Nunca fui à bola com a maneira de cantar da Amy Winehouse. É uma grande cantora, uma grande voz, seria idiota não o reconhecer, até para mim, mas não gosto da forma de cantar, para mim é o oversinging, como no cinema ou no teatro existe o overacting. Exagera e torna-se cansativo, para o meu gosto simples. É como se cada música fosse o pretexto para a técnica Amy Winehouse. Lá vai ela whinehousemizar mais uma música penso eu, sempre a que a oiço. É certo que na música popular, o playground vocal de excelência é a soul, por onde anda Amy Winehouse. A soul partilha com o blues ou o jazz as raízes negras, o sentimento genuíno mas tem uma componente pop que os dois primeiros géneros não têm: é de massas e destina-se a fazer o ouvinte, uma pessoa simples e chateada com a vida, sentir-se espiritualmente emocionada, comovida ou levitada.
Uma voz estrondosa que descobri recentemente foi a de Steve Marriott, vocalista dos Small Faces na interpretação (muito boa) do clássico You Really Got A Hold on Me do pretinho Smokey Robison.
Aqui num programa na tv alemã a interpretar o What You Gona Do About It e o Sha la La La Lee em 1966. Que power O_o !! e gravado ao vivo.
Olhem só para os filhotes dos nazis a dançar o rock todos contentes :)
terça-feira, 12 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
ela ouviu um rumor! Era apenas um rumor. O que é que ele fez a ela?
(tenho assim uma fantasia de passar música numa festa DJ Tolan mas em que o dress code fosse gótico: uma espécie de anti-festa de branco, sendo que teria alguns intervalos de luz, como para dar a elmo's song)
e ainda dizem que tenho pouca vida social (#3)
locomosquito_77: ai ai ai caramba! eheheheh cabrooon!
aguia77: muy bien! ay morrido rapidito aquele paneleiron.
BLAM BUM RATATATATA PAM PAM PAM KABUUUM
locomosquito_77: eh eh eh griingooo! When Loco Mosquito uses the knife you beter ruuun pendejo! Ruuun! Muahahaahah! I'll stab you and cut you like a pig! ahahahaha
aguia77: ahahahaha bien bien ele tentou matar-me, yo, con el espingardita pero tu lhe deste com el facalhon!
locomosquito_77: eh eh eh but they canot kill me gringo, ahahah I am Loco Mosquito bzzz bzzz and i is drunk *hic* cheers my friend!
aguia77: cheers! *arroto*
E ainda dizem que eu tenho pouca vida social... (#2)
degaulle82_FRA:AHH MERRRRDE! PUTAIN FILS DE PUTE! PUTAIN DE MERDE IL M'A TUE CE FILS TE PUTE je l'ai fiché plein the coups de balle dans la geule!!
fromagebleu82: ehh, calme toi Jean
degaulle82_FRA: CE FILS DE PUTE! PEDÉ DE MERDE VA TE FAIR ENCULER!
aguia77: ih ih ih
KABUUM BAM BAM BAM RATATATATATA PSSCHHHH KABUUUM
degaulle82_FRA: AAHHH NOOOON! FILS DE PUTE! PUTAIN DE MERDE! FILS DE PUTE VA TE FAIRE ENCULER FILS DE PUTE PEDÉ! C'EST PA POSSIBLE ÇÁ! UNE GRENADE EN PLEIN DANS LA GEULE ET IL N'EST PA MORT!! NOOOON!
*som de comando ps3 a bater vigorosamente numa superfície sólida*
fromagebleu82: enfin Jean, ehh... calme toi un peu dis donc...c'est seulement un jeu....
aguia77: ih ih ih
E ainda dizem que eu tenho pouca vida social... (#1)
Alguns instantâneos de diálogos no Battlefield online:
panzekiller_ger: oh schzit he killed me... he is hidding in tze tower, behind you
aguia77(eu): yeah I got him on the scope... there, sniped him
panzekiller_ger: nice shot aquila, thzese guyz arre good ya
aguia77: yeah.
*TRRATATATATA PSCCHHSSSSSHH KABBBUUUM*
panzekiller_ger: thzat guy, thze medic, he killed me tzwice with tza knife
aguia77: he is just a camper noob, throw some grenades before you go in *arrroto*
panzekiller_ger: look out! behind you! in dze threes!
aguia77: where?! oh fuck! he got me!
panzekiller_ger: I'll burrn him with dza flame thrower.... . burn motzher fucker buuuurn ahahaha
aguia77: yeahhh! look at him burning
*PUM PUM BAM BAM BAM ARGHH KABUM*
panzekiller_ger: oh fack, I gota go
aguia77: but were have to conquer two more comunication stations
panzekiller_ger: my girlfrriend... she wants me to go walk tze dog with her
aguia77: oh... but its just 5 more minutes before the game ends
panzekiller_ger: ya, I know...
