sexta-feira, 17 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

nota mental do Tolan #2

O cinema de terror e a comédia, dois géneros que actuam no sistema límbico, fazem rir ou metem medo, e as coisas que fazem rir e metem medo, normalmente, são perenes no efeito. As coisas recentes têm de vencer a indiferença causada pela exposição a clichés e formatos já aceites e absorvidos, precisam do efeito de choque e surpresa. Contudo, se fizerem disso o objectivo principal, estão condenadas a desaparecer. O esqueleto que será fossilizado é o drama, a tragédia, essa é eterna, uma coisa triste há 500 anos é triste hoje, uma desilusão, uma derrota. Por isso, grandes obras que resistiram à passagem do tempo, e que no início poderiam inspirar riso (ex: Dom Quixote, de Cervantes) tinham um fundo de tragédia fortíssimo. Ninguém pode dizer que o Sonho de Uma Noite de Verão é o melhor de Shakespeare.

nota mental do Tolan #1

O Bukowski fantasiava com um ringue de boxe em que pudesse esmurrar o Hemingway. São os dois escritores masculinos que lutam forte e feio para cortar o cordão umbilical. Enquanto pessoas, têm uma existência que se confunde com a ficção que criam, esta é apenas uma extensão hiperbólica das experiências que vivem ou vêem viver. No meu entender, é a única forma de fazer algo simples mas genial e verdadeiro. A ficção pela ficção, com personagens criadas a partir de outras ficções, pode ser entretenimento válido, arte, tudo, mas não é Verdade e não vale a pena perder tempo com ela.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

casting para namorada do Tolan

  1. Gostar de literatura russa do século XIX
  2. Saber engomar camisas e arrumar (ou comparticipar empregada)
  3. Achar piada a garrafas de cerveja vazias como se fossem jarras de flores bonitas
  4. Não fumar
  5. Não se importar com fumo no quarto
  6. Gostar de longos passeios três vezes por dia, com um cão
  7. Não ter medo de passear sozinha (com um cão)
  8. Ter uma mãe que não é obesa
  9. Ser fértil
  10. Ser independente e ter uma boa fonte de rendimentos própria
  11. Ter gosto por investimentos de risco como poker do namorado
  12. Ser romântica e gostar de preparar surpresas como cozinhar o jantar todos os dias
  13. Gostar dos prazeres simples da vida como andar de mão dada ou fazer sexo oral
  14. Ser católica
  15. Ser honesta e verdadeira
  16. Não fazer perguntas indiscretas como "onde estiveste este fim de semana?"
  17. Gostar de ver jogar playstation 3 (principalmente first person shooters como Battle Field 2 ou Call of Duty Modern Warfare 4).
  18. Não consumir Adapin, Asendin, Celexa, Xanax, Desyrel, Effexor XR, Etrafon, Endep, Limbitrol, Marplan, Norpramin, Prozac, Paxil, Sarafem, Surmontil, Valium, Symbyax, Zoloft ou Benuron
  19. Ter espírito de liderança, capacidade de trabalho em equipa, organizada, com conhecimentos de informática na óptica do utilizador em ambiente whirpool, singer, bosch e aeg.
  20. Não julgar as pessoas pelas aparências a não ser a própria quando se vê ao espelho, por favor
Aguardo respostas, com foto de corpo inteiro, recente, obrigado.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ser pai

Como todos os gajos de mais de trinta anos, o que não me falta são amigas e amigos que vão tendo o primeiro filho. Não percebo muito de crianças. Sei como se fazem e fico-me por aí. Até acho mais importante saber como não se fazem. Tenho grande dificuldade, por exemplo, em identificar a idade de uma criança. Não sei se um miúdo tem 6, 12 ou 14 anos. Ou se tem 3 meses ou um ano. Para mim é o mesmo.

