhã? Eu adoro isto, desde pequeno que quis ser isto, moldes e contabilidade. Sabes que uma pessoa só tem sucesso quando gosta mesmo daquilo que faz! Não dá para uma pessoa se "moldar" a este emprego! ahaha! Percebeste? "Moldar"? Epá, eu sinto isso, sinto amor, lágrimas, paixão, quando vejo um bom excel de unidades vendidas ao fim do dia. Diz-me, olha-me nos olhos Carlos, diz-me... tu sentes o mesmo?»
este video, eleito o melhor video fail de 2011, explica a questão da Fé dos homens, as suas origens e motivações.
(um dos fails maiores de 2011 foi o congresso americano ter votado favoravelmente a uma moção que considera a pizza um vegetal, com o argumento de de que está coberta de concentrado de tomate. Não é piada. O objectivo é contornar as leis de alimentação saudável em cantinas escolares. Ah, republicanos...)
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
quem vê, tv tv, sofre mais que sei lá o quê
É curioso tratamento que é prestado à figura do escritor aqui em Portugal nas televisões. Não sei se é assim nos outros países, mas quando eu vejo escritores em tvs estrangeiras (pelo youtube) fazem-lhes perguntas sobre literatura, livros, crítica etc. e não apenas sobre banalidades gerais sobre a vida, o amor, as pessoas hoje em dia, o ritmo dos tempos modernos, o materialismo, o fim do livro, a degradação da juventude, o acto sagrado de ler, os rituais de virar a página, de tocar na merda do livro etc. Alguns, levam-se brutalmente a sério neste papel, vai de dizer que é a mão que escreve e que já chorou a escrever e o outro que o livro é uma igreja, dá a sensação que consideram o "livro" uma coisa melhor que um jogo de playstation ou um queijo bom.
Mesmo aquelas entrevistas na RTP2, daquela jornalista que parecia estar sempre a chorar ou em sofrimento, que nem eram más, não abordavam temas propriamente literários, eram sempre de pendor intimista e tanto podiam estar ali como numa SIC Mulher Intelectual. Tudo bem, acho isso tudo muito interessante, mas eu, que por acaso leio livros, gosto de entrevistas que falem de escrita, da própria visão do autor sobre a sua obra e a dos outros, mas uma visão crítica. E isso não acontece porque a entrevista na TV tem de ser passível de consumo pela maioria que, obviamente, não lê, pois estamos num país que está em último lugar no ranking da OCDE (em 41 países) na leitura e compreensão de textos e em penúltimo no ranking da iliteracia na Europa comunitária. E a televisão é para todos, especialmente a maioria. Não fazia sentido estar a ali a falar de livros e a confrontar o autor com críticas que lhe são feitas ou pedir-lhe a opinião obre coisas de literatura, porque isso era falar chinês lá para casa.
Mesmo aquelas entrevistas na RTP2, daquela jornalista que parecia estar sempre a chorar ou em sofrimento, que nem eram más, não abordavam temas propriamente literários, eram sempre de pendor intimista e tanto podiam estar ali como numa SIC Mulher Intelectual. Tudo bem, acho isso tudo muito interessante, mas eu, que por acaso leio livros, gosto de entrevistas que falem de escrita, da própria visão do autor sobre a sua obra e a dos outros, mas uma visão crítica. E isso não acontece porque a entrevista na TV tem de ser passível de consumo pela maioria que, obviamente, não lê, pois estamos num país que está em último lugar no ranking da OCDE (em 41 países) na leitura e compreensão de textos e em penúltimo no ranking da iliteracia na Europa comunitária. E a televisão é para todos, especialmente a maioria. Não fazia sentido estar a ali a falar de livros e a confrontar o autor com críticas que lhe são feitas ou pedir-lhe a opinião obre coisas de literatura, porque isso era falar chinês lá para casa.
Reparar
Vi há pouco o Gonçalo M. Tavares no jornal da TVI a conversar com o professor Marcelo e a dizer coisas como "reparar", que era a mesma coisa que prestar atenção e reparar no sentido de reparar uma coisa mecânica e que por isso reparar nas coisas era importante. Marcelo sorria embevecido. Disse mais coisas do género. Concentrar é concentrar a atenção numa coisa. E que um livro era uma forma de abrandar o tempo, que cada vez mais se apercebia que ler era como entrar numa igreja. O Benfica ganhou, golo aos 85m.
sábado, 10 de dezembro de 2011
a minha vida corre-me mal
Está frio quando me deito e deixo as meias calçadas e uma camisola quente, mas depois a meio da noite tenho calor a mais. Depois tenho preguiça de tirar roupa e penso nisso constantemente, que tenho calor a mais mas que não me apetece tirar roupa e então durmo mal.
À noite bebo um bocadinho de sumo e não coloco a garrafa no frigorífico porque não vou beber mais naquele dia mas depois de manhã fico chateado do sumo não estar fresquinho.