(som de discussão em alemão, voz feminina agastada)
panzekiller_ger: sorry aquila, i got tzo go know... she wants me to walk tze dog with her
aguia77: ok, ok, I know girlfiends... go go...
panzekiller_ger: ya... be back in 20 minutes
aguia77: ok
panzekiller_ger: oh schzit he killed me... he is hidding in tze tower, behind you
aguia77(eu): yeah I got him on the scope... there, sniped him
panzekiller_ger: nice shot aquila, thzese guyz arre good ya
aguia77: yeah.
*TRRATATATATA PSCCHHSSSSSHH KABBBUUUM*
panzekiller_ger: thzat guy, thze medic, he killed me tzwice with tza knife
aguia77: he is just a camper noob, throw some grenades before you go in *arrroto*
panzekiller_ger: look out! behind you! in dze threes!
aguia77: where?! oh fuck! he got me!
panzekiller_ger: I'll burrn him with dza flame thrower.... . burn motzher fucker buuuurn ahahaha
aguia77: yeahhh! look at him burning
*PUM PUM BAM BAM BAM ARGHH KABUM*
panzekiller_ger: oh fack, I gota go
aguia77: but were have to conquer two more comunication stations
panzekiller_ger: my girlfrriend... she wants me to go walk tze dog with her
aguia77: oh... but its just 5 more minutes before the game ends
panzekiller_ger: ya, I know...
(som de discussão em alemão, voz feminina agastada)
panzekiller_ger: sorry aquila, i got tzo go know... she wants me to walk tze dog with her
aguia77: ok, ok, I know girlfiends... go go...
panzekiller_ger: ya... be back in 20 minutes
aguia77: ok
PSD apresenta lista de nomes
Depois de revelar que Fernando Nobre vai ser cabeça de lista do PSD por Lisboa e proposto para presidente da Assembleia da República, Pedro Passos Coelho irá revelar nas próximas semanas mais nomes e respectivos cargos, mantendo a coerência da opção Fernando Nobre para presidente da AR. Em primeira mão, a lista:
Presidente do Turismo de Portugal - Paulo Futre

Secretário Geral da Saúde e Planeamento Familiar - Keith Richards
Governador do Banco de Portugal - João Valle e Azevedo

Secretário de Estado da Cultura - Pedro Santana Lopes
Presidente da Comissão de Candidatura ao Mundial de Futebol de 2022 - Vasco Pulido Valente

Ministério da Educação: Isabel Alçada

Ministério da Administração Interna - Elmo
Presidente do Turismo de Portugal - Paulo Futre

Secretário Geral da Saúde e Planeamento Familiar - Keith Richards
Governador do Banco de Portugal - João Valle e Azevedo

Secretário de Estado da Cultura - Pedro Santana Lopes
Presidente da Comissão de Candidatura ao Mundial de Futebol de 2022 - Vasco Pulido Valente

Ministério da Educação: Isabel Alçada

domingo, 10 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
Jesus em criança
Li o Jesus de Nazaré de Bento XVI (foi uma prenda de um amigo do Opus Dei, tinha de o ler sob pena de arder no inferno) e agora saiu a 2ª parte, que é sobre a infância de Jesus.É fácil antecipar o teor do texto.
Enquanto comiam o lanche no pátio do jardim escola, todos se lamentavam de terem acabado os pacotinhos de Bongo. E Inês, que gostava de Jesus, lhe disse :
- Eles não têm mais Bongos!
Estavam ali os pacotinhos de Bongo vazios, nas mãos dos coleguinhas.
Jesus disse:
- Enchei de água os pacotinhos de Bongo. E eles os encheram totalmente no chafariz do pátio, o que não foi uma operação fácil.
Então, lhes determinou: Provai agora os pacotinhos. Eles o fizeram e gritaram todos em uníssono:
- Aleluía! Bongos!
Jesus ficou feliz e tirou o seu Bolicao da lancheira. Inês estava orgulhosa e só queria estar sentada ao pé dele. Os outros meninos não tinham mais Bolicaos e ficaram tristes.
Então Jesus tomou o Bolicao e, abençoando-o, o partiu e o deu aos coleguinhas, dizendo:
- Tomai, comei; isto traz Gormitis para todos. E tomando o seu Bongo que era infinito, rendeu graças e deu-lhos, dizendo: Bebei dele todos; pois isto é o meu Bongo, o bom sabor da selva, o qual é derramado por muitos frutos para remissão dos trabalhos de casa por fazer!
E comeram todos os Bolicaos e recolheram os Gormitis aos bolsos das suas pequenas túnicas. Jesus, vendo que todos estavam contentes disse:
- Em verdade vos digo que um de vós, que comigo come o Bolicao, há de trair-me!