Os bebés, pelo que percebi, têm peso e um tamanho em cm, em função dos meses que têm. As pessoas dizem "oh, 7kg, tem peso a menos para 10 meses." como se falassem de um bacorinho de criação. Talvez haja uma fórmula de rácio peso/idade que todas as pessoas, menos eu, tenham na cabeça. Aliás, eu inventei este exemplo dos 10 meses e 7kg ser peso a menos, até pode ser peso a mais ou o ideal. Por vezes tento aplicar os meus extensos conhecimentos de cães e dou conselhos como 'está a chorar? se calhar tem pulgas, experimenta coçá-lo atrás da orelha, aqui.'ou 'dá-lhe ração júnior, tem mais cálcio e nutrientes, restos não são uma alimentação adequada' ou 'onde está o resto da ninhada, já os deste todos?'.

Uma coisa que me chateia nos amigos e amigas que têm filho é que deixam de me considerar a pessoa mais importante na vida delas, o que acontecia antes. Nota-se perfeitamente. Os meus discursos sobre a mulher segundo Hemingway ou que o primeiro punk da história é o protagonista do Herói do Nosso Tempo do Leermontov são frequentemente interrompidos por ruídos indistintos de bebé. Fico a falar sozinho, o bebé eventualmente cala-se e depois fica toda gente calada e se eu não relembrar as pessoas que eu estava a falar, ninguém se lembra.

No outro dia, um amigo pôs-me o bebé dele ao colo. É um bebé normal, uma cria do sexo feminino, tem 8 meses segundo me disseram (por mim podia ter 4 anos, era igual). Ele teve de ir ao rés do chão abrir a porta à mulher e ajudar a tirar as compras do carro e deixou-me sozinho com ela ao colo, apesar dos meus veementes protestos. Acho sempre que os bebés são uma espécie de tamagochis, se não carregarmos no botão certo na altura certa podem crashar. Era muito chato ele vir para cima com as compras e ela ter um vaipe qualquer e tudo ter acontecido porque eu a embalei em vez de lhe colocar a chucha de acordo com a instrução #543. Ficámos um bocado na sala, eu com ela ao colo. Confesso que me deixou bastante embaraçado, não sei como são os outros mas aquela olhava fixamente para mim, sem qualquer pudor. Comecei a sentir-me desconfortável a achei que lhe devia dizer qualquer coisa para quebrar o gelo:
- Gosto dos teus sapatos. Vens aqui muitas vezes?
Apercebi-me da estupidez do meu comentário, é a força do hábito das saídas no lux. Mudei para literatura.
- Já leste os Irmãos Karamazov? Devias ler esse. É sobre um pai que é muito mau e mentiroso e depois um filho mata-o. Mas sente-se muito culpado. Assim que souberes ler dou-te esse.
Não disse nada. Tentei mudar de tema.
- Sabias que num acidente de avião, tu sobrevivias e os teus papás não? Isso tem a ver com o teu tamanho. Um adulto tem mais probabilidades de ficar dilacerado, mas um bebé como tu, como é pequeno, fica inteirinho. Dá que pensar não dá? Eu acho que deviam fazer os aviões maiores, assim gigantes. Se fossem muito grandes ninguém morria então ahahahah
Riu-se. E começou a espernear e a fazer força. Finalmente o meu amigo chegou e passei-lhe a bola.
Vivi a experiência de ser pai. Já sei como é e posso escrever genuinamente sobre isso. É giro, 10 minutos vá.

esta saiu-me tão bem que fiz copy paste dos balões da conversa

«- Aquele teu blogue anónimo, o Tolan, aquilo é o teu alter-ego?
- Não, o alter ego sou eu aqui.»

terça-feira, 7 de setembro de 2010

e hemingway criou a mulher

No Farewell to Arms, o Hemingway sintetiza a namorada do protagonista, a enfermeira inglesa Catherine, numa boneca que diz darling em todas as frases. Para lhe dar alguma credibilidade feminina, atribui-lhe uns toques de funcionamento errático, como variações de humor, semi-loucura e aquela preocupação pelo que o homem está a pensar: 'estás preocupado?', 'estás muito calado.', 'estás a pensar em quê?' etc. A isto se junta aquela descrição física de depoimento na PJ. E voilá, uma mulher.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

nós também

Estou a ver o Someone To Watch Over Me de 1987 no Hollywood, com o Tom Berenger. Não é mau, é mesmo muito equilibrado. O Tom Berenger, um dos poucos actores com que não sou parecido, é que não envelheceu bem e tem ali sinais de plásticas no focinho.
Jesus Christ...