Às vezes vejo o nível da água da máquina nespresso quase no fim e mesmo assim arrisco tirar um café e depois não há água que chegue e a máquina engasga muito tempo, mesmo que meta lá água outra vez e até desisto de beber o café. Também me esqueço se pus uma cápsula nova cinco segundos antes ou se tenho de por outra.
Sei que estou atrasado para o emprego quando o depósito do carro chega à reserva e a luz acende a avisar que tenho de perder tempo a encontrar uma bomba de gasolina e atestar.
Durante a minha semana está sempre bom tempo e sol e depois ao fim de semana chove-me em cima.
Quando se acaba o pão, vasculho pelos armários à procura de tostinhas e depois encontro um pacotinho só que as tostinhas estão moles porque abri o pacotinho e não o fechei. Quando encontro um pacotinho fechado, normalmente as tostinhas estão desfeitas como se alguém no armazém dos pacotinhos de tostinhas tivesse saltado em cima dele cheio de raiva (talvez um sindicalista).
Sei sempre quando o presidente da minha empresa me está a tentar ligar a pedir uma coisa urgente, é quando a bateria do meu telemóvel acaba e não consigo receber chamadas.
Quando fico em casa por estar doente ou de férias e quero descansar, passo a manhã muito assustado porque a campainha da porta se farta de tocar. Nunca abro nem vou sequer ver quem é, hoje em dia as pessoas telefonam ou mandam sms ou dão um toque quando chegam aos sítios para lhes abrirem a porta, já não se toca à campainha.
Não suporto filas de trânsito e quando vejo uma tenho sempre o reflexo inconsciente de me meter na primeira saída ou desvio que encontro e depois perco-me e acabo por perder muito mais tempo do que iria perder se tivesse ficado na fila ou então apanho outra pior mais à frente e já não consigo fugir.
Apanho sempre os bons programas de rádio já no fim, quando o locutor diz o nome das pessoas no estúdio e lhes pede os "comentários finais". Ou então os bons programas começam quando estou a estacionar o carro à porta de casa ou do emprego. Às vezes fico no carro um bocadinho a ouvir mas depois sinto-me deprimido.
Quando estou sozinho muito tempo começo a falar sozinho para não perder o jeito e treino pedidos do Mac. Quando sinto que estou pronto e ensaiei que chegue, vou ao Mac do bairro para dizer "era um double cheese, cerveja e em vez das batatas era uma sopa pequena" mas quando chego lá atrapalho-me e peço outras coisas. Tiro sempre palhinha do coiso das palhinhas, por reflexo, e só quando vou a abrir a palhinha é que me apercebo que foi estúpido porque estou a beber cerveja, mas levo a palhinha para casa porque posso precisar dela, por exemplo, para dar ao pedinte da minha rua que também pode precisar dela caso queira beber um cocktail ou algo assim.
Às vezes não tenho paciência para desabotoar os botões das camisas e tento tirá-las mas depois fica sempre uma manga presa e depois é tão difícil de a desabotoar quando está do avesso e repuxada que desisto e ando um bocadinho pela casa com a camisa assim presa pela manga, a fingir que não me incomoda.
Ao fim de semana quando se reúnem as condições ideais para a prática de playstation, a playstation network vai abaixo e, apesar de saber que não serve de nada, clico no loggin dezenas vezes de seguida e levo outras tantas vezes com o Error code 80028E01 até desistir. Até já decorei a merda do código. 80028E01. É como se fosse um jogo, é assim que tento encarar as coisas.
Deram-me um carro alemão de grande potência e gabarito, daqueles que instigam ódio e temor nos sindicalistas, mesmo na véspera da maior crise económica de sempre e ao conduzi-lo sinto-me como naquelas relações impossíveis que sabemos que vão acabar um dia e há aquela melancolia da separação iminente. Também é por isso que fico nele a ouvir rádio, são momentos para mais tarde recordar. Posso dizer aos meus filhos, um dia, que conduzi um carro daqueles, enquanto os levo ao parque infantil do IKEA num fiat punto em 2ª mão, ao sábado de manhã.
Sempre que vou ao minipreço há uma velha que invade o meu espaço pessoal quando estou a colocar as compras no tapete e depois há problemas no código de barras de um congelado. E a velha olha-me com o preconceito rancoroso de que o jovem acha que as velhas o olham com preconceito rancoroso.
Quando vou ao Pingo-Doce nunca levo carrinho, já desisti de levar carrinho, normalmente o que eu escolho tem sempre uma roda manca ou presa e chia o tempo todo ou então anda na diagonal contra as prateleiras e atira coisas ao chão e tento fugir dali discretamente mas o chiar das rodas chama a atenção de meio supermercado e olham-me com reprovação.
Disseram-me que aquilo do Segredo era pensar muito numa coisa e desejar muito uma coisa, mas suspeito que o meu segredo é ao contrário porque só tenho aquilo que não desejo e aquilo que desejo, normalmente não acontece. Primeiro tentei a seguinte estratégia para contornar isto: quando quero uma coisa, tento afastar rapidamente essa vontade para que o meu anti-segredo não destrua as poucas hipótese que tenho. Mas ainda era pior, é como quando fazemos um esforço para esquecer um mau dia antes de dormir e acabamos por piorar aquilo e pensar só em cosas más em cadeia. Então recorri ao truque de desejar coisas que me são indiferentes mas que fica bem dizer que se quer, como a paz mundial por exemplo, para ocupar o anti-segredo com qualquer coisa. Consigo viver bem com a consciência de que cada conflito e morte violenta no mundo é, em maior ou menor grau, culpa minha, mas é um preço que estou a disposto a pagar para um dia ser escrit... nada, nada.