No baloiço, sozinho, Judas, limpando o chocolate do Bolicao de sua boca com a manga da túnica, torcia-se de ciúmes de Jesus e Inês.
Enquanto comiam o lanche no pátio do jardim escola, todos se lamentavam de terem acabado os pacotinhos de Bongo. E Inês, que gostava de Jesus, lhe disse :
- Eles não têm mais Bongos!
Estavam ali os pacotinhos de Bongo vazios, nas mãos dos coleguinhas.
Jesus disse:
- Enchei de água os pacotinhos de Bongo. E eles os encheram totalmente no chafariz do pátio, o que não foi uma operação fácil.
Então, lhes determinou: Provai agora os pacotinhos. Eles o fizeram e gritaram todos em uníssono:
- Aleluía! Bongos!
Jesus ficou feliz e tirou o seu Bolicao da lancheira. Inês estava orgulhosa e só queria estar sentada ao pé dele. Os outros meninos não tinham mais Bolicaos e ficaram tristes.
Então Jesus tomou o Bolicao e, abençoando-o, o partiu e o deu aos coleguinhas, dizendo:
- Tomai, comei; isto traz Gormitis para todos. E tomando o seu Bongo que era infinito, rendeu graças e deu-lhos, dizendo: Bebei dele todos; pois isto é o meu Bongo, o bom sabor da selva, o qual é derramado por muitos frutos para remissão dos trabalhos de casa por fazer!
E comeram todos os Bolicaos e recolheram os Gormitis aos bolsos das suas pequenas túnicas. Jesus, vendo que todos estavam contentes disse:
- Em verdade vos digo que um de vós, que comigo come o Bolicao, há de trair-me!
No baloiço, sozinho, Judas, limpando o chocolate do Bolicao de sua boca com a manga da túnica, torcia-se de ciúmes de Jesus e Inês.
José Socrates Fashion Remix by Tolan
enjoy!
(umas preciosas horas do meu sábado, é bom que enjoyem isto)
(umas preciosas horas do meu sábado, é bom que enjoyem isto)
sexta-feira, 8 de abril de 2011
harry clarke
Harry Clarke (Dublin, 7 de março de 1889 — 1931) foi vitralista e ilustrador. Ilustrou os contos de Edgar Alan Poe. Aqui algumas imagens que podem ser ouvidas ao som disto (que estava a ouvir quando as vi e parece-me que o efeito é bom).
True Widow - Blooden Horse
(como diria o JPP, 'clique na imagem para se ver maior')
True Widow - Blooden Horse
(como diria o JPP, 'clique na imagem para se ver maior')
bom dia :) lol
quinta-feira, 7 de abril de 2011
elogio do dia: Miguel Esteves Cardoso
Eu antes não gostava de ler o Miguel Esteves Cardoso. Lembro-me de ler um e-mail, desses de correntes, com um texto hiper lamechas sobre o amor e não acreditei que fosse dele (não queria acreditar). Depois pesquisei e confirmei que era mesmo dele. Isto foi em 2000 e pouco. Esse texto marcou-me um estereótipo parcial. Isso e a participação naquele programa da SIC, a noite da má língua, em que partilhava uma mesa com o Manuel Serrão. Achava o seu estilo pouco incisivo, softy, um pouco fácil e mesmo mainstream. Tudo isto é verdade, mas com o tempo, passei a achá-lo um génio, porque fui construindo uma imagem maior a pouco e pouco.
O MEC tem uma característica semelhante ao Eça, uma espécie de "goodwill" luminosa e inteligente, uma ironia blindada, uma simplicidade aparente, mas meticulosa. Tem um domínioelegante da escrita e coloca-a ao serviço de uma escolha de temas que é caótica e inesperada, resultando amiúde em coisas boas para um triturador de papel e noutras de génio. Os textos do "Com os Copos", por exemplo, são absurdamente bons, tendo em conta o tema que versam.
O estilo MEC pode ter sido dos mais influentes do Portugal "moderno", por entusiasmar com a sua aparente simplicidade pop que todos queremos copiar. O homem se fosse médico, até a passar receitas teria arte e estilo. Gosto muito do MEC.
(pronto, já me sinto melhor, dizer bem faz bem)
O MEC tem uma característica semelhante ao Eça, uma espécie de "goodwill" luminosa e inteligente, uma ironia blindada, uma simplicidade aparente, mas meticulosa. Tem um domínioelegante da escrita e coloca-a ao serviço de uma escolha de temas que é caótica e inesperada, resultando amiúde em coisas boas para um triturador de papel e noutras de génio. Os textos do "Com os Copos", por exemplo, são absurdamente bons, tendo em conta o tema que versam.
O estilo MEC pode ter sido dos mais influentes do Portugal "moderno", por entusiasmar com a sua aparente simplicidade pop que todos queremos copiar. O homem se fosse médico, até a passar receitas teria arte e estilo. Gosto muito do MEC.