lancers

O texto aqui em baixo, aquele sobre a rentrée política, foi escrito às 2 da manhã depois de 12 minis e uma garrafa de Lancers (sim, bebi Lancers sozinho, bebida de bife e de gaja mas posso explicar). É engraçado ver que no particular, nas frases, nem está demasiado confuso, mas o todo é desprovido de sentido, leio-o  pergunto "o que quis eu dizer ao meu eu de hoje?" Ou talvez faça. Mas não me lembro do que queria dizer mesmo. Às vezes quando não sei bem o que dizer sobre qualquer coisa escrevo um texto a falar sobre isso.

rentrée política

A rentrée política portuguesa faz-me cada vez mais lembrar uma peça de revista, das que ficam muito tempo em cena e toda gente acaba por ter de as ir ver, nem que seja em autocarros da província em excursão com bilhete e pique nique no parque eduardo sétimo incluído. Não ajuda que um dos líderes tenha feito audições para musicais do La Féria, tal como não ajuda que o outro tenha representado a sua educação superior. Mas era aqui que eu queria chegar, a lado nenhum. Não tenho ideologia mas tenho ideias sobre isso e quero partilhar comigo mesmo. Finalmente concluí que o meu problema não é escolher uma ideologia, mas sim uma pessoa em função de um determinado contexto. Há pessoas da mesma ideologia que são completamente diferentes. Por exemplo, há pessoas do CDS PP que nunca fizeram abortos e são contra e outras que já fizeram abortos e são contra. Há pessoas do Bloco de Esquerda que vivem no Chiado e outras no Bairro Alto. Em teoria, poderia votar no Bloco de Esquerda, no PS, no PSD ou no CDS PP e mesmo no PCP. No PCP admito que teria grandes dificuldades, excepto no contexto das autárquicas em que um comuna, não se sabe porquê, tem uma aura de pessoa mais honesta. De resto, para servir de exemplo, no outro dia vi um congresso do PCP na tv e só 4 minutos depois é que percebi que não era o canal história a dar um documentário daqueles com a cor recuperada. Estavam a falar do papão da NATO. Quem é que fala da NATO em 2010? O PCP e o Nuno Rogeiro. O PCP tem tanto respeito pela individualidade humana como o Fernando Mendes pela nouvelle cuisine. Portanto, as ideologias não são referências estáticas como nos querem fazer crer desde pequeninos. 'Eu voto PSD' ou 'eu voto PS' soam-me a PSDÊEEEE PSDÊEeE PSD PSD PSDÊEEEee GLORIOOOSO PSD GLORIOSO P.S.D. ou OLÉ OLÉ E ESTE ORÇAMENTO É TODO NOSSO OLÉ OLÉ.

Para além dos partidos, ainda existe um eixo passível de utilização para classificação de pessoas com ideias: Esquerda direita.
Aquilo que vemos como tendências reformistas nos partidos são geralmente manifestações do pragmatismo do real. Existe um mundo, global, com certas regras. Portugal está lá metido.
De que serve termos ideologias políticas se somos dominados por aquilo que tem de ser, por aquilo que é razoável e possível? É preciso um grande líder para transformar e materializar uma ideia. Vivemos ainda na idade media. Era só isto que eu queria dizer. No fundo, não vale a pena pensar em coisas que depois na prática não têm qualquer espécie de impacto, como eu acabei de fazer agora. Na imagem é o Obama, um afro americano que não está na cadeia.

domingo, 5 de setembro de 2010

love is in the air...