À noite bebo um bocadinho de sumo e não coloco a garrafa no frigorífico porque não vou beber mais naquele dia mas depois de manhã fico chateado do sumo não estar fresquinho.
Às vezes vejo o nível da água da máquina nespresso quase no fim e mesmo assim arrisco tirar um café e depois não há água que chegue e a máquina engasga muito tempo, mesmo que meta lá água outra vez e até desisto de beber o café. Também me esqueço se pus uma cápsula nova cinco segundos antes ou se tenho de por outra.
Sei que estou atrasado para o emprego quando o depósito do carro chega à reserva e a luz acende a avisar que tenho de perder tempo a encontrar uma bomba de gasolina e atestar.
Durante a minha semana está sempre bom tempo e sol e depois ao fim de semana chove-me em cima.
Quando se acaba o pão, vasculho pelos armários à procura de tostinhas e depois encontro um pacotinho só que as tostinhas estão moles porque abri o pacotinho e não o fechei. Quando encontro um pacotinho fechado, normalmente as tostinhas estão desfeitas como se alguém no armazém dos pacotinhos de tostinhas tivesse saltado em cima dele cheio de raiva (talvez um sindicalista).
Sei sempre quando o presidente da minha empresa me está a tentar ligar a pedir uma coisa urgente, é quando a bateria do meu telemóvel acaba e não consigo receber chamadas.
Quando fico em casa por estar doente ou de férias e quero descansar, passo a manhã muito assustado porque a campainha da porta se farta de tocar. Nunca abro nem vou sequer ver quem é, hoje em dia as pessoas telefonam ou mandam sms ou dão um toque quando chegam aos sítios para lhes abrirem a porta, já não se toca à campainha.
Não suporto filas de trânsito e quando vejo uma tenho sempre o reflexo inconsciente de me meter na primeira saída ou desvio que encontro e depois perco-me e acabo por perder muito mais tempo do que iria perder se tivesse ficado na fila ou então apanho outra pior mais à frente e já não consigo fugir.
Apanho sempre os bons programas de rádio já no fim, quando o locutor diz o nome das pessoas no estúdio e lhes pede os "comentários finais". Ou então os bons programas começam quando estou a estacionar o carro à porta de casa ou do emprego. Às vezes fico no carro um bocadinho a ouvir mas depois sinto-me deprimido.
Quando estou sozinho muito tempo começo a falar sozinho para não perder o jeito e treino pedidos do Mac. Quando sinto que estou pronto e ensaiei que chegue, vou ao Mac do bairro para dizer "era um double cheese, cerveja e em vez das batatas era uma sopa pequena" mas quando chego lá atrapalho-me e peço outras coisas. Tiro sempre palhinha do coiso das palhinhas, por reflexo, e só quando vou a abrir a palhinha é que me apercebo que foi estúpido porque estou a beber cerveja, mas levo a palhinha para casa porque posso precisar dela, por exemplo, para dar ao pedinte da minha rua que também pode precisar dela caso queira beber um cocktail ou algo assim.
Às vezes não tenho paciência para desabotoar os botões das camisas e tento tirá-las mas depois fica sempre uma manga presa e depois é tão difícil de a desabotoar quando está do avesso e repuxada que desisto e ando um bocadinho pela casa com a camisa assim presa pela manga, a fingir que não me incomoda.
Ao fim de semana quando se reúnem as condições ideais para a prática de playstation, a playstation network vai abaixo e, apesar de saber que não serve de nada, clico no loggin dezenas vezes de seguida e levo outras tantas vezes com o Error code 80028E01 até desistir. Até já decorei a merda do código. 80028E01. É como se fosse um jogo, é assim que tento encarar as coisas.
Deram-me um carro alemão de grande potência e gabarito, daqueles que instigam ódio e temor nos sindicalistas, mesmo na véspera da maior crise económica de sempre e ao conduzi-lo sinto-me como naquelas relações impossíveis que sabemos que vão acabar um dia e há aquela melancolia da separação iminente. Também é por isso que fico nele a ouvir rádio, são momentos para mais tarde recordar. Posso dizer aos meus filhos, um dia, que conduzi um carro daqueles, enquanto os levo ao parque infantil do IKEA num fiat punto em 2ª mão, ao sábado de manhã.
Sempre que vou ao minipreço há uma velha que invade o meu espaço pessoal quando estou a colocar as compras no tapete e depois há problemas no código de barras de um congelado. E a velha olha-me com o preconceito rancoroso de que o jovem acha que as velhas o olham com preconceito rancoroso.