(pronto, já me sinto melhor, dizer bem faz bem)
apagadinho
apaguei o post anterior, reflecti melhor, a minha função na vida não é essa, é outra, é outra! Vocês não são crianças, boa sorte a todos é o que posso dizer.
Hoje vou ver o Benfica PSV em casa, beber umas cervejolas e comer um hamburguer com puré e ervilhas.
Hoje vou ver o Benfica PSV em casa, beber umas cervejolas e comer um hamburguer com puré e ervilhas.
o FMI explicado às crianças e ao Paulo Futre
Era uma vez, um bicho muito mau chamado FMI. Tinha orelhas ponteagudas e olhos esbugalhados e dentes afiados! Vivia numa caverna recheada de tesouros dourados onde ninguém podia entrar a não ser o judeu que vinha fazer a contabilidade e uma mulher a dias, uma vez por semana.
O FMI passava as suas tardes a mordiscar moedas de ouro, para ver se era verdadeiro o seu tesouro. Se descobrisse uma moeda falsa, largava as suas duas bestas aladas, o Fitch e o Moody, para aniquilar o incauto que se atrevera a... o.... enganar.
Na aldeia do vale que ficava perto da caverna do FMI, as pessoas viviam com muito medo! 'Cruz credo', diziam, sempre que ouviam, os guinchos dilacerantes do Fitch e do Moody a rasgar o ar frio da noite. Tinham tanto medo que evitavam dizer que o FMI os vinha matar... diziam que os vinha ajudar. A ajuda não vinha logo. O Fitch e o Moody marcam a vítima com um BBB- na testa, como sucedeu ao Fernando do Talho e ao Manuel Sapateiro, que Deus os guarde. Todos sabem que aqueles vão ser ajudados, sussurram-no entre dentes, todos trementes, em conversas angustiadas e apressadas.
Quando se anda com um BBB- marcado a fogo na testa, é-se um morto vivo, não fazem ideia, é o pânico na aldeia! As portadas das janelas fecham-se, as crianças escondem-se, as senhoras benzem-se, o Padre faz soar os sinos e sentimo-nos pequeninos!
Esta noite é o José Engenheiro que dá voltas e voltas na cama, com o seu barrete de dormir e o seu pijama com coelhinhos a sorrir.
Quando foi lavar os dentinhos e perguntou se ficava melhor assim ou assim ao seu espelho, reparou na marca! Um C! Um C na testa! Ia ser ajudado! Em pânico ficou e muito ralhou! Lamentou ter pago um resgate com moedinhas de chocolate. O FMI ficou estado de choque, até lhe deu um amoque, quando descobriu que o seu rico dinheirinho, era afinal chocolatinho! Ainda por cima do espanhol, sem cacau, muito, muito mau.
É uma noite de lua vermelha, o FMI desce à aldeia, com os seus olhos esbugalhados, os seus pés espalmados, as suas orelhas ponteagudas e as suas mãos ossudas, pronto a ajudar, a ajudar... ele quer apenas ajudar... MuaaAHAHAHAHAHAHA!
Tenha uma boa noite. Se conseguir.
O FMI passava as suas tardes a mordiscar moedas de ouro, para ver se era verdadeiro o seu tesouro. Se descobrisse uma moeda falsa, largava as suas duas bestas aladas, o Fitch e o Moody, para aniquilar o incauto que se atrevera a... o.... enganar.
Na aldeia do vale que ficava perto da caverna do FMI, as pessoas viviam com muito medo! 'Cruz credo', diziam, sempre que ouviam, os guinchos dilacerantes do Fitch e do Moody a rasgar o ar frio da noite. Tinham tanto medo que evitavam dizer que o FMI os vinha matar... diziam que os vinha ajudar. A ajuda não vinha logo. O Fitch e o Moody marcam a vítima com um BBB- na testa, como sucedeu ao Fernando do Talho e ao Manuel Sapateiro, que Deus os guarde. Todos sabem que aqueles vão ser ajudados, sussurram-no entre dentes, todos trementes, em conversas angustiadas e apressadas.
Quando se anda com um BBB- marcado a fogo na testa, é-se um morto vivo, não fazem ideia, é o pânico na aldeia! As portadas das janelas fecham-se, as crianças escondem-se, as senhoras benzem-se, o Padre faz soar os sinos e sentimo-nos pequeninos!
Esta noite é o José Engenheiro que dá voltas e voltas na cama, com o seu barrete de dormir e o seu pijama com coelhinhos a sorrir.