Um link do maradona e o google analytics regista 700 300 visitas assim:

Um link da Luna e o mesmo google analytics regista 700 visitas assim:


nota: tive de corrigir o texto, do maradona só vieram 300 visitas, da Luna 700. Não queria ter de dizer isto, mas o da Luna é maior que o do maradona :|

leaked

Nos fóruns americanos por onde ando (nunca participo em fóruns portugueses) há uma expressão gira: leaked (derrame, fuga), em "this thread will leak for sure". Significa que uma discussão interna do fórum, entre forumitas que se conhecem há 15682 posts, de repente começa a aparecer nos resultados no google para um determinado tema. A partir daí, pessoal que cai lá de pára-quedas, inscreve-se no fórum só para entrar na flame war. O resultado muitas vezes é o lock do thread.

Mudando de tema, aqui o Putnam Pig vê rejeitado o seu pedido para uma partner acountdo YouTube. Vê-se que apesar de brincar com a situação, o gajo que faz o putnam pig (ou a menina) ficou claramente lixado. Ser rejeitado é muito mau.

sábado, 4 de setembro de 2010

o tio Mingas

O Farewell to Arms do tio Mingas mexe comigo. Eu gosto do tio Mingas. O Mingas tinha a capacidade de escrever muito mal às vezes. Como o Mark Twain segundo me informaram. O Dostoiévski tem coisas miseráveis e o Gogol idem aspas aspas. O Bukowski tem livros e contos sofríveis. A lista de bons escritores cujo talento é periclitante é bastante generosa. Nem todos podem ser o Kafka, esse, até a escrever a lista do supermercado devia ser genial. Eu tenho para mim que um autor que faz coisas más de vez em quando transmite qualquer coisa de genuíno na sua obra global. O engraçado é que o verdadeiro génio está numa coisa que está muito perto de ser má do que numa que é apenas boa..

Alguns excertos do belíssimo Farewell to Arms:
•"Miss Barkley was quite tall. She wore what seemed to be a nurse's uniform, was blonde and had a tawny skin and gray eyes. I thought she was very beautiful."
viram? É como um puto a descrever coisas, não há nenhum juízo negativo (isto também acontece no Salinger) e mesmo o juízo positivo, dela ser bonita, é-nos dado por ele: ele achou-a muito bonita e não ela era muito bonita, o que seria uma coisa completamente diferente, significaria que era o tipo de gaja que toda gente consideraria bonita. Aqui no "achei que ela era muito bonita" há imediatamente ternura, amor.  Muitos poderiam considerar isto apenas um exemplo de parcos recursos estilísticos para descrever mulheres.

•"It was all as I had left it except that now it was spring. I looked in the door of the big room and saw the major sitting at his desk, the window open and the sunlight coming into the room. He did not see me and I did not know whether to go in and report or go upstairs first and clean up. I decided to go upstairs."
Um detalhe absolutamente anódino mas que tem o efeito de reduzir tudo o que lhe acontece a uma sucessão de coisas que lhe acontecem e pequenas decisões e, ainda, o de reduzir o narrador a uma testemunha acidental da sua própria vida.

O problema com este tipo de escrita é que ela não pode ser forjada, tem a ver com voz própria, e isso pode explicar a instabilidade do Hemingway enquanto autor, ela é um reflexo da instabilidade emocional que o caracteriza. Fiquei muito contente ao ver que uma das hipóteses sobre o seu suicídio aos 61 anos teria a ver com um desgosto de amor na juventude. Não sei porquê acho isto trágico e perfeito demais, mas seria bom que fosse verdade e não apenas o resultado de uma tendência genética para depressão e suicídio pois na família dele parece que a ideia de "reforma" era encostar uma caçadeira à cabeça.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