Quando vou ao Pingo-Doce nunca levo carrinho, já desisti de levar carrinho, normalmente o que eu escolho tem sempre uma roda manca ou presa e chia o tempo todo ou então anda na diagonal contra as prateleiras e atira coisas ao chão e tento fugir dali discretamente mas o chiar das rodas chama a atenção de meio supermercado e olham-me com reprovação.
Disseram-me que aquilo do Segredo era pensar muito numa coisa e desejar muito uma coisa, mas suspeito que o meu segredo é ao contrário porque só tenho aquilo que não desejo e aquilo que desejo, normalmente não acontece. Primeiro tentei a seguinte estratégia para contornar isto: quando quero uma coisa, tento afastar rapidamente essa vontade para que o meu anti-segredo não destrua as poucas hipótese que tenho. Mas ainda era pior, é como quando fazemos um esforço para esquecer um mau dia antes de dormir e acabamos por piorar aquilo e pensar só em cosas más em cadeia. Então recorri ao truque de desejar coisas que me são indiferentes mas que fica bem dizer que se quer, como a paz mundial por exemplo, para ocupar o anti-segredo com qualquer coisa. Consigo viver bem com a consciência de que cada conflito e morte violenta no mundo é, em maior ou menor grau, culpa minha, mas é um preço que estou a disposto a pagar para um dia ser escrit... nada, nada.
estou a ficar ibérico, para além de alemão
O meu palpite é 3-1 para o Real.
Na imagem abaixo, o malvado Messi tenta um golpe de karate no coitado do Pepe que felizmente se consegue desviar a tempo. Esperemos que o árbitro não "contemporize com estas situações", como dizem nos relatos no rádio.
Na imagem abaixo, o malvado Messi tenta um golpe de karate no coitado do Pepe que felizmente se consegue desviar a tempo. Esperemos que o árbitro não "contemporize com estas situações", como dizem nos relatos no rádio.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
percebem porque precisamos de uma gaja alemã ?
«Vamos criar uma nova união fiscal para o euro que será um união de estabilidade ao criar um travão à dívida para todos os países do euro e todos os que queiram aderir»
Angela Merkl
«As dívidas por definição são eternas (...) Pagar a dívida é ideia de criança (...) As dívidas gerem-se, foi assim que eu estudei (...) há uma campanha da direita contra a dívida, há um ódio ao Estado social.»
citação e palestra económica completa aqui.
Angela Merkl
«As dívidas por definição são eternas (...) Pagar a dívida é ideia de criança (...) As dívidas gerem-se, foi assim que eu estudei (...) há uma campanha da direita contra a dívida, há um ódio ao Estado social.»
citação e palestra económica completa aqui.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
._.
Às vezes penso que o momento que estamos a viver pode ser um daqueles que antecedeu aquelas coisas que nos livros de história já estão totalmente mastigadas e digeridas pelo tempo e estudo e é facílimo percebermos o que se fez mal e encolhemos os ombros e pensamos "se eu fosse judeu tinha-me pirado dali logo quando quando Hitler foi eleito". Todos os dias, como um agarrado, procuro mais e mais notícias económicas, leio artigos, entrevistas, reportagens e analiso dados, tento formar o meu puzzle mental sobre o que vai acontecer no futuro e qual a opção objectivamente mais correcta para mim (emigrar? levantar o dinheiro e meter num cofre? consumir? abrir conta na suiça? desistir do Meo?) Não chego propriamente a conclusão nenhuma. Depois, como naturalmente sucede a propósito de qualquer assunto complexo, oiço opiniões de quem literalmente já nasceu com opinião, a começar pelo inevitável Cavaco Silva que nunca se engana e raramente tem dúvidas. Se calha ler comentários a notícias então, fico deprimido durante horas e fico sem sentido de humor e sem inspiração. Se for em doses pequenas isso não acontece, até pode servir de incentivo, mas agora fiquei soterrado na minha própria mente com os ecos das opiniões dos outros.
Limito-me a jogar Battlefield 3 nas poucas horas vagas, a beber cerveja, a fumar e a comer pizza congelada. Tudo isto levanta grandes reservas à minha fé na humanidade em geral, a propósito de tudo. Acho que não gosto de vocês, da imagem que tenho de vocês em geral. Sei que é injusto e estúpido, afinal, vocês não são comentadores de jornais e o meu leitor ideal não é o Cavaco Silva ou o Carvalho da Silva. Vou tentar abstrair-me o mais possível da novela em que vivemos e mergulhar de novo nos livros com histórias e esperar que todos se transformem em bonecos de peluche outra vez. É tempo de dizer chega às notícias.
gosto da Merkl, serei normal?