Quando foi lavar os dentinhos e perguntou se ficava melhor assim ou assim ao seu espelho, reparou na marca! Um C! Um C na testa! Ia ser ajudado! Em pânico ficou e muito ralhou! Lamentou ter pago um resgate com moedinhas de chocolate. O FMI ficou estado de choque, até lhe deu um amoque, quando descobriu que o seu rico dinheirinho, era afinal chocolatinho! Ainda por cima do espanhol, sem cacau, muito, muito mau.
É uma noite de lua vermelha, o FMI desce à aldeia, com os seus olhos esbugalhados, os seus pés espalmados, as suas orelhas ponteagudas e as suas mãos ossudas, pronto a ajudar, a ajudar... ele quer apenas ajudar... MuaaAHAHAHAHAHAHA!
Tenha uma boa noite. Se conseguir.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Com os Copos
Ando a ler com deleite o "Com os Copos" do Miguel Esteves Cardoso, uma colecção de crónicas - excelentes - sobre bebidas. Já passei em tempos uma fase de cocktails caseiros. Tinha uma namorada que ficava mais namoradeira quando estava com os copos, mas não gostava de beber vinho ou cerveja. Então investi bastante nessa arte, construindo uma garrafeira das mais diversas bebidas destiladas, sumos e refrigerantes, vinhos generosos e licores, enfim, todo um arsenal digno de um pequeno bar. Guiava-me por um livro de receitas de cocktails bastante completo (com que ela ficou, quando nos separámos). Ela gostava particularmente das minhas margeritas, Manhatans e bloody marys. Em boa verdade, abandonei esse hobby uma vez que apanhávamos os dois valentes bebedeiras pouco saudáveis e o ser namoradeira era-me inútil, pois era frequente eu adormecer imediatamente assim que aterrava na cama, para não falar na performance que era prejudicada.
Esse livro era apenas de receitas, não chegava aos calcanhares deste "Com os Copos" do Miguel Esteves Cardoso que compensa o número limitado de bebidas com o seu apuramento, degustação, enquadramento, histórias pessoais, enfim, toda uma mística que ensina realmente a escolher, comprar e apreciar a bebida (e a água, a fruta, o gelo, o copo, a própria luz).
Tem até uma belíssima crónica sobre escrita e substâncias como o alcool, nicotina, cocaína, heroína, anfetaminas etc.
As bebidas destiladas são mais agressivas. O Bukowski, um expert na matéria, dizia que um homem pode beber vinho e cerveja toda a vida, mas o whisky morde e, em minha opinião, tem razão. Além disso, com os cocktails, o efeito do álcool é rápido e potente. Em 30 minutos podemos ter já um cabeção que torna inútil qualquer tentativa de escrita e que no dia seguinte dá uma valente ressaca.
A cerveja e o vinho permitem um consumo prolongado durante horas, sem causar particular alteração psíquica. O meu normal diário / nocturno são 5 ou 6 cervejas ou 1 de vinho,com intervalos de uma noite (horrível) em que não toco em nada. Sempre gostei de beber um copito ou dois.
A ligação com a actividade de escrever é aquela de que fala o Miguel Esteves Cardoso. A bebida pode actuar como um desinibidor (até um certo ponto, claro) e na escrita também é necessária uma desinibição, embora não seja por isso que a consumo. Não existe um carácter instrumental nisso. Quando tenho tempo escrevo de manhã ou durante o dia, e não bebo, e as coisas até podem sair bem. E sem dúvida que em excesso prejudica. Por exemplo, para escrever bem, o meu limite são 4 cervejas. Nem é muito. A partir daí a qualidade decai porque perco concentração.
Preciso apenas de ter um copo por perto quando é noite. Também faço coisas saudáveis e evito doces por exemplo.
É assim tãaaaaaaao difícil para taaaaaanta gente apreciar música electrónica e não a colocar toooooooooda no mesmo saco? :\
Twin Shadow - Savannah Howl (Hard Mix Remix)
terça-feira, 5 de abril de 2011
o que querem eles?
Eu sou de esquerda e tal, sim, mas confesso que continuo sem compreender as greves dos maquinistas do Metro e da CP. O que querem eles?
Um maquinista do Metro ganha pelo menos 2500€, contratos efectivos e têm um grande leque de regalias. 2500€! Porque é que eu estudei? Na CP o cenário é semelhante. Ambas as empresas são profundamente deficitárias, o que leva a crer que os salários que recebem estão desajustados à realidade económica do país - salário médio a rondar os 750€.
Anualmente, revelam prejuízos astronómicos. Os da CP andam pelos 200 milhões de euros e o Metro de Lisboa pelos 125 milhões. Um buraco financiado pelos impostos dos outros portugueses. É certo que ambas as empresas cumprem um serviço público também e não me choca que dêem prejuízo. O que me preocupa são prejuízos tão elevados combinados com salários tão elevados numa profissão que, tecnicamente, não me parece justificar esses valores.