ela quer uma martelada divinal

A Kim Deal (a mulher com a voz mais sexy à face da terra quando está a falar em entrevistas) nesta música, pede um divine hammer. Óbvia metáfora sexual. Quer uma martelada divinal ou um martelo divino, uma metáfora tornada ainda mais explícita pelas poses sugestivas no vídeo e pela onomatopeia bang bang, em português, bangue bangue. E só quer isso, não quer mais nada. Há mulheres que separam a o martelo divino do resto. A Kim Deal ainda faz isto com o ar de miúda rebelde e traquinas. Eu fico um pouco sentido quando pressinto que as minhas ideias sobre a influência dos grande horizontes e da natureza na literatura russa e americana não são responsáveis pelo rasto de roupa feminina no chão do corredor até à porta do quarto entre-aberta de onde uma voz meio rouca geme "acaba a merda do copo de vinho, despacha-teeee e traz o teu martelo divino!!1!" É uma coisa que me chateia. Bom, não me chateia assim tanto.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

João Tordo

Um amigo avisou-me que existe o João Tordo. Chegou em primeiro lugar no Prémio Saramago em 2009. Folheei o blogue do João Tordo mas é um daqueles blogues de quem não tem tempo a perder com blogues, pelo que não pude retirar nada de especial, a não ser que não tem tempo a perder com blogues, ou seja, é focado e trabalhador. Escreve um romance de 300 páginas de dois em dois anos, já fez 4. Li esta entrevista em que diz coisas que parecem simpáticas embora um pouco neutras. Por exemplo, diz que detesta cada vez mais autores do estilo Dan Brown. E confessa:«Quando estou a escrever um romance é também das poucas alturas do ano em que bebo café e fumo cigarros logo de manhã.» Grande maluco. Vi entretanto outra entrevista em que elogia os benefícios da bebida mas diz que não anda praí a embebedar-se. Estas confissões naifs revelam uma certa honestidade. Uma certa "straightness" que acaba por funcionar a seu favor no meu complexo esquema mental de arrumar as pessoas, uma vez que eu estou completamente longe de a ter e admiro as pessoas assim. No fundo, inspirou-me simpatia. Eu, por outro lado, quando estou a escrever um aborto de romance, é também das poucas alturas do ano em que começo a beber minis ao pequeno almoço, consumo pornografia em grande quantidade, falo sozinho o tempo todo e fumo depois de lavar os dentes, antes de ir para a cama. Mas eu poderia estar a mentir só para me armar porque tenho essa tendência - o que explica porque não sou escritor, essencialmente, antes do ser, já o sou. Também diz que nessas alturas evita ler livros de autores bons para não se influenciar porque tem tendência a copiá-los. Eu faço exactamente o oposto para ser influenciado no sentido certo. Não são necessariamente os bons, por exemplo, Dostoiévski, Thomas Mann ou Nabokov não me influenciam. Mas existem o que eu chamo de escritores droga. Guardo-os para essas alturas, são uma espécie de medicamento de prescrição, com um efeito específico que vem na bula:
Bukowski: foge à norma, morrer não é grave, não podes ter medo.
Knut Hamsun: usa a loucura, fá-los quererem salvar-te.
Salinger: sê adorável, fá-los apaixonarem-se por ti.
Houllebeq: sê um filho da puta cínico com piada, fá-los sentirem-se culpados por estarem apaixonados por ti
Hemingway: não sejas lamechas, escreve como um homem.
Tennesse Williams: podes ser um bocadinho lamechas. Mas com estilo.
Flannery O'Conner: (ver Hemingway)

Alguém já leu João Tordo? O que acharam?

E vocês, irritam-se com o quê?

Identifico-me com tudo de que se queixa o Putnam Pig. Fico muito feliz por ver que o problema das meias solteiras é qualquer coisa de universal. Juro que não compreendo como regularmente me desaparecem meias. Também me irritam pessoas que carregam no botão para o elevador descer, quando na realidade querem subir, porque pensam que estando o elevador num andar superior, têm de o chamar com a setinha para baixo. Irritam-me condutores que páram o trânsito numa rua para falar com alguém noutro carro ou no passeio e aquelas que estacionam no meio da estrada para ir tomar café enquanto há lugares vazios para estacionar. E vocês? Irritam-se com o quê?

um homem a sério

gosto de música clássica