Registo com alguma apreensão e de passaporte na mão, a onda de nacionalismo e súbito espírito democrático dos portugueses quando se trata de criticar a Merkl ou sonhar com o escudo. Quase que se confunde com a histeria em torno da selecção de Scolari. Não chega ainda ao ponto dos gregos que se passeiam com cartazes com suásticas em cima de Merkl. Entretanto, Sarkozy, o político mais arrepiante que a frança pariu nas últimas décadas, tem atascado a solução mais natural (defaults controlados ou perdão das dívidas, falência de bancos etc.) há mais de um ano e passeia a sua hipocrisia anti-globalização enquanto vende milhões à China e recebe os seus turistas. É preciso acalmar a extrema direita, vencê-la no próprio campo. Só o BNP Paribas tem 12 mil milhões de dívida italiana. Para uma visão melhor do jogo político actual recomendo este gráfico. Olhem só ali a setinha vermelha e gorda das dívidas da Itália à França. Há muito que o Sarkozy percebeu isto e que a Grécia era o aperitivo. Mas sim, a Merkl é má. O que queremos da alemanha é que continue a pagar a factura e nos deixe brincar à classe média movida a endividamento, sem se armar em ditadora e exigir vir cá agora auditar as nossas contas e impor-nos limites. Queremos uma democracia de empréstimo e a bons juros. Ou então o escudo, sim, isso faria os sindicalistas contentes porque se devalorizarmos a moeda, Cavaco Silva style, eles continuam a receber 500 contos ao fim do mês e nem dão por nada, desde que haja hortas urbanas que cheguem.
sábado, 3 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
fado é património cultural imaterial da unesco
Não tive tempo de comentar isto. Agora se calhar não vou muito a tempo mas era para dizer que o fado é património cultural imaterial da unesco e que isso é bom e motivo de orgulho.
Colombia The Wayuu normative system, applied by the Pütchipü’üi
Spain Human towers
Zimbabwe The Mbende Jerusarema Dance
Comove-me muito saber que o fado foi equiparado às torres humanas de espanha e à dança Mbende Jerusarema.Foi um pequeno passo para nós, é a primeira entrada de Portugal neste clube de elite.
De notar que a entrada conjunta: Greece, Italy, Spain, Morocco The Mediterranean diet, não conta com Portugal. É pena. Tanta vez que chorámos a descascar cebola e ficámos com as pontas dos dedos a cheirar a alho, tantos salpicos escaldantes de azeite, e tudo para nada, andamos a enganar-nos em vão.
Por outro lado, a Grécia não aparece com nenhuma outra entrada para património cultural da humanidade, a não ser esta da dieta mediterrânica. Parece-me que pelo menos foi reposta a justiça com o facto de nós termos uma e eles 1/4 de entrada, visto que em tudo costumamos estar sempre um pouco à frente deles.
Entretanto, cheira-me que a bola está a rolar, Coimbra já anunciou que vai candidatar o seu fado de Coimbra que é diferente do fado de Lisboa. E é conhecido o talento e apetência dos nossos autarcas pelos recordes do Guiness, uma forma sempre nobre de colocar um concelho no mapa. Acredito que com a ajuda de todos e muitas comissões, um dia chegaremos aos calcanhares da Croácia, esse país tão conhecido mundialmente pela fantástica contribuição para o património cultural imaterial da humanidade e que conta, sozinha, com 12 entradas, ficando no top 3 de países que mais contribuem com património imaterial para todos nós.
Croatia Annual carnival bell ringers’ pageant from the Kastav area 2009 2009 ENA [47]
Croatia Gingerbread craft from northern Croatia (Licitar) 2010 2010 ENA [48]
Croatia Ojkanje singing 2010 2010 ENA [49]
Croatia Lacemaking in Croatia 2009 2009 ENA [50]
Croatia Procession Za Križen on the island of Hvar 2009 2009 ENA [51]
Croatia The Sinjska alka, a knights' tournament in Sinj 2010 2010 ENA [52]
Croatia Spring procession of Ljelje/Kraljice (queens) from Gorjani 2009 2009 ENA [53]
Croatia The festivity of Saint Blaise, the patron of Dubrovnik 2009 2009 ENA [54]
Croatia Traditional manufacturing of children’s wooden toys in Hrvatsko Zagorje 2009 2009 ENA [55]
Croatia Two-part singing and playing in the Istrian scale 2009 2009 ENA [56]
Croatia Bećarac singing and playing from Eastern Croatia 2009 2011 ENA [57]
Croatia Nijemo Kolo, silent circle dance of the Dalmatian hinterland
Colombia The Wayuu normative system, applied by the Pütchipü’üi
Spain Human towers
Zimbabwe The Mbende Jerusarema Dance
Comove-me muito saber que o fado foi equiparado às torres humanas de espanha e à dança Mbende Jerusarema.Foi um pequeno passo para nós, é a primeira entrada de Portugal neste clube de elite.
António Costa a mostrar à Unesco o fado, instantes depois de ter posto inadvertidamente o mp3 do crazy frog a tocar
De notar que a entrada conjunta: Greece, Italy, Spain, Morocco The Mediterranean diet, não conta com Portugal. É pena. Tanta vez que chorámos a descascar cebola e ficámos com as pontas dos dedos a cheirar a alho, tantos salpicos escaldantes de azeite, e tudo para nada, andamos a enganar-nos em vão.