Nas greves, defendem apenas o seu interesse particular, o seu privilégio assimétrico na sociedade, conquistado porque as suas greves - como as do sector dos transportes em geral - têm um efeito de bloquear a actividade de outros sectores. Os desempregados e precários são precisamente os que menos poder negocial têm, como podem "negociar"? Fazer greve e serem despedidos no dia seguinte? Fazer greve aos tenebrosos Centros de Emprego, onde são tratados como lixo humano?
Portanto, se eu percebi bem, todos temos os salários reduzidos, menos eles. Eles não querem e é isso que defendem, apesar de trabalharem em empresas que dão prejuízos astronómicos e que são financiadas por dinheiros públicos.
Seria interessante ver um Governo com a coragem que o governo espanhol teve ao lidar com a greve dos controladores aéreos.
São estas coisas que me causam graves problemas existenciais quando penso na esquerda vs direita e assim. Gostava de evitar esses problemas, obrigado. Não me obriguem a linkar para artigos do Sol. Aqui este artigo diz que alguns maquinistas ganham 50 mil euros por ano.
Um maquinista do Metro ganha pelo menos 2500€, contratos efectivos e têm um grande leque de regalias. 2500€! Porque é que eu estudei? Na CP o cenário é semelhante. Ambas as empresas são profundamente deficitárias, o que leva a crer que os salários que recebem estão desajustados à realidade económica do país - salário médio a rondar os 750€.
Anualmente, revelam prejuízos astronómicos. Os da CP andam pelos 200 milhões de euros e o Metro de Lisboa pelos 125 milhões. Um buraco financiado pelos impostos dos outros portugueses. É certo que ambas as empresas cumprem um serviço público também e não me choca que dêem prejuízo. O que me preocupa são prejuízos tão elevados combinados com salários tão elevados numa profissão que, tecnicamente, não me parece justificar esses valores.
Nas greves, defendem apenas o seu interesse particular, o seu privilégio assimétrico na sociedade, conquistado porque as suas greves - como as do sector dos transportes em geral - têm um efeito de bloquear a actividade de outros sectores. Os desempregados e precários são precisamente os que menos poder negocial têm, como podem "negociar"? Fazer greve e serem despedidos no dia seguinte? Fazer greve aos tenebrosos Centros de Emprego, onde são tratados como lixo humano?
Portanto, se eu percebi bem, todos temos os salários reduzidos, menos eles. Eles não querem e é isso que defendem, apesar de trabalharem em empresas que dão prejuízos astronómicos e que são financiadas por dinheiros públicos.
Seria interessante ver um Governo com a coragem que o governo espanhol teve ao lidar com a greve dos controladores aéreos.
São estas coisas que me causam graves problemas existenciais quando penso na esquerda vs direita e assim. Gostava de evitar esses problemas, obrigado. Não me obriguem a linkar para artigos do Sol. Aqui este artigo diz que alguns maquinistas ganham 50 mil euros por ano.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Aníbal Cavaco e Maria Silva, descritos por Raymond Carver
Aníbal serviu-se de sumo natural de beterraba na cozinha. Encheu o copo do Noddy quase até a cima e depois despejou-lhe gelo. Tinha de o fazer às escuras, raramente acendiam luzes em casa, apenas o faziam quando necessário. Conheciam todos os recantos da casa, conheciam os rostos um do outro e a luz era um luxo moderno que podiam dispensar.
Na sala de estar a Rádio Renascença a passava a missa da noite. A voz de Maria sobrepunha-se-lhe, numa ladaínha de rezas, um gemido débil e contínuo. Bebeu metade do sumo de um trago. O sabor acre da beterraba fê-lo estremecer e arrotou.
- Não dês arrotos Aníbal – ouviu a voz de Maria
- Desculpa Maria. O bacalhau à braz… não me caiu muito bem.
Aníbal gostava de deixar a esposa só enquanto rezava, considerava-o um momento íntimo. Em troca, pedia a Maria que se deslocasse para uma ponta da casa quando ele utilizava a casa de banho, devido aos ruídos escatológicos que não conseguia evitar.
A ladaínha terminou e Aníbal benzeu-se com sinceridade, piscando os olhos na escuridão.
- Vem para a sala, está a começar o Portugal Tem Talento.
Aníbal apertou o cordão do velho roupão coçado e, arrastando os chinelos, entrou na sala. O rosto de Maria apareceu-lhe banhado pela luz azul do televisor, a boca num esgar vagamente semelhante a um sorriso e as sobrancelhas arqueadas de forma irreal, como se tivesse uma máscara posta. O televisor era um velho Grundig de 1990, um fiel aparelho que lhes fora oferecido por George H.W.Bush em troca da utilização da Base das Lajes para a Guerra do Golfo.
- Dá um jeito à antena.