Por outro lado, a Grécia não aparece com nenhuma outra entrada para património cultural da humanidade, a não ser esta da dieta mediterrânica. Parece-me que pelo menos foi reposta a justiça com o facto de nós termos uma e eles 1/4 de entrada, visto que em tudo costumamos estar sempre um pouco à frente deles.
Entretanto, cheira-me que a bola está a rolar, Coimbra já anunciou que vai candidatar o seu fado de Coimbra que é diferente do fado de Lisboa. E é conhecido o talento e apetência dos nossos autarcas pelos recordes do Guiness, uma forma sempre nobre de colocar um concelho no mapa. Acredito que com a ajuda de todos e muitas comissões, um dia chegaremos aos calcanhares da Croácia, esse país tão conhecido mundialmente pela fantástica contribuição para o património cultural imaterial da humanidade e que conta, sozinha, com 12 entradas, ficando no top 3 de países que mais contribuem com património imaterial para todos nós.
Croatia Annual carnival bell ringers’ pageant from the Kastav area 2009 2009 ENA [47]
Croatia Gingerbread craft from northern Croatia (Licitar) 2010 2010 ENA [48]
Croatia Ojkanje singing 2010 2010 ENA [49]
Croatia Lacemaking in Croatia 2009 2009 ENA [50]
Croatia Procession Za Križen on the island of Hvar 2009 2009 ENA [51]
Croatia The Sinjska alka, a knights' tournament in Sinj 2010 2010 ENA [52]
Croatia Spring procession of Ljelje/Kraljice (queens) from Gorjani 2009 2009 ENA [53]
Croatia The festivity of Saint Blaise, the patron of Dubrovnik 2009 2009 ENA [54]
Croatia Traditional manufacturing of children’s wooden toys in Hrvatsko Zagorje 2009 2009 ENA [55]
Croatia Two-part singing and playing in the Istrian scale 2009 2009 ENA [56]
Croatia Bećarac singing and playing from Eastern Croatia 2009 2011 ENA [57]
Croatia Nijemo Kolo, silent circle dance of the Dalmatian hinterland
vem aí o Natal
Hoje de manhã conversei um bocadinho com o arrumador, o tal que me pergunta o que estou a ler. Disse-me que ia fazer uma cura, 20 dias sem beber. É alcoólico e falámos um bocado disso, de como ele começou e trocámos impressões sobre cerveja, ressacas e sintomas. Disse-me que estava com a cabeça desarrumada, o físico já se ressentia, a vida estava toda confusa. É um tipo educado e sorridente e ainda não chegou aquele ponto de decadência final.
Desejei-nos boa sorte. O Natal este ano não se deve manifestar com tanto fulgor como nos anos normais e por isso vai ser menos agressivo do que costuma ser e isso é bom. O cone gigante de plástico a que chamam a maior árvore de natal do mundo é capaz de ficar encaixotado e de não aparecer no terreiro do paço. Talvez não haja engarrafamentos nos parques de estacionamento dos supermercados nos dias em que só lá quero ir comprar uma pizza congelada e um pack de Sagres.
As crianças gostam do Natal e o Natal é para as crianças. Porque recebem prendas, recebem mais prendas do que em qualquer outra altura do ano. Não gostam especialmente da Páscoa por exemplo, que é uma celebração religiosa com mais pontos na escala de richter da religião. Eu também gostava da árvore de natal e das luzinhas que de vez em quando davam choques a uma das minhas cadelas que insistia em farejá-las com o nariz húmido.
Estou cansado. Ontem no pingo doce assisti a uma violenta discussão (é Natal, as pessoas andam tensas) entre um senhor e uma senhora, houve um mal entendido qualquer e depois de uma série de impropérios e acusações, o senhor gritou "aposto que a senhora é de direita! Pois eu, sou de esquerda!" Foi o momento alto do meu dia.
O problema dos ganhos de lucidez com as desilusões da vida é que depois termos de fazer um esforço para procurar a inconsciência dos felizes e isso implica vícios. Uma boa forma de rebeldia para com a vida e as coisas em geral passa pela destruição do eu.
Mas gosto imenso do Natal, espero não estar a transmitir a impressão errada. Gosto sobretudo pela caridade e amor que nesta época se revelam tanto e que aparecem em directo no telejornal, aquela ceia de Natal dos pobres, é bom estarmos a comer em casa e sabermos que nessa noite os pobrezinhos também têm uma postinha de bacalhau com couve. As pessoas que fazem coisas boas para ajudar o próximo e sentem o calorzinho, aquela satisfação de serem boas pessoas e bem intencionadas. O corrector ortográfico sugere-me que corrija "calorzinho" por "cavalo-marinho". Experimentem lá a ver se o vosso também sugere isso. Cavalos-marinhos, aí está um bicho que faz acreditar em coisas mágicas. É engraçado, o cavalo-marinho.
Desejei-nos boa sorte. O Natal este ano não se deve manifestar com tanto fulgor como nos anos normais e por isso vai ser menos agressivo do que costuma ser e isso é bom. O cone gigante de plástico a que chamam a maior árvore de natal do mundo é capaz de ficar encaixotado e de não aparecer no terreiro do paço. Talvez não haja engarrafamentos nos parques de estacionamento dos supermercados nos dias em que só lá quero ir comprar uma pizza congelada e um pack de Sagres.
As crianças gostam do Natal e o Natal é para as crianças. Porque recebem prendas, recebem mais prendas do que em qualquer outra altura do ano. Não gostam especialmente da Páscoa por exemplo, que é uma celebração religiosa com mais pontos na escala de richter da religião. Eu também gostava da árvore de natal e das luzinhas que de vez em quando davam choques a uma das minhas cadelas que insistia em farejá-las com o nariz húmido.
Estou cansado. Ontem no pingo doce assisti a uma violenta discussão (é Natal, as pessoas andam tensas) entre um senhor e uma senhora, houve um mal entendido qualquer e depois de uma série de impropérios e acusações, o senhor gritou "aposto que a senhora é de direita! Pois eu, sou de esquerda!" Foi o momento alto do meu dia.
O problema dos ganhos de lucidez com as desilusões da vida é que depois termos de fazer um esforço para procurar a inconsciência dos felizes e isso implica vícios. Uma boa forma de rebeldia para com a vida e as coisas em geral passa pela destruição do eu.
Mas gosto imenso do Natal, espero não estar a transmitir a impressão errada. Gosto sobretudo pela caridade e amor que nesta época se revelam tanto e que aparecem em directo no telejornal, aquela ceia de Natal dos pobres, é bom estarmos a comer em casa e sabermos que nessa noite os pobrezinhos também têm uma postinha de bacalhau com couve. As pessoas que fazem coisas boas para ajudar o próximo e sentem o calorzinho, aquela satisfação de serem boas pessoas e bem intencionadas. O corrector ortográfico sugere-me que corrija "calorzinho" por "cavalo-marinho". Experimentem lá a ver se o vosso também sugere isso. Cavalos-marinhos, aí está um bicho que faz acreditar em coisas mágicas. É engraçado, o cavalo-marinho.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
um post de bola
Com este, os últimos 6 Benfica - Sporting foram vencidos pelo Benfica e a diferença de golos vai em 13-2. Assisti ao jogo numa tasca com 90% de lagartos, infelizmente é a mais próxima de minha casa. O jogo decorreu exactamente como previ, excepto pela ausência do 2 a 0 (houve duas bolas ao poste, a do Gaitan merecia ser 0,5 golo e duas oportunidades, numa delas até vimos o Cardozo sentar 2 defesas, algo que nunca pensei ver). O Benfica teve um jogo de intensidade enorme em Manchester e previ que iria descer de rendimento ao longo da partida e sem um 2 a 0 no momento em que as equipas estavam equiparadas a nível físico, o Sporting iria dominar a segunda parte. A substituição adequada seria Cardozo por Rodrigo mas o palerma foi expulso e isso quase tirou a hipótese do contra-golpe, encostando o Benfica à sua área. E penso que Nolito deveria ter jogado de início, mas admiro a coragem de Jorge Jesus de ter metido Rodrigo a jogar quando estávamos com 10.
Ouvi expressões como "estas são as únicas duas equipas a jogar futebol este ano, o FCP está arrumado", mas honestamente, não acho nada disso. Não acho nem que o FCP esteja arrumado (hoje será um teste decisivo) nem que o Sporting seja uma equipa ao nível do Benfica, isso é quase um insulto aos credores do Benfica. O Sporting está melhor e tem uma atitude muito louvável, mas há um hiato de qualidade do plantel face aos rivais que virá ao de cima em jogos decisivos ou aqueles em que joga mal. O Benfica não perde há 23 jogos, é o único clube da Europa a fazê-lo (o Barcelona perdeu com o Getafe) e isto a jogar na Champions também. Obviamente que fez muitos jogos péssimos nesses 23, mas ganhou na mesma porque tem jogadores que podem, num lance, resolver a questão. Tenho visto o Benfica jogar de forma algo italiana, começa os jogos sempre com a carga toda, depois abranda e aguarda e é extremamente eficaz. A eficácia advém de um índice de confiança elevado, de maturidade e sobretudo qualidade individual. A confiança defensiva por sua vez vem de Artur que está a ser a pedra base desta época.
Acredito que a diferença do FCP da época passada face a esta se deve quase exclusivamente à ausência de Falcão, combinada com uma baixa de forma de Moutinho. Podem dizer que não é um jogador só que explica uma diferença de qualidade, mas isso não é verdade. O Benfica sem Aimar não é o mesmo. O Barcelona sem Messi ou o Madrid sem Ronaldo, não são os mesmos. No caso de Falcão falamos de um goleador e a existência de um jogador com aquelas características tem uma influência enorme na forma como a equipa joga quando tem a bola. O objectivo é fazer uma assistência para o Falcão. E antes desse último passe, o objectivo é criar uma situação em que se possa fazer uma assistência para o Falcão. Sendo que "assistência", no caso do Falcão, podia ser qualquer bola em qualquer zona próxima da área. Sem essa referência (como Jardel foi para o FCP e o SCP) a equipa fica sem saber muito bem o que fazer. Chegámos ao disparate de ver Hulk a jogar no meio à frente da baliza e hoje devemos ver isso de novo, o que só me lembra os tempos em que jogávamos com o Simão aí, porque ele marcava mais golos que os pontas de lança. É uma tentação de qualquer treinador: é preciso marcar golos, vou meter o melhor jogador o mais perto possível da baliza. É desespero.