Aníbal já conhecia a rotina, arrastava os chinelos até ao aperelho, dava-lhe duas pancadinhas do lado direito, torcia um pouco o fio da antena, tudo enquanto Maria aplicava uma oração especial. A imagem melhorava sempre.
Ficaram sentados no velho sofá, com uma manta nos joelhos, a observar e avaliar o talento que Portugal tinha. Aníbal ia sorvendo pequenos golos do sumo de beterraba, tentando esquecer o dia.
De vez em quando ouviam um ruído na rua, uma voz mais elevada, uma buzina, um riso e nesses momentos Maria deixava de sorrir, baixava o som da televisão e punha-se à escuta, contraindo os maxilares em tensão. Aníbal fingia por-se à escuta também, mas a verdade é que era duro de ouvido e não conseguia distinguir os sons, nem a sua origem. Piscava os olhos muito rapidamente, em empatia com a preocupação de Maria. No intervalo da publicidade, levantou-se e dirigiu-se à cozinha, endireitando o retrato de Oliveira Salazar.
- Onde vais? – sibilou Maria. A voz dela soou-lhe ameaçadora e fria.
- Vou só à cozinha buscar mais sumo.
- Metes-me nojo! Nojo ouviste? Podias tê-lo humilhado Aníbal! Humilhado! Aquele traste agora é um mártir! Um mártir Aníbal! Nós que perdemos as poupanças todas no BPN Aníbal! As nossas poupanças do tempo de professores Aníbal! E aquele traste é um mártir! Metes-me nojo!
Lágrimas escorriam nos sulcos das rugas de Maria, arrastando uma espessa camada de rímel. Aníbal deixou-se cair fulminado, de joelhos no chão da sala. Levou as mãos à cabeça e deixou-se ficar assim muito tempo, até ouvir os passos de Maria em direcção ao quarto e a porta a bater.
Levantou-se a custo. Foi para o escritório, ligou o computador, um velho Schneider Euro PC que lhe fora oferecido por Jacques Delors numa cimeira europeia.
Ganhara o vício da Página da Presidência e estava sempre a actualizá-la com fofocas e pedidos de demissão, a ver os comentários e a adicionar amigos. Depois de recusar pela vigésima vez consecutiva o pedido de amizade de Obama e fazer unfriend ao Kadhafi, bebeu mais um pouco de sumo de beterraba .
Começou a chover e sentiu-se vazio, vazio como uma caverna escura, habitada por peixes escuros no fundo do mar.
Na sala de estar a Rádio Renascença a passava a missa da noite. A voz de Maria sobrepunha-se-lhe, numa ladaínha de rezas, um gemido débil e contínuo. Bebeu metade do sumo de um trago. O sabor acre da beterraba fê-lo estremecer e arrotou.
- Não dês arrotos Aníbal – ouviu a voz de Maria
- Desculpa Maria. O bacalhau à braz… não me caiu muito bem.
Aníbal gostava de deixar a esposa só enquanto rezava, considerava-o um momento íntimo. Em troca, pedia a Maria que se deslocasse para uma ponta da casa quando ele utilizava a casa de banho, devido aos ruídos escatológicos que não conseguia evitar.
A ladaínha terminou e Aníbal benzeu-se com sinceridade, piscando os olhos na escuridão.
- Vem para a sala, está a começar o Portugal Tem Talento.
Aníbal apertou o cordão do velho roupão coçado e, arrastando os chinelos, entrou na sala. O rosto de Maria apareceu-lhe banhado pela luz azul do televisor, a boca num esgar vagamente semelhante a um sorriso e as sobrancelhas arqueadas de forma irreal, como se tivesse uma máscara posta. O televisor era um velho Grundig de 1990, um fiel aparelho que lhes fora oferecido por George H.W.Bush em troca da utilização da Base das Lajes para a Guerra do Golfo.
- Dá um jeito à antena.
Aníbal já conhecia a rotina, arrastava os chinelos até ao aperelho, dava-lhe duas pancadinhas do lado direito, torcia um pouco o fio da antena, tudo enquanto Maria aplicava uma oração especial. A imagem melhorava sempre.
Ficaram sentados no velho sofá, com uma manta nos joelhos, a observar e avaliar o talento que Portugal tinha. Aníbal ia sorvendo pequenos golos do sumo de beterraba, tentando esquecer o dia.
De vez em quando ouviam um ruído na rua, uma voz mais elevada, uma buzina, um riso e nesses momentos Maria deixava de sorrir, baixava o som da televisão e punha-se à escuta, contraindo os maxilares em tensão. Aníbal fingia por-se à escuta também, mas a verdade é que era duro de ouvido e não conseguia distinguir os sons, nem a sua origem. Piscava os olhos muito rapidamente, em empatia com a preocupação de Maria. No intervalo da publicidade, levantou-se e dirigiu-se à cozinha, endireitando o retrato de Oliveira Salazar.