Ouvi expressões como "estas são as únicas duas equipas a jogar futebol este ano, o FCP está arrumado", mas honestamente, não acho nada disso. Não acho nem que o FCP esteja arrumado (hoje será um teste decisivo) nem que o Sporting seja uma equipa ao nível do Benfica, isso é quase um insulto aos credores do Benfica. O Sporting está melhor e tem uma atitude muito louvável, mas há um hiato de qualidade do plantel face aos rivais que virá ao de cima em jogos decisivos ou aqueles em que joga mal. O Benfica não perde há 23 jogos, é o único clube da Europa a fazê-lo (o Barcelona perdeu com o Getafe) e isto a jogar na Champions também. Obviamente que fez muitos jogos péssimos nesses 23, mas ganhou na mesma porque tem jogadores que podem, num lance, resolver a questão. Tenho visto o Benfica jogar de forma algo italiana, começa os jogos sempre com a carga toda, depois abranda e aguarda e é extremamente eficaz. A eficácia advém de um índice de confiança elevado, de maturidade e sobretudo qualidade individual. A confiança defensiva por sua vez vem de Artur que está a ser a pedra base desta época.
Acredito que a diferença do FCP da época passada face a esta se deve quase exclusivamente à ausência de Falcão, combinada com uma baixa de forma de Moutinho. Podem dizer que não é um jogador só que explica uma diferença de qualidade, mas isso não é verdade. O Benfica sem Aimar não é o mesmo. O Barcelona sem Messi ou o Madrid sem Ronaldo, não são os mesmos. No caso de Falcão falamos de um goleador e a existência de um jogador com aquelas características tem uma influência enorme na forma como a equipa joga quando tem a bola. O objectivo é fazer uma assistência para o Falcão. E antes desse último passe, o objectivo é criar uma situação em que se possa fazer uma assistência para o Falcão. Sendo que "assistência", no caso do Falcão, podia ser qualquer bola em qualquer zona próxima da área. Sem essa referência (como Jardel foi para o FCP e o SCP) a equipa fica sem saber muito bem o que fazer. Chegámos ao disparate de ver Hulk a jogar no meio à frente da baliza e hoje devemos ver isso de novo, o que só me lembra os tempos em que jogávamos com o Simão aí, porque ele marcava mais golos que os pontas de lança. É uma tentação de qualquer treinador: é preciso marcar golos, vou meter o melhor jogador o mais perto possível da baliza. É desespero.
sábado, 26 de novembro de 2011
anedotas de matemática!!!!1!
Acabei de descobrir que que tenho inúmeros fãs com conhecimentos de matemática na minha página FB. Nerds, unite!
sem tempo para escrever, ou, em inglês, timeless to write
Não sou eu que escrevo, é a mão, como diz o outro, no meu caso, as duas mãos, pois escrevo num teclado. A escrever à mão (sou canhoto), com caneta e papel, sinto-me como se estivesse num exercício de fisioterapia depois de um AVC. A minha letra assemelha-se a um electrocardiograma de um esquilo a quem roubaram a avelã. É tão ilegível que nem eu próprio percebo o que queria dizer e tem o efeito de me formatar a memória e substituir o que queria escrever por estática. É mau quando anoto um nome à mão, a meio de um telefonema para dar o recado a um colega, “Ligou o brrsSshshshhhh há bocado, quer falar contigo a propósito do brrSshshshshhh, disse que era urgente”.
Noto sem surpresa e comoção que o facto do Autor ter sido publicado (já não é a primeira vez, note-se) fez aumentar o cinismo e a crítica vis a vis eu, o Tolan, algo que previ que iria acontecer e que vai certamente agravar-se uma vez que ele pretende cada vez mais ter protagonismo e diz que tem pouco tempo e o tempo que tiver vai dedicá-lo ao conto para a Sul de Nenhum Norte ou para terminar a revisãoda do romance. Toda a sua pessoa é extremamente enervante para o tipo de pessoas que fazem greves gerais e até a mim me causa um certo mal estar, embora no fundo, desde que tenha a cerveja ao fim do dia, não estou muito preocupado. Com nada. A não ser…. Não, nada. E logo agora quando se exige outra postura, uma humildade, enfim, temos de ser uns para os outros, como se costuma dizer.
Noto sem surpresa e comoção que o facto do Autor ter sido publicado (já não é a primeira vez, note-se) fez aumentar o cinismo e a crítica vis a vis eu, o Tolan, algo que previ que iria acontecer e que vai certamente agravar-se uma vez que ele pretende cada vez mais ter protagonismo e diz que tem pouco tempo e o tempo que tiver vai dedicá-lo ao conto para a Sul de Nenhum Norte ou para terminar a revisão
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