- Onde vais? – sibilou Maria. A voz dela soou-lhe ameaçadora e fria.
- Vou só à cozinha buscar mais sumo.
- Metes-me nojo! Nojo ouviste? Podias tê-lo humilhado Aníbal! Humilhado! Aquele traste agora é um mártir! Um mártir Aníbal! Nós que perdemos as poupanças todas no BPN Aníbal! As nossas poupanças do tempo de professores Aníbal! E aquele traste é um mártir! Metes-me nojo!
Lágrimas escorriam nos sulcos das rugas de Maria, arrastando uma espessa camada de rímel. Aníbal deixou-se cair fulminado, de joelhos no chão da sala. Levou as mãos à cabeça e deixou-se ficar assim muito tempo, até ouvir os passos de Maria em direcção ao quarto e a porta a bater.
Levantou-se a custo. Foi para o escritório, ligou o computador, um velho Schneider Euro PC que lhe fora oferecido por Jacques Delors numa cimeira europeia.
Ganhara o vício da Página da Presidência e estava sempre a actualizá-la com fofocas e pedidos de demissão, a ver os comentários e a adicionar amigos. Depois de recusar pela vigésima vez consecutiva o pedido de amizade de Obama e fazer unfriend ao Kadhafi, bebeu mais um pouco de sumo de beterraba .
Começou a chover e sentiu-se vazio, vazio como uma caverna escura, habitada por peixes escuros no fundo do mar.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
o meu corpo falou comigo a pedir nutrientes específicos
Ontem cheguei tarde a casa, vindo de um jantar, com um grão na asa e, como é hábito, fui buscar cerveja ao frigorífico. Despi-me até ficar em boxers e t-shirt, sentei-me para beber a litrosa de Sagres, fumar e destruir tempo a ver lixo na internet. Os cigarros acabaram à 4ª página de lolcats, fumei umas beatas (todas minhas e algumas da empregada), depois lembrei-me que no armário da casa de banho tinha uma caixa de cigarrilhas cohiba, expostas a meses de humidade.
Estavam murchas e cheiravam a mofo, tinham pequenas manchas suspeitas, provavelmente fungos. Não é boa ideia deixá-las a curar na casa de banho.
Escolhi uma ao acaso e fumei-a, travando longamente, enquanto via vídeos de cães a tocar piano e às tantas e oiço um sonoro muuuu a vir da sala. Ouvi outro muuu e depois o som de quatro patas pesadas a deslocar-se em direcção ao meu escritório e um badalo.
Não estranhei a princípio, o meu dolby surround é bastante sofisticado e podia dar-se o caso da RTP Memória estar a fazer um rerun do TV Rural. É frequente ter sustos assim, uma vez pensei que tinha um t-rex na cozinha quando passou o Jurassic Park e fiz uma figura ridícula, de vassoura na mão, a abrir a porta com um pontapé. Mas a cabeça de uma vaquinha espreitou pela porta do escritório. E isso já era mais estranho. Tinha um focinho malhado, preto, branco e húmido. Lambeu os beiços rosados e piscou os olhos. Entrou e ocupou o espaço quase todo, a minha mobília parecia ridiculamente pequena ao lado daquele corpo maciço. Era uma vaca das grandes. Olhou em volta, oscilando as orelhas e abanando a cauda de vaquinha, como se estivesse a julgar-me o gosto de decoração ou isso. Depois fixou os olhos enormes em mim e de novo a língua cor de rosa a lamber os beiços.
- Sim?
- Muu. Eu tenho leitinho bom. – disse-me, numa voz grave e suave, e um pouco rouca.
- Acredito em ti.
- Tem cálcio. É enriquecido. Queres?
- Não obrigado.
- Vai buscar um copo.
- Não obrigado.
- Vai buscar um copo. Um daqueles da coca-cola.
- Desculpa, não bebo leite desde os vinte anos, não consigo digerir.
- Muuu?
- A sério, não consigo.
- Muuu... O que estás a beber?
Rodei a garrafa para ela ver o rótulo. Sagres.
- Muuu. E um milkshake?
- Por amor de Deus, deixa-me em paz. Há uma caixa de weetabix com dois anos no armário da cozinha, não consigo comer aquilo, és capaz de gostar.
- Muuu.
Virou as costas e foi lentamente para a sala.
- Vaquinha?
- Sim? – virou a cabeçorra para mim fazendo soar o badalo.
- E queijo? Tens queijo? Eu gosto de queijo.
- Não. ih ih ih...
- Ah ok.
- ih ih ih ih ih
- Não tem assim tanta piada vaquinha.
- Ih ih... ih. Muuu.
Desapareceu.
Ainda fiquei a ver videos mais um bocadinho e fui deitar-me. Hoje tenho de passar pelo Pingo Doce experimentar um daqueles sem lactose.
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